MULTA EM MATO GROSSO PARA VEÍCULO QUE ESTAVA EM SÃO PAULO.

Reclamação não respondida

Não respondida

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São Paulo - SP

14/09/2026 às 04:28

ID: 258959675

Venho registrar uma reclamação grave sobre uma multa de trânsito aplicada em Mato Grosso, embora o veículo estivesse em São Paulo, onde resido e trabalho, no mesmo dia e horário indicados na autuação.
A situação é simplesmente inconcebível.
Como um veículo que estava em São Paulo pode ter cometido uma infração em Mato Grosso no mesmo período? Não estamos falando de uma pequena distância ou de um deslocamento possível. Estamos falando de Estados diferentes, separados por centenas de quilômetros.
E aqui está a questão que o órgão responsável precisa responder:
ONDE ESTÁ A PROVA DE QUE ERA O MEU VEÍCULO QUE ESTAVA NO LOCAL DA INFRAÇÃO?
Não basta simplesmente emitir uma multa de trânsito em Mato Grosso vinculada a uma placa. É necessário demonstrar que o veículo efetivamente autuado corresponde ao veículo do proprietário.
Quero saber qual foi o equipamento utilizado, onde ocorreu a autuação, qual foi o horário exato, qual órgão realizou a fiscalização, se existe fotografia, quais características do veículo aparecem na imagem e quais elementos permitem afirmar que aquele veículo é realmente o meu.
Existem diversos relatos públicos de motoristas que receberam multas em Mato Grosso sem nunca terem estado no Estado, envolvendo suspeitas de clonagem de placa, veículo dublê, erro de leitura de placa, erro de identificação e autuações incompatíveis com a localização do proprietário.
Quando casos assim aparecem repetidamente, é legítimo perguntar se estamos diante apenas de situações isoladas ou de um problema maior no sistema de fiscalização de trânsito e aplicação de multas.
Não quero acreditar que exista uma chamada indústria da multa, em que o cidadão se transforma simplesmente em fonte de arrecadação para o Estado. Mas uma situação como esta precisa ser investigada, principalmente quando a própria realidade física torna a infração questionável.
Eu estava em São Paulo. O veículo estava em São Paulo. E a multa aparece em Mato Grosso.
Como isso aconteceu?
Fiscalização de trânsito deve ter como finalidade principal a segurança no trânsito e o cumprimento da legislação, e não uma arrecadação automática baseada em registros que o cidadão não consegue verificar.
Se existe fotografia, quero ter acesso à fotografia.
Se existe registro de radar, quero ter acesso ao registro.
Se existe identificação automática da placa, quero saber como ela foi realizada.
Se o veículo fotografado apresenta características diferentes do meu, isso precisa ser esclarecido.
Se houve erro de leitura da placa, o erro precisa ser reconhecido.
Se existe possibilidade de placa clonada ou veículo dublê, o cidadão precisa ser orientado e protegido.
O que não é razoável é o proprietário receber uma multa de Mato Grosso, estando comprovadamente em São Paulo, e ter que assumir sozinho o enorme esforço para demonstrar que uma autuação aparentemente impossível não poderia ter acontecido.
Também considero necessária uma análise sobre a quantidade de situações semelhantes envolvendo veículos registrados em outros Estados e autuações realizadas em Mato Grosso.
Quantos motoristas já receberam multas em Mato Grosso sem nunca terem estado lá?
Quantas dessas autuações foram posteriormente identificadas como erro de leitura, erro administrativo ou clonagem de placa?
Quantas foram efetivamente canceladas?
Esses dados deveriam ser públicos e transparentes.
Estamos em um momento em que a população está cada vez mais atenta à arrecadação pública, à eficiência dos serviços e à maneira como os órgãos públicos tratam o cidadão. Especialmente em período eleitoral, transparência e prestação de contas não deveriam ser temas secundários.
Não estou pedindo favor.
Estou exigindo que uma penalidade administrativa seja baseada em uma infração real, corretamente identificada e devidamente comprovada.
Por isso, solicito:
Revisão imediata da autuação;
Acesso à fotografia e aos registros que fundamentaram a multa;
Identificação do radar, equipamento ou agente responsável pela autuação;
Comprovação de que o veículo registrado na autuação corresponde efetivamente ao meu veículo;
Apuração de eventual erro de leitura de placa, erro administrativo, clonagem ou veículo dublê;
Cancelamento da multa caso não seja comprovado de forma inequívoca que meu veículo estava no local;
Uma resposta clara e fundamentada explicando como um veículo que estava em São Paulo foi autuado em Mato Grosso no mesmo período.
O cidadão não pode ser tratado como culpado até conseguir provar sua própria inocência diante de uma autuação que, pelas circunstâncias, aparenta ser materialmente impossível.
Mato Grosso precisa explicar. O motorista precisa ser ouvido. E a sociedade precisa saber quantos casos semelhantes existem.
Multa indevida em Mato Grosso não pode ser simplesmente tratada como mais uma cobrança. Quando a localização do veículo torna a infração impossível, é dever do Estado investigar, esclarecer e corrigir.

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