Atendimento distorcido da finalidade.

Respondida
Niterói - RJ
23/06/2026 às 09:58
ID: 252115115
Trabalho no sistema prisional do Estado do Rio de Janeiro e presenciei ontem (22) e hoje (23) a entrada de pessoas dessa organização para fazer atendimentos aos detentos. Isso me causou muita indignação, pois a minha contribuição não é feita para essa finalidade. Não concordo com esse posicionamento de vocês, visto que na unidade prisional já tem atendimento médico e enfermagem para atender os presos. Estou cancelando a minha inscrição nesse momento. Não sei quantos atendimento, que na minha opinião são equivocados, vocês estão fazendo como esses.
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Resposta da empresa
24/06/2026 às 14:44
Prezado Sr. Paulo,
Recebemos sua manifestação e agradecemos o contato, bem como suas contribuições ao longo do tempo.
Gostaríamos de informar que nossos doadores tem um canal de atendimento que possibilita o recebimento de resposta de forma mais rápida - [email protected].
As doações realizadas são fundamentais para que Médicos Sem Fronteiras possa oferecer assistência médico-humanitária a pessoas em situação de extrema vulnerabilidade e em contextos de crises humanitárias.
A atuação é guiada por princípios humanitários, especialmente a imparcialidade, oferecendo cuidados de saúde com base exclusivamente nas necessidades médicas identificadas, sem qualquer tipo de discriminação. A definição das populações atendidas segue critérios técnicos e médicos, com foco na redução do sofrimento humano.
Em relação ao projeto citado, esclarece-se que seu objetivo é fortalecer o rastreamento, diagnóstico e tratamento da tuberculose (TB) em unidades prisionais, incluindo o uso de unidade móvel de radiografia e o acompanhamento clínico dos pacientes diagnosticados. A iniciativa busca ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado, contribuindo para interromper a [Editado pelo Reclame Aqui] de transmissão da doença.
A tuberculose é um importante problema de saúde pública, com alta incidência no estado do Rio de Janeiro, que concentra cerca de 15% dos casos do Brasil. Pessoas privadas de liberdade são proporcionalmente mais afetadas, e o enfrentamento da doença nesses ambientes é essencial para reduzir novos casos dentro e fora do sistema prisional, protegendo também familiares, profissionais e a população em geral.
Dessa forma, a atuação no enfrentamento da tuberculose em unidades prisionais se insere em uma estratégia de saúde pública essencial para a redução da transmissão da doença e para a proteção da população em geral.
Permanecemos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos.
Atenciosamente,
Equipe de Relacionamento
Médicos Sem Fronteiras Brasil