Cobrança abusiva de frete, retenção de carga e omissão de CTE pela Martinez Express

Não resolvido
Belo Horizonte - MG
12/03/2026 às 11:56
ID: 243073199
Venho por meio desta formalizar denúncia contra a empresa Martinez Express em razão de práticas abusivas na cobrança de frete, retenção indevida de carga e omissão de documentos fiscais obrigatórios, caracterizando tentativa de coação para pagamento de valor muito superior ao contratado, aproveitando-se da urgência da entrega para impor prejuízos à nossa empresa.
Dos Fatos:
Contratamos os serviços de frete para transporte de uma carga com as seguintes medidas: 1,80m x 0,82m x 0,35m, totalizando 0,5m, no valor de R$ 1.380,00. O pagamento foi realizado de forma integral e antecipada, conforme acordo firmado.
A coleta foi realizada por outra transportadora (subcontratada ou parceira), que levou o objeto até São Paulo/SP. Foi gerado um CTE autorizado em 09/03/2026, ou seja, o serviço já foi formalmente registrado e aceito pelo sistema, confirmando as condições originais da contratação.
Da Recusa em Fornecer o CTE:
Apesar de o CTE já ter sido emitido e aprovado, e de termos solicitado o documento à transportadora, ela se recusa a fornecê-lo. Caso a emissão não tenha sido feita diretamente por eles, bastaria solicitar à empresa subcontratada, mas a recusa persiste.
O CTE é o documento que formaliza o contrato de transporte e contém as informações oficiais da carga, incluindo peso, cubagem e valor do frete. A negativa em apresentá-lo evidencia que a transportadora não age de boa-fé e que sua intenção não é cobrar o valor correto, mas sim impor um reajuste abusivo, valendo-se da retenção da carga para pressionar nossa empresa.
Da Cobrança Abusiva:
Após o transporte já ter sido realizado (ao menos parcialmente) e o CTE já emitido, fomos surpreendidos com uma cobrança complementar de R$ 1.380,00 ou seja, o dobro do valor contratado sob a alegação de que a carga teria 1m e não os 0,5m originais. A justificativa apresentada foi uma suposta "aferição a laser nas docas", sem qualquer comprovação visual, fotográfica ou documental que nos permitisse atestar a alegada divergência.
Das Tentativas de Solução Amigável (Antes do Prazo Final):
Diante da negativa da transportadora em apresentar provas da medição e em fornecer o CTE, e considerando que a entrega está programada para 13/03/2026 (amanhã) tratando-se de objeto vinculado a processo licitatório, cujo atraso pode acarretar severas punições e sanções contratuais à nossa empresa apresentamos três alternativas concretas e razoáveis para solução do impasse, todas propostas antes do vencimento do prazo de entrega:
Que a própria transportadora realize uma medição manual da carga (com trena), nos envie fotos ou vídeo comprovando as medidas e, caso confirmada a diferença, quitamos o valor adicional imediatamente;
Que a transportadora informe o endereço onde a carga se encontra atualmente (último trecho antes da entrega) para que nossa equipe vá até o local, realize a aferição presencial e, se constatada a divergência, efetue o pagamento na hora;
Que a conferência seja feita no momento da entrega ao destinatário final, com pagamento imediato caso a diferença seja confirmada.
Da Postura da Empresa:
Até o momento, a transportadora mantém-se em silêncio quanto às soluções propostas e recusa-se a fornecer o CTE, limitando-se a condicionar a liberação da entrega ao pagamento integral do valor dobrado, sem qualquer comprovação. Esta conduta configura:
Retenção indevida de carga;
Tentativa de coação para pagamento de valor manifestamente abusivo;
Omissão de documento fiscal obrigatório (CTE), dificultando nossa defesa e comprovação do contrato;
Má-fé comercial, ao se aproveitar da urgência da entrega (vinculada a licitação) para impor prejuízo à nossa empresa.
Do Registro Antecipado:
Importante destacar que esta denúncia está sendo registrada antes do vencimento do prazo de entrega (13/03) justamente para demonstrar nossa boa-fé e interesse em resolver a questão, e para evidenciar que a transportadora teve todas as oportunidades de solucionar o conflito de forma transparente, recusando-se a fazê-lo.
Caso a empresa venha a alegar posteriormente que "o cliente enviou medidas erradas" ou que "a culpa é do embarcador", deixamos registrado que:
O CTE já foi emitido e aprovado em 09/03, ou seja, a transportadora (ou sua subcontratada) aceitou as condições originais;
Nos dispusemos, por três vias distintas, a comprovar as medidas reais da carga, sendo a recusa da transportadora em colaborar o verdadeiro óbice à solução do caso.
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Resposta da empresa
12/03/2026 às 13:15
Conforme info pelo wpp, é simples, vc cotou ***** mas enviou *****, logo, estamos cobrando o saldo de frete relativo a ***** a mais que vc enviou, quanto ao cte, MTX é OTM, logo, emitimos NFe, desta forma, aguardamos o PG do saldo de frete pra liberação da entrega e envio dos docs fiscais. Atc
Réplica do consumidor
12/03/2026 às 13:25
Em resumo, para que possam entender: ela afirma que informamos as medidas erradas, mas nos propusemos a pagar mediante a apresentação de comprovação ou até mesmo enviamos alguém para fazer a mediação. No entanto, eles simplesmente não aceitam e querem liberar a entrega somente mediante pagamento. Ou seja, de fato não existe problema e, na realidade, só querem estocar.
qual a dificuldade de fazer a aferição manual ja estão falando que esta errado a medida. pelo fato de não estar, pelo fato de que qualquer solução para mostrar que esta correta a medida eles nunca irão aceitar, pois o intuito é somente estoquir...
Infelizmente, essa atitude irá decretar o fechamento de minha empresa, pois não tenho como arcar com os custos a mais, não posso deixar de entregar por que é uma licitação e minha empresa será punida com multa e ficara 5 anos sem poder vender para outro fornecedor.
Estoquiram um pai de familia com dificuldades, infelizmente não fara diferença nenhuma... e infelizmente a justiça é falha...
Réplica da empresa
12/03/2026 às 13:33
Conforme info via wpp, a carga está dentro do baú do caminhão em viagem, não temos como parar a viagem e desmontar toda a carga só por conta de uma NF, inclusive, tudo está sendo info via wpp, logo, continuar pelo RA, é retrabalho, então, paramos por aqui e seguimos aguardando o PG do saldo de frete pra liberar a entrega. Obg
Réplica do consumidor
23/03/2026 às 12:12
Esta empresa não é confiável, não cumpre nada do que foi acordado.
Diferente de tudo o que ela responde nas inúmeras reclamações existentes, nenhuma desculpa dada por ela é real. Foi pago (infelizmente) a diferença, pois precisava que a carga fosse deixada no cliente, já que não confiava mais nessa empresa, visto que, com certeza, para recuperar a carga seria um parto.
Após a carga chegar ao local, todas as medidas foram enviadas para ele e, diferente do que o mesmo informou em mensagem (que eu já tinha certeza que ocorreria), ele simplesmente mandou que não fossem mais enviadas mensagens.
Foi gerado um boleto com protesto e negativação do CPF, no qual foi feito o pagamento, cobrando a diferença paga e que, como todas as reclamações já cadastradas aqui são irreais, a diferença é de tamanho.
Coloco minha empresa à disposição para comprovação documental de quem quer que seja para averiguar a índole da empresa, ***** (minha epresa). Podem entrar em contato caso tenham dúvida e achem que a desculpa da empresa, de que o cliente manda as medidas erradas e não quer pagar é verdadeira. Essa empresa terceiriza o frete.
Aguardo processo caso ele queria, referente a negativação e protesto... Esta será a primeira de várias dores de cabeça que empresas [Editado pelo Reclame Aqui] precisam passar.
Não adianta protestar a empresa, pois ela já tem inúmeros protestos e processos, tal como o proprietário.
Réplica da empresa
23/03/2026 às 13:39
Esse canal do RA, é pra apenas resolver possíveis reclamações, não para gerar conflitos e discussões, desta forma, já fizemos nossos comentários sobre o assunto. Atc
Consideração final do consumidor
23/03/2026 às 13:52
Empresa [Editado pelo Reclame Aqui]
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0
Consideração final da empresa
23/03/2026 às 14:01
Lamentável o linguajar, mas nós temos ética, logo, não vamos entrar nesse jogo.