Não resolvido

Contrato diferente do acordado, recusa de rescisão e possível discriminação contra PCD.

Mv Mídia

cidade: Canoinhas

O que aconteceu

Minha experiência com a MV Mídia: quando a crítica é apagada, mas o áudio permanece

Contratei a MV Mídia acreditando estar lidando com uma empresa profissional, preparada para lidar com clientes exigentes e, principalmente, preparada para receber críticas.

Infelizmente, minha experiência foi exatamente o contrário.

Antes mesmo do conflito, informei ao Sr. Rodrigo Mineiro algo extremamente pessoal: sou pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e possuo altas habilidades/superdotação. Compartilhei essa informação exclusivamente para explicar minha forma de comunicação. Sou extremamente analítico, detalhista e faço muitas perguntas. Nunca utilizei minha condição para obter qualquer vantagem; apenas procurei facilitar nossa comunicação.

Após poucos dias de prestação dos serviços, os resultados ficaram muito aquém das expectativas. Com uma semana de operação não ganhamos seguidores, enfrentamos restrições nas contas do Instagram e, sempre que questionava o ocorrido, a responsabilidade era atribuída às nossas próprias postagens. As respostas passaram a demorar horas e a comunicação tornou-se cada vez mais difícil, fato que me causou estranheza considerando que havia um grupo de WhatsApp criado exclusivamente para o nosso atendimento, reunindo cerca de oito funcionários da MV Mídia. A estrutura era numerosa; a agilidade no atendimento, infelizmente, não acompanhava a mesma proporção.

Diante desse cenário, solicitei a rescisão contratual e o reembolso, por entender que preenchia os requisitos previstos na cláusula oitava do contrato firmado entre as partes.

Ao invés de receber uma solução para o problema ou uma análise objetiva do meu pedido, recebi um áudio do Sr. Rodrigo Mineiro afirmando que não faria o reembolso previsto contratualmente, apesar de, na minha compreensão, eu preencher os requisitos estabelecidos na cláusula oitava para sua concessão. Essa questão, naturalmente, poderá ser apreciada pelas vias competentes.

Na mesma ocasião publiquei a seguinte avaliação sobre minha experiência:

"A equipe de vendas está de parabéns, são ótimos em vender o produto deles, já o seu produto.. Não crie expectativas, em uma semana de 'serviços', perdemos seguidores no Instagram e tomamos uma restrição de postagem de links. Ao serem indagados, obviamente, colocaram a culpa em nossas próprias postagens. São exímios em produzir desculpas e justificativas utilizando IA, já produzir vendas.. Levam horas para responder e te deixam no vácuo no WhatsApp. Acabei de solicitar rescisão e reembolso. Esta é a minha experiência de uma semana, sofrível, com a MV Mídia."

Essa foi a minha opinião como consumidor. Não utilizei palavrões. Não fiz ataques pessoais. Não ofendi ninguém. Apenas relatei minha experiência.

Ao invés de apresentar fundamentos objetivos para negar o reembolso ou buscar uma solução consensual, recebi um áudio contendo expressões que, na minha percepção, extrapolaram os limites de uma divergência comercial.

Recebi um áudio em que o Sr. Rodrigo Mineiro afirma, entre outras coisas:

"Vou começar a questionar essa capacidade sua";

"Talvez eu precise desenhar para você entender";

"Você é extremamente incapaz";

"Existe uma falha óbvia sua de compreender."

O que mais me surpreendeu foi que esse áudio não permaneceu restrito à nossa conversa. Ele foi compartilhado em um grupo de WhatsApp da empresa, composto por funcionários, colaboradores e pela minha parceira comercial, expondo-me perante terceiros.

O conteúdo integral do áudio encontra-se preservado e poderá ser apresentado às autoridades competentes sempre que necessário.

No mesmo áudio, o Sr. Rodrigo afirma que eu fui "agressivinho", que fiquei "xingando" e "falando baboseira no Instagram".

Até hoje procuro, sinceramente, onde estão esses supostos xingamentos.

Por isso faço um convite a quem estiver lendo esta reclamação: leia novamente o texto que publiquei acima e tire suas próprias conclusões.

Criticar um serviço é diferente de ofender pessoas.

Relatar uma experiência negativa é um direito do consumidor.

Discordar da qualidade de um serviço não significa "falar baboseira".

Outro fato que considero, no mínimo, digno de registro foi que, horas após solicitar a rescisão do contrato, as contas pessoais de Instagram minha e da minha parceira, bem como nossa conta de trabalho com 19 mil seguidores, foram bloqueadas pela plataforma, simultaneamente, sendo que minha conta pessoal nada tem a ver com nosso empreendimento e foi recuperada no dia seguinte.

A proximidade temporal entre a rescisão contratual e a suspensão simultânea das contas despertou em mim a suspeita de que os bloqueios possam ter decorrido de denúncias apresentadas à plataforma. Não disponho, contudo, de elementos para atribuir a autoria desses eventuais relatos.

Também me chamou atenção que minhas críticas publicadas nos perfis "Mineiro das Vendas" e "MV Mídia" foram rapidamente removidas, acompanhadas do bloqueio do meu acesso a esses perfis.

Minha impressão como consumidor é que a empresa demonstra pouca tolerância a críticas públicas. Ao invés de responder objetivamente aos questionamentos sobre a qualidade dos serviços ou buscar uma solução para o conflito, optou por remover minhas manifestações, bloquear meu acesso e responder por meio de um áudio com expressões que considerei depreciativas.

Como pessoa autista, causa especial desconforto perceber que uma condição pessoal revelada em um ambiente de confiança para facilitar a comunicação parece ter sido seguida por comentários dirigidos justamente à minha capacidade de compreender informações. Essa é a minha percepção dos fatos.

No fim, fica uma reflexão simples.

A MV Mídia se apresenta como uma empresa especializada em gestão de reputação, marketing e posicionamento digital. Talvez justamente por isso eu esperasse que soubesse lidar com aquilo que toda empresa séria inevitavelmente enfrenta: críticas.

Críticas legítimas deveriam ser respondidas com esclarecimentos e resultados, e não simplesmente desaparecer.

Consumidores não deveriam ser silenciados por relatarem uma experiência negativa, tampouco desqualificados quando exercem, de forma respeitosa, o direito de avaliar um serviço.

Quanto à minha publicação, deixo novamente a pergunta ao próprio Sr. Rodrigo Mineiro e a qualquer leitor desta reclamação:

Onde exatamente estão os xingamentos? Onde está a "baboseira"? Onde está a agressividade?

Se relatar fielmente uma experiência negativa passou a ser considerado um ataque, talvez o problema não esteja na crítica, mas na incapacidade de aceitá-la.

Essa foi a minha experiência com a MV Mídia. Espero sinceramente que outros consumidores tenham uma experiência diferente da minha.

As medidas administrativas e judiciais cabíveis já estão sendo analisadas por meu advogado, mas ainda espero que a empresa resolva amigavelmente essa situação.

Antes desta publicação encaminhei notificação extrajudicial à empresa, concedendo prazo para solução amigável, requerendo o reconhecimento da rescisão contratual, a restituição dos valores pagos e o cancelamento do boleto emitido após o pedido de rescisão. Esta reclamação somente está sendo publicada porque, até o momento, não houve solução satisfatória.

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Não
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento0

    RELATO MV MÍDIA / RODRIGO MINEIROMinha experiência com a MV Mídia, sob responsabilidade do senhor *****, foi extremamente negativa e, diante de tudo o que ocorreu, não recomendo a contratação da empresa.O que mais causa indignação não é apenas a qualidade do serviço prestado, mas a postura adotada pela empresa diante das inúmeras evidências e questionamentos apresentados.A MV Mídia simplesmente silenciou diante das evidências de possíveis abusos contratuais, bem como diante de discrepâncias que, na minha avaliação, saltam aos olhos quando se compara aquilo que foi apresentado e prometido pela equipe comercial com aquilo que efetivamente ocorreu durante a prestação dos serviços.Também houve um episódio que considero especialmente grave: uma suposta prática de discriminação contra pessoa com deficiência, relacionada à utilização de redes sociais. O caso já foi levado ao conhecimento da autoridade policial e também será apresentado ao Ministério Público para apuração.Ressalto que não estou afirmando antecipadamente uma condenação criminal: estou afirmando que existem fatos e elementos que, na minha avaliação, justificam a investigação pelas autoridades competentes. O senhor ***** poderá responder criminalmente pelos fatos, caso as autoridades entendam presentes os requisitos legais, inclusive diante da legislação brasileira que prevê punições para determinadas formas de discriminação contra pessoas com deficiência.Enquanto isso, a empresa permaneceu em silêncio.Além disso, houve pagamento antecipado por um serviço que, na nossa experiência, foi prestado de maneira extremamente insatisfatória, muito aquém daquilo que esperávamos e daquilo que entendíamos ter contratado. Ainda assim, mesmo após a rescisão do contrato, a empresa continua cobrando aproximadamente R$ 2.500, meses depois do encerramento da relação contratual, cobrança que está sendo contestada.Outro ponto extremamente grave é que houve tentativa de citação judicial por meio do e-mail oficial da empresa, e, segundo consta no processo, não houve confirmação da citação por esse meio. O assunto já está sendo tratado perante a Justiça de Santa Catarina, e as consequências processuais serão decididas pelo Poder Judiciário.Caso a empresa e os demais envolvidos deixem de exercer seu direito de defesa e preencham-se os requisitos legais, poderão ocorrer os efeitos processuais cabíveis, inclusive julgamento à revelia, conforme determinação judicial. Isso não é ameaça: é uma consequência que será definida exclusivamente pela Justiça.Também considero extremamente grave o que ocorreu imediatamente após a rescisão. No dia do encerramento da relação contratual, nossas contas pessoais e profissional sofreram bloqueios/restrições no Instagram, circunstância que entendemos estar relacionada ao encerramento do serviço e que está sendo documentada para apresentação às autoridades competentes.Na minha avaliação, a experiência demonstrou uma postura antiética, desleal e extremamente prejudicial ao negócio do cliente após a rescisão. Também considero que houve uma incapacidade de lidar adequadamente com críticas e questionamentos legítimos de um consumidor.Não estou fazendo esta reclamação por vingança. Estou fazendo porque tenho direito, como consumidor, de relatar uma experiência que considero extremamente prejudicial, apresentar documentos, questionar cobranças, buscar reparação judicial e levar às autoridades fatos que entendo que precisam ser investigados.A MV Mídia pode discordar da minha avaliação. Pode apresentar sua versão. Pode se defender judicialmente. Pode responder publicamente aos fatos e documentos apresentados.Mas o que não pode exigir de um consumidor é silêncio.Consumidor não é obrigado a aceitar calado aquilo que considera abusivo, desleal ou prejudicial.Os fatos estão sendo levados às instâncias competentes, inclusive na esfera judicial e, quando cabível, criminal e administrativa. Cabe às autoridades analisar as provas e decidir quem tem razão.Quanto à minha experiência pessoal, porém, minha conclusão é clara:NÃO RECOMENDO A MV MÍDIA.Não contrataria novamente e, diante de tudo o que ocorreu, não recomendaria a empresa nem para o meu pior inimigo.A empresa teve oportunidades para esclarecer os fatos, responder aos questionamentos e apresentar sua versão. Até o momento, o que encontrei foi silêncio diante de questões que considero graves.A Justiça pode até tardar, mas é nela que confio para que todos os fatos sejam finalmente esclarecidos.Que cada parte apresente suas provas.Que a Justiça decida.E que doa a quem doer, os fatos sejam apurados.