Actros com duas falhas graves de motor nova quebra apenas 151 mil km após substituição do motor pela fabricante em substituição por produto reconhecidamente defeituoso

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Belo Horizonte - MG
25/09/2026 às 20:50
ID: 260093301
Esta é uma nova reclamação porque o problema continua sem solução e considero importante deixar registrado publicamente todo o histórico, para que outros transportadores e consumidores possam conhecer a nossa experiência.
Somos uma empresa de transporte e adquirimos um Mercedes-Benz Actros 2548 LS zero quilômetro, justamente pela expectativa de adquirir um veículo robusto, confiável e adequado para uma operação profissional de transporte de cargas.
Em 2025, o caminhão apresentou uma falha grave no motor, quando estava com 341.623 km.
O veículo foi encaminhado à rede autorizada Mercedes-Benz e o motor foi substituído.
A documentação desse atendimento é bastante clara. A Ordem de Serviço n 16.168 registra o atendimento como GARANTIA e a nota fiscal emitida em 06/06/2025 registra como natureza da operação:
SUBSTITUIÇÃO DE MERCADORIA DEFEITUOSA EM VIRTUDE DE GARANTIA.
Portanto, estamos falando de um motor que foi substituído pela própria rede Mercedes-Benz.m
O que aconteceu depois é o que nos causa maior indignação.
Em setembro de 2026, aproximadamente 1 ano e 3 meses depois, o caminhão apresentou nova falha grave no motor, agora com 493.448 km.
Isso significa que o motor substituído percorreu apenas 151.825 km antes de o veículo apresentar novamente um problema grave que o deixou parado. Inclusive, os próprios funcionários da concessionária falaram claramente que vocês deram azar com esse carro, nunca vi isso acontecer. Tudo documentado em áudios.
A própria Mercedes-Benz reconhece a existência dos danos e informa que houve quebra de uma válvula do sistema Top Brake, com entrada de fragmentos na câmara de combustão e danos ao pistão, cabeçote e válvulas.
Porém, até o momento, não recebemos uma explicação técnica satisfatória sobre a causa da quebra da própria válvula.
A Mercedes-Benz afirma que os dois problemas seriam tecnicamente distintos e atribui relevância, entre outros pontos, ao histórico de manutenção anterior à substituição do motor.
Por isso, consideramos importante esclarecer esse ponto.
Antes da primeira falha do motor, as revisões e manutenções eram realizadas em oficinas de extrema confiança da empresa, com utilização de peças originais. Não se tratava de um veículo sem manutenção ou submetido a peças de procedência duvidosa.
Além disso, depois da substituição do motor pela própria rede Mercedes-Benz, todas as revisões passaram a ser realizadas em concessionária autorizada, mesmo a concessionária mais próxima estando aproximadamente 100 km distante da empresa.
Ou seja, depois que o motor foi substituído em 2025, a empresa passou a ter ainda mais cuidado em realizar as manutenções dentro da própria rede Mercedes-Benz.
Por isso, causa estranheza que a ausência de histórico integral anterior na rede autorizada seja utilizada como fundamento para afastar a responsabilidade pela nova falha, sem que seja demonstrado tecnicamente qual manutenção inadequada teria causado ou contribuído para a quebra atual.
Afinal, a questão objetiva permanece:
Por que um motor substituído pela própria rede Mercedes-Benz apresentou uma nova falha grave depois de apenas 151.825 km?
Estamos falando de um caminhão destinado ao transporte profissional de cargas. Não estamos tratando de um veículo utilizado eventualmente ou de um componente que apresentou problema depois de muitos anos de utilização.
Um motor foi substituído e pouco mais de 150 mil quilômetros depois o caminhão está novamente parado por uma falha grave de motor.
A própria Mercedes-Benz apresenta o Actros ao mercado associando o modelo a características como confiabilidade, robustez, produtividade e durabilidade.
Por isso, é legítimo perguntar: Qual é a expectativa de durabilidade que o consumidor deve ter de um motor instalado pela própria Mercedes-Benz? A cada aproximadamente 150 mil quilômetros será necessário substituir novamente o motor?
Essa certamente não é a expectativa de uma empresa que investe em um caminhão desse porte para trabalhar e gerar receita.
Temos, inclusive, outros caminhões Volvo em nossa operação e nunca enfrentamos sequer algo próximo desse problema com eles. Evidentemente, sabemos que nenhum fabricante está livre de falhas, mas essa experiência torna ainda mais difícil compreender o que está acontecendo com este veículo.
O prejuízo não é apenas o valor do reparo.
O caminhão está parado, os fretes deixam de ser realizados, clientes são prejudicados, há perda de faturamento e as despesas financeiras do veículo continuam vencendo normalmente.
A estimativa apresentada pela concessionária para o reparo é de aproximadamente R$ 90 mil.
E, diante de tudo isso, a resposta recebida até agora é simplesmente a negativa de cobertura.
Não estamos pedindo um favor. Estamos pedindo uma solução para uma situação extremamente grave envolvendo um caminhão de alto valor e um motor que já precisou ser substituído anteriormente pela própria rede Mercedes-Benz.
Esta reclamação fica registrada para que outros transportadores e consumidores que estejam pesquisando a marca tenham conhecimento da experiência que estamos tendo. Inclusive, o outro Mercedes que temos já apresentou o mesmo defeito no motor, que foi substituído por conta da empresa. Um produto desta magnitude no mercado, deveria ser levado mais a sério.
Esperamos que a Mercedes-Benz reveja sua posição, apresente uma explicação técnica completa e, principalmente, ofereça uma solução para que o caminhão possa voltar a trabalhar.