Constrangimento, discriminação e perseguição na loja Martins Fontes (Centro) devido a racismo velado.

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Adamantina - SP

27/05/2026 às 19:28

ID: 249877581

Assunto: Reclamação Formal Constrangimento, discriminação e perseguição na loja Martins Fontes (Centro)
À Diretoria e Gerência da Livraria Martins Fontes,
No dia *****, por volta das *****, estive na unidade do Centro Rua Doutor Vila nova na Vila Buarque para retirar e pagar uma biografia do Michael Jackson que eu havia encomendado. Infelizmente, o que deveria ser uma experiência cultural agradável se tornou um momento de profundo constrangimento, humilhação e preconceito velado.
Sou uma mulher parda negra e, devido ao horário de pico, estava carregando algumas sacolas plásticas de compras no meio do caminho. Assim que as portas se abriram, senti imediatamente o peso do julgamento da equipe de funcionários, todos brancos.
A funcionária que me recebeu na porta, embora tenha tentado parecer simpática, me mediu de cima a baixo com o olhar e, julgando-me pelas minhas sacolas, já me encaminhou imediatamente para o caixa, como se eu não pudesse circular pela loja. Em seguida, o senhor barbudo subiu as escadas me olhando lá de cima de forma extremamente intimidadora enquanto eu estava na fila do caixa.
A postura da equipe foi tão hostil que eles montaram um cerco em volta de mim. Eu tinha total interesse em pesquisar e ver os lançamentos de livros de Inteligência Artificial que estavam bem na estante ao lado, mas o clima de vigilância e desconfiança foi tão absurdo que eu preferi nem perguntar se podia olhar os livros de inteligência artificial na estante do lado, com medo de sofrer uma abordagem ainda mais agressiva.
Como já estava na fila do caixa paguei à vista a biografia do Michael e me retirei. É inadmissível que em pleno ano de ***** uma cliente pagante seja tratada como suspeita ou receba "escolta" velada dentro de um estabelecimento apenas por sua cor e por carregar sacolas.
Exijo um posicionamento da empresa sobre a conduta e o treinamento de seus colaboradores, pois o racismo estrutural e a discriminação no atendimento ao cliente configuram [Editado pelo Reclame Aqui] e um desrespeito total ao Código de Defesa do Consumidor. Não voltarei a consumir na loja até que medidas rígidas sejam tomadas.

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Resposta da empresa

28/05/2026 às 17:03

Fabiana, muito boa tarde. Tudo bem?

Nós lemos a sua mensagem com toda atenção e ficamos muito chateados com o conteúdo dela.

A Martins Fontes é uma livraria que, desde 2021, abraçou com força o antirracismo a partir de uma leitura coletiva do livro Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro.

Nós acreditamos que a livraria deva ser um espaço democrático, aberto a todos e todas, e por isso temos em destaque no nosso site, martinsfontespaulista.com.br, um espaço dedicado ao antirracismo, com indicações de livros, vídeos, textos e mais sobre esse tema que achamos ser da maior importância.

E não só abraçamos o antirracismo, como somos abertamente contrários a toda e qualquer forma de discriminação, misoginia, LGBTQIA+fobia, gordofobia, etarismo etc. Essa é abertamente a nossa posição, não apenas no nosso site, mas também através das nossas mídias sociais, e temos orgulho disso.

O gerente da loja da Vila Nova, Devanir que, aliás, é negro --, está totalmente à sua disposição e já foi orientado a reforçar o treinamento da equipe para que todos os clientes se sintam acolhidos ao entrar em nossa loja.

Esperamos que possa nos dar uma oportunidade de mostrar que estamos falando sério e volte a nos visitar. A Martins Fontes valoriza cada cliente e não queremos nem podemos abrir mão de nenhum.

Atenciosamente,
Samira / SAC
Livraria Martins Fontes Paulista

Réplica do consumidor

28/05/2026 às 22:11

O cinismo da Martins Fontes nessa resposta pública consegue ser pior do que a própria abordagem que sofri na loja. A Sra. *****, que assina essa mensagem cheia de textão institucional sobre o 'Pequeno Manual Antirracista', é A MESMA PESSOA que me ligou minutos antes.
Na ligação, no privado, a Sra. ***** me confessou textualmente que ASSISTIU ÀS IMAGENS DAS CÂMERAS e RECONHECEU a conduta abusiva da equipe. Ela admitiu que os atendentes me mediram de cima a baixo e confirmou que o homem barbudo que me encarou de forma intimidadora da escada ERA UM VENDEDOR DA LOJA, e não um cliente. Ela me pediu desculpas pelo comportamento deles e prometeu levar o caso para a direção geral para aplicação de advertências.
Agora, publicamente, ela escreve essa resposta sonsa, omitindo o comportamento dos funcionários racistas da loja onde fui e tentando usar a cor da pele de um gerente dessa mesma filial(Vila Nova) para blindar a empresa. Isso é uma vergonha. Vender livros da Djamila Ribeiro ou usar funcionários negros como escudo corporativo não apaga o racismo praticado pelos seus vendedores brancos no chão de loja da Vila Buarque.
Eu não vou aceitar esse discurso de marketing para abafar o caso. Recuso o convite hipócrita para 'tomar café' e exijo um posicionamento oficial, no meu email para eu encerrar esse caso provando quais punições administrativas e advertências foram aplicadas à vendedora da porta e ao vendedor barbudo da escada. Respeito não se compra com aba no site, se pratica com atitude

Consideração final do consumidor

16/06/2026 às 17:56

Nota zero pois [Editado pelo Reclame Aqui] é [Editado pelo Reclame Aqui]

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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