O que aconteceu
Comprei da Magon Concepth, em 18/03/2026, a Jaqueta David de couro marrom, pelo valor de R$ 915,80, pago via Pix. A Jaqueta era presente para o meu namorado.
Desde o recebimento, a jaqueta apresentava um odor extremamente forte e desagradável, semelhante a produto químico fortíssimo ou couro estragado. Inicialmente, acreditamos que se tratasse de um cheiro normal e que desapareceria com o tempo.
Estava tão entusiasmada com a compra que, logo após o recebimento, cheguei a avaliar positivamente o produto e a loja no site oficial. Naquele momento, acreditava que havia adquirido um produto de qualidade e que aquele odor desapareceria naturalmente com o tempo.
Ocorre que o odor não desapareceu. A jaqueta permaneceu fora do guarda-roupa, pendurada e arejando durante meses, justamente na tentativa de eliminar o cheiro. Mesmo assim, o problema persistiu e a peça jamais pôde ser utilizada.
Em agosto, entrei em contato com a Magon. A empresa solicitou o envio da jaqueta para análise, afirmando que verificaria se havia alguma anormalidade no couro ou no processo de fabricação.
Após receber a peça, a própria empresa informou que havia analisado o produto e reconheceu que o odor estava comprometendo minha satisfação, oferecendo espontaneamente a substituição da jaqueta por uma nova peça, confeccionada com outro couro e de outro lote.
Aceitei a solução proposta e aguardei a nova jaqueta.
Não tenho como confirmar se efetivamente foi confeccionada uma nova jaqueta com outro couro e outro lote, conforme havia sido prometido pela empresa. A peça recebida aparenta ser idêntica à anterior e, principalmente, apresenta exatamente o mesmo odor extremamente forte e desagradável que motivou a reclamação inicial.
Ou seja, depois de todo esse tempo, do envio da primeira jaqueta, da análise realizada pela empresa e da solução proposta justamente para eliminar o problema, continuo com uma peça que é absolutamente impossível de usar ou sequer manter dentro do guarda-roupa.
O cheiro é tão intenso que não se limita à própria jaqueta. Quando ela é colocada em um cômodo, o ambiente inteiro fica impregnado com o odor.
Além disso, o simples fato de permanecer no mesmo ambiente em que a peça tem me causado irritação na garganta, dor de cabeça e sensação de queimação no peito e estômago. Não estou afirmando a causa médica desses sintomas, mas é um fato que a permanência próxima à peça tem sido extremamente desagradável e inviabiliza completamente sua utilização.
Atualmente, estou colocando a jaqueta na varanda e mantendo a porta fechada para evitar esses sintomas e impedir que o odor impregne na casa. Na prática, porém, trata-se de um produto que não podemos usar, manter no guarda-roupa ou sequer deixar dentro de casa normalmente.
A situação chegou a tal ponto que, se a empresa continuar se recusando a solucionar o problema, o descarte da peça acabará sendo a única alternativa, o que agravará ainda mais o meu prejuízo.
Tenho outros produtos de couro e nunca tive qualquer experiência semelhante. Nenhum deles apresentou um odor de produto químico fortíssimo ou couro estragado como este produto da Magon. Por isso, não considero razoável tratar esse odor como algo simplesmente inerente ou normal de uma peça de couro.
Inclusive, meu namorado possuía anteriormente uma jaqueta de couro praticamente idêntica, que nunca apresentou esse tipo de problema. A compra foi realizada justamente porque ele tinha uma jaqueta semelhante, que havia sido esquecida durante uma viagem. Utilizei o Google Lens para localizar um modelo parecido e encontrei a jaqueta da Magon, que adquiri para fazer uma surpresa a ele.
O mais frustrante é que a empresa sabia exatamente qual era o problema. Expliquei desde o primeiro contato que o odor era o motivo pelo qual a jaqueta não poderia ser utilizada. A própria Magon afirmou que faria uma nova peça em outro couro e outro lote para evitar que a situação se repetisse. Ainda assim, a peça recebida apresenta o mesmo odor insuportável.
Meu namorado também não quer a peça de jeito nenhum, pois, desde que ela chegou, ele também sente os mesmos sintomas desagradáveis quando permanece próximo ao produto. Há meses, inclusive, precisa lidar com a situação de mudar a peça de ambiente, pois não é possível permanecer no mesmo espaço em que ela se encontra.
Quando pedi o cancelamento da compra e a restituição do valor, a empresa recusou, alegando que o prazo de desistência havia passado e que não teria sido identificado defeito de fabricação.
De que serve a garantia de 12 meses anunciada pela Magon se, dentro desse período, diante de um produto que não pode ser utilizado em razão de um problema persistente e extremamente anormal, a empresa simplesmente descaracteriza o problema como defeito? Não considero coerente anunciar uma garantia de 12 meses e, ao mesmo tempo, negar a devolução de um produto que deveria ser durável mas que se encontra, na prática, inutilizável.
Além disso, a própria conduta da Magon demonstra que o problema não pode ser tratado como mero descontentamento do consumidor. A empresa recebeu a primeira jaqueta, realizou análise, reconheceu que o odor estava comprometendo minha satisfação e, por iniciativa própria, ofereceu a substituição por outra peça confeccionada com couro e lote diferentes. Se não houvesse qualquer problema relevante, não haveria razão para a própria empresa ter proposto essa solução.
Portanto, não estou tratando de simples arrependimento pela compra. Estou relatando um problema de qualidade que tornou o produto inadequado para a finalidade para a qual foi adquirido e que, mesmo após a solução oferecida pela própria empresa, permanece exatamente da mesma forma.
Não fiquei meses sem reclamar por ter aceitado o produto ou por simplesmente ter mudado de ideia. Muito pelo contrário. Eu estava tão satisfeita e entusiasmada com a compra que, logo após receber a jaqueta, cheguei a avaliar positivamente o produto e a loja no próprio site oficial da Magon.
Aguardei porque acreditava que o odor desapareceria e porque confiei na qualidade do produto vendido pela Magon. Desde a chegada da peça, ela ficou arejando justamente na tentativa de solucionar o problema. Se eu soubesse desde o início que o odor permaneceria por meses e que tornaria a jaqueta completamente inutilizável, teria procurado a empresa imediatamente.
Além do prejuízo financeiro de R$ 915,80, houve enorme perda de tempo e desgaste com contatos, envio da peça, análise e espera por uma solução que, ao final, não resolveu o problema.
Também houve uma frustração pessoal muito grande. A jaqueta foi comprada com cuidado para presentear meu namorado, justamente porque ele sempre se preocupa em escolher produtos de qualidade para mim. Foi constrangedor entregar a ele, por duas vezes, um presente de quase R$ 1.000 que simplesmente não pode ser utilizado por causa do odor e que ainda causa transtornos, inclusive por impregnar a casa com um cheiro extremamente desagradável.
E é ainda mais frustrante constatar que, atualmente, a mesma jaqueta é anunciada no site da Magon por R$ 2.223, mas eu acabei recebendo um produto que posso usar e cuja solução oferecida pela própria empresa não resolveu o problema.
Não quero uma terceira tentativa de substituição. Já foi dada uma oportunidade para solucionar o problema e ela não funcionou. Quero o cancelamento da compra e a restituição integral do valor pago.
Espero que a Magon reveja sua posição e apresente uma solução efetiva e compatível com a situação, evitando que eu tenha que buscar as medidas judiciais cabíveis para solucionar um problema que já se arrasta há meses.
Solicito, portanto, com brevidade, a restituição integral dos R$ 915,80 pagos pela jaqueta, mediante a devolução da peça.