Não respondida

Sem Turismo Desportivo

Ministério do Turismo

cidade: Belo Horizonte

O que aconteceu

Não entendemos porque o Brasil não pode tratar a América Latina como seu "mercado interno expandido" e transformar o futebol em ferramenta de integração regional e atração de divisas. Existe alto custo de passagens aéreas internacionais dos países da América Latina. Falta integração comunitária do Mercosul sem barreiras alfandegárias ou vistos. Os ingressos deveriam incluir trens bala atraindo fãs de países vizinhos para assistirem jogos dos times brasileiros. As arenas/estádios poderiam ser ativos turísticos globais 365 dias/ano (Tours, Lojas, Gastronomia). Falta usar futebol como ponte diplomática com a América Latina e Ásia (Japão, China, Coreia do Sul). Falta retirar a burocracia na compra de ingressos para estrangeiros e falta articulação entre órgãos estaduais e diplomáticos. Falta turismo de experiência com pacotes VIP/Hospitality atrelados à gastronomia e hotelaria de luxo. Falta diplomacia de grandes eventos com articulação estatal com marcas de luxo e entretenimento internacional. Não sabemos porque o futebol brasileiro não pode atuar como vetor geopolítico de exportação de serviços, fortalecendo a integração sul-americana e injetando quase R$ 2,8 bilhões anualmente na economia nacional. Falta treinamento para que todos os times brasileiros consigam fazer gols com chute na gaveta (no ângulo superior direito ou esquerdo entre o travessão e a trave vertical).

Falta atrair cidadãos vizinhos (Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia, etc.) para estádios brasileiros. Poderia ter Hub Sul/Sudeste (Eixo Mercosul - SP, RJ, RS, PR, SC): 12,0% a 18,0% (Ponto médio: 15,0%); Hub Norte/Centro-Oeste (Fronteiras Secas e Rotas Aéreas - AM, MS, MT, RR): 8,0% a 15,0% (Ponto médio: 11,5%); eventos neutros / CONMEBOL / Finais e Seleção Brasileira: 15,0% a 25,0% (Ponto médio: 20,0%).

Falta passe livre esportivo MERCOSUL/ALADI e firmar acordo diplomático multilateral para que o ingresso do jogo, emitido digitalmente, sirva como documento de prioridade de imigração nas fronteiras terrestres (ex: Foz do Iguaçu, Santana do Livramento, Corumbá) e nos aeroportos. Falta validação por DNI/Documento Nacional e eliminar a trava do CPF nas plataformas de ingressos, permitindo validação instantânea com o DNI de Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Peru, Colômbia e demais países.

Falta Logística Aérea e Hubs Regionais de Fronteira com corredores aéreos do futebol (Air-Bridge LATAM) e parcerias entre ministério do Turismo, Embratur e companhias aéreas para operar voos charter e rotas low-cost em dias de grandes jogos (ex: Buenos Aires Porto Alegre/Curitiba/SP, Montevidéu Florianópolis/RJ, Lima/Bogotá Manaus/SP). Falta Kombi-Ticket Transfronteiriço nos hubs de fronteira seca e criar linhas de ônibus turísticos expressos ligando cidades vizinhas diretamente às arenas/estádios do Sul e Centro-Oeste com o bilhete integrado.

Falta precificação dinâmica e câmbio flutuante com ajustes na precificação dos ingressos para o público sul-americano com conversão direta em moedas locais ou Dólar (USD), precificando pacotes de hospitalidade com antecedência de até 6 meses. Falta marketplace Integrado CONMEBOL com agências regionais e comercialização dos pacotes "Voo + Hotel + Ingresso + Tour da Arena" por agências parceiras na Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Uruguai (garante antecedência na compra).

Falta Soft Power e Experiência Multicultural nas Arenas/estádio com marketing esportivo. Falta receptivo multilíngue e Sinalização em espanhol e inglês com adaptação total do atendimento nos estádios para o público hispanohablante. Falta matchday de Integração Sul-Americana e transformar o entorno das arenas/estádios em polos gastronômicos e culturais que celebrem a união dos países da América Latina, elevando o gasto médio por visitante (Spend per Head).

A presença latino-americana nos eventos de futebol no Brasil e um gasto médio estimado de US$ 280,00 (R$ 1.540,00) por turista da América Latina por viagem (hospedagem, transporte, gastronomia e ingressos) contando os acessos anuais totais (Série A + Copa do Brasil + Competições CONMEBOL) gera aproximadamente R$12 milhões. Seria turistas Latino-Americanos (15%) 1.800.000 (quase 2 milhões de acessos por ano).