O que aconteceu
Antes da venda, a MAKA afirmou que tinha experiência para projetar móveis de alto padrão para soluções integradas complexas, incluindo eletrodomésticos embutidos, portas ocultas e outros elementos fora do padrão. Essa promessa foi um dos principais motivos pelos quais escolhi a empresa.
Antes do início do projeto executivo, fizemos uma reunião de aproximadamente duas horas no escritório e discutimos detalhadamente os requisitos mais importantes. Mesmo assim, a projetista esquecia com frequência o que havia sido combinado, cometia erros de medidas e retomava questões que já tinham sido definidas. O andamento do projeto demonstrou que a equipe não estava preparada para projetar profissionalmente móveis para eletrodomésticos embutidos e elementos ocultos, embora essa fosse justamente a competência apresentada antes da contratação.
Outro problema grave foi a organização das medições. A empresa adiou a medição por vários meses, alegando que precisava aguardar a instalação do piso, embora as especificações do futuro piso já fossem conhecidas. Quando o medidor finalmente foi ao imóvel, as medidas ainda continham erros grosseiros em vários pontos. Durante a montagem, muitas peças precisaram ser cortadas no local e receberam fitas de borda aplicadas manualmente. Ou seja: meses de espera pelas supostas medidas finais exatas não evitaram uma grande quantidade de adaptações improvisadas dentro do apartamento.
Por causa dessa organização, o trabalho se arrastou por meses. Com um planejamento adequado, o projeto poderia ter sido concluído em outubro de 2025. Até mesmo o prazo posteriormente acordado 20 de janeiro de 2026 foi descumprido. A montagem principal só terminou no fim de abril de 2026, e ainda restaram problemas e perguntas sem solução.
A bancada de pedra foi o episódio mais grave, embora sua execução envolvesse outro fornecedor. Mas ela esteve longe de ser o único problema. As falhas começaram antes: adiamento das medições, erros no projeto, falta de domínio das soluções para equipamentos embutidos, retrabalho e adaptação de peças no local. Como resultado, parte dos móveis, apesar do preço elevado, não tem aparência de um produto de fábrica do padrão prometido; parece uma estrutura ajustada artesanalmente na obra, com fitas de borda coladas no local.
Reconheço que, no fim de abril, um profissional enviado pela empresa corrigiu a maioria dos problemas menores, e eu registrei isso por escrito. Mas isso não apaga os meses de atraso, a quantidade de erros nem o esforço que o processo exigiu do cliente. Além disso, em 1 de maio enviei ao gerente três perguntas objetivas que ainda estavam pendentes e, em 8 de maio, repeti as mesmas perguntas diretamente no chat privado. O gerente da MAKA simplesmente não respondeu às minhas últimas mensagens.
Eu não recomendo a MAKA para clientes que precisam de móveis embutidos complexos, fidelidade ao projeto e prazos previsíveis. Se, ainda assim, você estiver considerando contratar a empresa, minha recomendação é não pagar nem a primeira parcela antes da visita do medidor e da confirmação, por escrito, da viabilidade técnica de todos os elementos embutidos. Reserve pelo menos 30% do valor para pagamento somente após a conclusão e a aceitação integral dos serviços. Inclua também no contrato uma multa clara e rigorosa por cada dia de atraso, tanto na entrega do projeto executivo quanto na montagem. Caso contrário, depois que a maior parte do valor já foi paga, o cliente fica com poucos meios concretos para exigir o cumprimento dos prazos.
Minha conclusão é objetiva: a MAKA não entregou o nível de expertise e execução que havia prometido. Em vez de receber móveis de fábrica bem projetados e uma condução confiável de um projeto complexo, passei meses fiscalizando medições, repetindo requisitos já acordados, apontando erros e aguardando sucessivos retrabalhos até que o gerente deixou de responder às últimas questões.