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Belo Horizonte - MG

29/09/2026 às 00:38

ID: 260307143

Não entendemos porque o Brasil não pode ter monetização sustentável dos biomas brasileiros e transição do modelo extrativista para a valorização do capital natural. O ativo gerador de renda é a integridade ecológica mantida em pé. O Brasil não pode arrecadar grandes valores do potencial global na biodiversidade porque não existe gestão de ecoturismo e falta estruturação de concessões, infraestrutura sustentável e governança regulatória. Não pode monetizar a natureza sem destruí-la por quê? Não pode ter modelos de negócios customizados à fragilidade e à vocação geográfica de cada bioma: Amazônia (Turismo de Imersão e Ciência) deveria ter foco em expedições de baixo volume e altíssimo valor agregado (lodges flutuantes de luxo sustentável, turismo científico de observação da canópia e pesca esportiva do tipo catch and release). Falta turismo comunitário gerido por povos indígenas e ribeirinhos e garantir manutenção da floresta e impedir avanço do garimpo. Falta fazer o Pantanal de Safáris Fotográficos de Alto Rendimento e focar na observação da megafauna (onça-pintada, antas, aves). O valor econômico de uma onça-pintada viva para o ecoturismo ao longo de sua vida excede em dezenas de vezes o valor de áreas convertidas para pecuária extensiva. Falta o Cerrado e a Caatinga terem geoturismo e Birdwatching com exploração das formações geológicas (cânions, chapadas e cavernas) e do endemismo de aves. Falta turismo de observação de aves com público internacional de alta renda que gasta em média 3 a 5 vezes mais do que o turista convencional. Falta a Mata Atlântica e Pampa terem concessões de uso público e rotas culturais com parques próximos a grandes centros urbanos se beneficiarem do modelo de concessão de serviços de apoio ao visitante (portarias, transporte elétrico, tirolesas e gastronomia local), aliviando o orçamento público e gerando caixa via outorgas. Faltam instrumentos de financiamento e arrecadação pública com concessões de unidades de conservação e modelos ICMBio/Estaduais. O Estado deveria manter gestão da conservação e fiscalização e a iniciativa privada investir em infraestrutura e operação turística em troca de tarifas de visitação, pagando outorgas ao Fundo de Conservação. Faltam taxas de conservação ambiental (TCA) com cobrança direta por dia de permanência em municípios ou ilhas com ecossistemas frágeis (Fernando de Noronha e Bonito). A receita tem que ser vinculada por lei ao saneamento básico local, gestão de resíduos e fundo municipal de meio ambiente. Falta pagamento por serviços ambientais (PSA) atrelado ao turismo com mecanismo econômico que remunera proprietários rurais privados por manterem reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs) preservadas e abertas ao ecoturismo. Turismo de Massa estragam o Ecossistema. O turismo deveria ser ordenado porque muita gente devasta ecossistemas. A presença física não regulada gera impactos ecológicos e geológicos severos. O pisoteio de solo gera compactação pedológica pela pressão mecânica contínua e redução da infiltração de água, destruição da serapilheira e sufocamento da microfauna e microbiota do solo.
A erosão hídrica com abertura desordenada de atalhos gera perda de cobertura vegetal em trilhas e acelera ravinas e voçorocas, causando assoreamento e turbidez em rios, nascentes e cachoeiras. Falta combater o estresse faunístico porque ruído humano, iluminação noturna e aproximação constante altera comportamento alimentar, abandono de ninhos/crias e picos de cortisol (estresse crônico) nas espécies. A bioinvasão não pode ser combatida por quê? A vetorização passiva (sementes e patógenos aderidos a calçados, roupas e veículos) e introdução de vegetação exótica invasora e disseminação de doenças (ex: fungo quitrídio em anfíbios) gera degradação do bioma. Faltam ferramentas de Gestão com capacidade de suporte e LAC para evitar colapso ambiental. A gestão pública de áreas protegidas deveria aplicar cálculo de Capacidade de Carga Turística (CCT) e a metodologia de Limites de Alteração Aceitável (LAC). A visitação não é definida pela demanda do mercado e sim pelo limite biótico e físico do ecossistema (por isso tem que ter biólogos que entendam cientificamente disso). Quando indicadores ambientais (como qualidade da água ou avistamento de fauna) caem abaixo do nível de segurança, a cota de ingressos deveria ser automaticamente reduzida. Falta o Brasil adotar os melhores padrões internacionais de gestão ambiental com Modelo High-Value, Low-Volume (Alto Valor, Baixo Impacto) inspirado no país asiático Butão e nas Ilhas Galápagos (Equador) porque o país limitar rigidamente o número de visitantes diários por meio de agendamento prévio centralizado e aplicar tarifas elevadas de preservação traz bons resultados de preservação. Falta maximizar a receita por visitante e não a quantidade bruta de pessoas na trilha. Falta engenharia de infraestrutura de impacto zero com uso obrigatório de infraestruturas suspensas e isolantes no contato entre o visitante e o meio natural com passarelas suspensas e decks flutuantes e impedir a compactação do solo e proteger sistemas radiculares e cavernas (como aplicado nas flutuações de Bonito/MS). Faltam veículos elétricos coletivos e silenciosos e substituir o tráfego de carros privados por sistemas de transporte público interno com emissão zero e baixo ruído. Faltam trilhas com Geotêxtil Permeável e estruturação de caminhos que drenam a água da chuva sem gerar erosão ou ravinamento. Não pode ter ecoturismo comunitário e conservantes privadas com receita gerada pelo turismo por quê? Deveria ir diretamente para as populações tradicionais e proprietários de terras lindeiras às reservas. Quando a comunidade local constata que uma floresta preservada ou um animal vivo gera mais renda do que o desmatamento, a pecuária ou a caça, a própria população se torna a principal força de fiscalização e proteção da biodiversidade. Não pode ter engenheiros aeroespacial que entendem do espaço aéreo e de modernização ATM (Air Traffic Management) por falta de investimento em educação. Falta implantação Total do Free Route Airspace (FRA) e transitar do modelo rígido de aerovias para rotas diretas navegadas por satélite (PBN/GNSS) via DECEA. Isso reduz a distância voada, o tempo de viagem e o consumo de QAV em até 5%. Falta harmonização da navegação transfronteiriça na América Latina com espaço aéreo integrado no âmbito da CLAC (Comissão Latino-Americana de Aviação Civil), reduzindo desvios operacionais entre as fronteiras do Mercosul e dos países andinos. Faltam procedimentos de Descida e Subida Contínua (CDO/CCO) e padronizar aproximações em rampa constante nos principais aeroportos regionais e capitais, economizando combustível e reduzindo ruído urbano. Falta abertura e desregulamentação do Mercado de QAV com incentivo a importação direta por distribuidoras independentes, expandir a capacidade de refinamento local e implementar polos regionais de produção de SAF (Sustainable Aviation Fuel), aproveitando a matriz de biocombustíveis brasileira. Falta atração de empresas Low-Cost / Ultra-Low-Cost Real e reduzir barreiras de entrada, simplificar regras de bagagem/serviços e padronizar os regulamentos de responsabilidade civil para atrair operadores de baixo custo que conectem o Brasil aos vizinhos sul-americanos. Falta uso estratégico do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil) e destinar recursos do fundo para garantias de crédito de capital de giro, renovação de frota regional e atração de MROs (Centros de Manutenção, Reparo e Operação) para o território nacional, evitando o envio de motores para o exterior. Falta infraestrutura logística e conectividade regional com rede aeroportuária Spoke-to-Spoke e Fomentar voos diretos entre cidades de médio porte (ex: Ribeirão PretoMaringá ou CampinasMendoza) sem a necessidade de conexão nos hubs de Guarulhos ou Brasília.

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