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Contratei Farol Cripto e tive prejuízo com a gestão da cesta

Me Poupe

cidade: Maceió

O que aconteceu

**Farol Cripto: serviço abaixo do prometido, gestão questionável e prejuízo patrimonial relevante**

Adquiri o Farol Cripto porque a proposta apresentada pela Me Poupe! combinava aprendizado sobre criptomoedas, acompanhamento especializado e gestão de uma cesta de ativos por profissionais responsáveis por decisões de alocação, compra, venda e rebalanceamento.

Minha reclamação não decorre simplesmente do fato de eu ter perdido dinheiro em criptomoedas. Tenho plena consciência de que esse mercado envolve risco e alta volatilidade.

O problema é a diferença entre **a forma como o produto foi comercializado, o serviço efetivamente entregue e os resultados das decisões tomadas na gestão da cesta**.

1. Pressão para contratar e investir rapidamente

A comercialização do Farol Cripto foi marcada por forte senso de urgência e escassez. A mensagem era de que aquele seria o momento de entrar no mercado e de que seria necessário agir rapidamente para não perder a oportunidade.

Essa comunicação teve peso concreto na minha decisão de contratar e investir.

Ao mesmo tempo, o próprio produto incentivava o consumidor a **começar a investir enquanto ainda aprendia**.

Quando apliquei recursos na Cesta Farol Cripto, em 20/01/2025, a formação ainda estava em estágio inicial. O programa era dividido em 10 módulos e suas aulas e atividades se desenvolveram ao longo dos meses seguintes.

Assim, eu já estava exposto à estratégia antes de receber conteúdos essenciais sobre análise de criptoativos, estratégias, gerenciamento de risco e aplicação prática.

Isso é relevante porque eu não estava contratando apenas um curso para, depois de concluí-lo, decidir se desejava investir. A proposta era justamente poder investir enquanto aprendia, contando nesse intervalo com uma cesta administrada por especialistas.

2. Orientação posterior sobre novos aportes

Depois da contratação e de eu já ter destinado recursos à estratégia, fui orientado a realizar novos aportes periódicos.

Essa necessidade ou recomendação não havia sido apresentada de maneira clara antes da minha decisão de contratar e investir.

Eu não havia aderido ao produto partindo da premissa de que, além do valor inicialmente destinado à estratégia e do valor pago pelo Farol Cripto, precisaria manter disponibilidade financeira para novos aportes mensais relevantes.

Se aportes recorrentes eram considerados importantes para o adequado desenvolvimento da estratégia, essa era uma informação econômica relevante que deveria ter sido apresentada claramente antes da contratação.

3. A gestão da cesta também precisa ser questionada

O histórico das operações da própria Cesta Farol Cripto levanta questões objetivas.

A composição inicial mantinha aproximadamente **30% do patrimônio em USDC**, representando uma parcela de menor volatilidade.

Poucos dias depois, grande parte dessa posição foi vendida e direcionada para ativos mais voláteis. Em abril de 2025, praticamente toda a posição restante em USDC já havia sido eliminada.

A carteira passou, então, a ficar essencialmente exposta a criptoativos de elevada volatilidade.

Os rebalanceamentos posteriores indicam ainda uma estratégia baseada, em grande medida, na manutenção e restauração de percentuais relativamente fixos entre praticamente os mesmos ativos.

Houve inclusive um intervalo de aproximadamente **211 dias entre dois rebalanceamentos**, de abril a novembro de 2025.

Não afirmo que a ausência de operações, isoladamente, caracterize falha. Inclusive, a cesta valorizou nesse intervalo.

O ponto é verificar se a estratégia efetivamente executada corresponde ao que foi apresentado ao consumidor como gestão especializada, acompanhamento do mercado, decisões de compra e venda e atuação voltada também à mitigação de riscos.

4. O resultado foi extremamente negativo

Na descontinuação da cesta, a perda patrimonial estava em torno de **60% do capital aplicado na estratégia**.

Essa perda, isoladamente, não prova falha de gestão.

O problema é que a análise das próprias operações indica que **a simples manutenção da composição inicial da cesta, sem os rebalanceamentos posteriores, teria produzido resultado superior ao obtido pela estratégia efetivamente executada**.

Isso não significa exigir que um gestor preveja o futuro ou garanta rentabilidade.

Significa, porém, que existe uma questão objetiva: **qual foi o impacto das próprias decisões de alocação e rebalanceamento sobre o prejuízo final?**

Quando se cobra por acompanhamento e gestão especializada, é legítimo avaliar não apenas quanto o mercado caiu, mas também se as decisões adotadas contribuíram para ampliar as perdas.

5. A descontinuação agravou a situação

Posteriormente, a Cesta Farol Cripto foi descontinuada.

Além do encerramento da estratégia, o histórico consolidado da cesta deixou de estar normalmente disponível na plataforma do Mercado Bitcoin, dificultando ao próprio cliente compreender e auditar o que ocorreu.

Foi necessário reconstruir individualmente as operações para analisar os sucessivos rebalanceamentos e a evolução da carteira.

6. O que solicito

Minha reclamação possui dois objetos distintos.

**Primeiro: o próprio serviço contratado.**

A pressão para contratação rápida, o incentivo para investir enquanto ainda se aprendia, a prestação progressiva do conteúdo, a orientação posterior sobre aportes recorrentes e a experiência efetivamente entregue fazem com que eu considere o serviço insatisfatório.

Por isso, **solicito a restituição integral do valor pago pelo Farol Cripto**.

**Segundo: o prejuízo patrimonial relacionado à gestão da cesta.**

Considerando a eliminação da parcela originalmente mantida em stablecoin, as decisões posteriores de alocação e rebalanceamento, o desempenho da estratégia e o fato de que a manutenção da composição inicial teria produzido resultado superior, entendo que há fundamento concreto para apurar a eventual contribuição da gestão para o prejuízo sofrido.

Por isso, solicito também que a Me Poupe! apresente uma solução concreta em relação aos prejuízos patrimoniais relacionados à condução da Cesta Farol Cripto, e não apenas uma resposta genérica atribuindo tudo à volatilidade do mercado.

Não estou reclamando simplesmente porque um investimento de risco apresentou perdas.

Estou questionando a forma como fui levado a contratar e investir, a qualidade do serviço recebido e o impacto das decisões tomadas por uma gestão especializada sobre o prejuízo efetivamente sofrido.

Espero uma análise individualizada do caso e uma proposta concreta de solução