Respondida

PROCEDIMENTO DE PREENCHIMENTO GLÚTEO COM AUSÊNCIA DE TRANSPARÊNCIA, RASTREABILIDADE E COMPROVAÇÃO DO PRODUTO UTILIZADO E NEGLIGÊNCIA NO PÓS PROCEDIMENTO

NATALIA RUCKERT ASSESSORIA

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Venho registrar formalmente os fatos ocorridos em 31/08/2026, durante procedimento de harmonização glútea realizado na Clínica Amanda Degasperi, localizada na *****, procedimento intermediado pela Divina Clinic, por meio de Natália Ruckert. Compareci ao local como paciente modelo para realização de preenchimento glúteo, contratado como aplicação de 30 ml de ácido hialurônico da marca Rennova, pelo valor total de R$ 1.999,00, pago por cartão de crédito. O procedimento foi realizado pela Dra. Sarah Julia Vieira Rodrigues da Silva, biomédica, *****. Antes da realização, questionei expressamente a profissional sobre qual produto seria utilizado e fui informada de que seria ácido hialurônico da marca Rennova. Autorizei o procedimento confiando nessa informação. Entretanto, no momento da aplicação, o produto NÃO foi aberto na minha presença. As seringas já estavam previamente preparadas e armazenadas em uma geladeira, antes mesmo de serem utilizadas em mim. Dessa forma, não tive a possibilidade de verificar a embalagem original, a integridade do produto, fabricante, lote, validade, origem ou qualquer outro elemento que permitisse confirmar, antes da aplicação, exatamente qual material seria introduzido no meu organismo. Diante dessa situação, questionei a profissional sobre a caixa original, a procedência e a autenticidade do produto. Em vez de me apresentar imediatamente a embalagem e os elementos de rastreabilidade, fomos solicitados a sair da sala para que fossem realizadas ligações reservadas. Somente após forte insistência de nossa parte foi apresentada uma etiqueta avulsa correspondente a apenas 3 ml de ácido hialurônico. Esse ponto é extremamente relevante: foram contratados e aplicados, segundo informado, 30 ml, enquanto a única identificação apresentada posteriormente correspondia a apenas 3 ml. Uma etiqueta avulsa de 3 ml, apresentada posteriormente e desacompanhada da embalagem original, não comprova que os 30 ml efetivamente aplicados em meu corpo eram daquele produto, daquele lote, daquela origem ou que existia qualquer correspondência entre a etiqueta apresentada e o conteúdo das seringas previamente preparadas. Não me foi apresentada, antes da aplicação, a embalagem original do produto, tampouco documentação que permitisse verificar de forma inequívoca a origem, fabricante, lote, validade, aquisição e rastreabilidade dos 30 ml utilizados. Também não me foi demonstrado quem realizou o preparo ou eventual fracionamento prévio das seringas, quando isso foi realizado, em quais condições, por qual profissional, com quais protocolos e por quanto tempo o produto permaneceu armazenado dessa forma. Quero deixar claro que NÃO estou afirmando, sem prova, que o produto era falsificado ou que foi utilizada outra substância. O que estou afirmando é que, diante da forma como o procedimento foi conduzido, não me foi proporcionada transparência suficiente para que eu pudesse confirmar, antes da aplicação, qual produto seria efetivamente introduzido no meu organismo e se os 30 ml utilizados correspondiam ao produto que me foi vendido e informado. Essa dúvida é objetiva, permanece sem esclarecimento documental e precisa ser apurada. Essa ausência de transparência é especialmente grave porque se trata de procedimento invasivo, com aplicação de substância diretamente no organismo. A identificação e a rastreabilidade do produto utilizado não constituem questão meramente comercial ou burocrática: são informações essenciais para a segurança do paciente, para o acompanhamento de eventuais intercorrências e para que um profissional de saúde possa agir adequadamente caso surja uma complicação. Após o procedimento, passei a apresentar febre e dores intensas na região submetida à aplicação, o que aumentou significativamente minha preocupação e tornou urgente a necessidade de saber exatamente qual substância foi injetada em mim. A situação é particularmente grave porque, diante da ausência de comprovação adequada, não consigo informar a um profissional de saúde, com segurança, qual produto foi efetivamente utilizado. Estou, portanto, diante de uma situação em que minha saúde pode exigir atendimento e eu não disponho da informação básica sobre o material que foi introduzido em meu corpo. Diante disso, estou exigindo esclarecimentos objetivos sobre o procedimento e sobre o produto efetivamente utilizado. Não considero suficiente uma afirmação verbal de que foi utilizado ácido hialurônico Rennova. É necessário que essa informação seja acompanhada de documentação idônea e suficiente para demonstrar a rastreabilidade do produto efetivamente administrado. Solicito esclarecimentos sobre: qual foi exatamente o produto aplicado; nome comercial; fabricante; lote; validade; quantidade efetivamente utilizada; origem dos 30 ml; local de aquisição; documentação fiscal da compra; nota fiscal correspondente; identificação de quem realizou o preparo ou fracionamento das seringas; data e condições de armazenamento; e documentação capaz de estabelecer a correspondência entre o produto adquirido e os 30 ml efetivamente administrados em meu corpo. Também solicito esclarecimentos sobre a razão pela qual o produto não foi aberto na presença da paciente, por que as seringas já estavam previamente preparadas e armazenadas em geladeira e por que a embalagem original não foi apresentada quando questionei a identificação e autenticidade do material antes da aplicação. Considero necessário registrar também os responsáveis envolvidos na prestação e intermediação do serviço: Natália Ruckert, apontada como proprietária ou responsável pelas clínicas envolvidas e pela intermediação por meio da Divina Clinic; Giovanna, apresentada como gerente; e Dra. Sarah Julia Vieira Rodrigues da Silva, biomédica, *****, responsável pela realização do procedimento. A responsabilidade de cada envolvido deverá ser apurada pelas vias competentes, mas considero indispensável deixar registrado o papel de cada um na contratação, intermediação, gestão e execução do serviço. Ressalto ainda que a condição de paciente modelo em que o procedimento foi realizado não significa que eu tenha renunciado ao direito de receber informações claras, precisas e comprováveis sobre o produto que seria aplicado em meu corpo. O fato de se tratar de uma condição especial de atendimento não reduz a necessidade de segurança, documentação, rastreabilidade, consentimento e transparência em um procedimento invasivo. Após o ocorrido, passei a reunir e preservar todas as provas relacionadas ao atendimento, incluindo comprovante de pagamento, conversas, registros da contratação, registros do atendimento, fotografias, vídeos, a etiqueta que me foi apresentada posteriormente e demais documentos relacionados ao procedimento. Também estou adotando as providências cabíveis perante os órgãos competentes para que sejam apuradas as circunstâncias do procedimento, incluindo a regularidade da atividade, a conduta profissional, as condições de armazenamento e preparo e, principalmente, a origem, autenticidade e rastreabilidade do produto efetivamente utilizado. DO REGISTRO E DAS PROVIDÊNCIAS: esclareço que esta reclamação está sendo realizada no Reclame Aqui exclusivamente para fins de registro e documentação dos fatos e para dar transparência à ocorrência. Não se trata de tentativa de substituir as medidas administrativas, sanitárias, ético-profissionais ou jurídicas cabíveis, que estão sendo adotadas pelas vias próprias. Reitero que o objetivo desta reclamação é registrar a ocorrência e preservar minha narrativa, enquanto as providências jurídicas, sanitárias e profissionais seguem pelas vias próprias. Solicito que os responsáveis tratem o caso com seriedade e apresentem os documentos necessários para esclarecer, de forma objetiva e comprovável, qual produto foi efetivamente aplicado, sua origem e sua rastreabilidade. Minha saúde e segurança são a prioridade neste momento. e sem omissões.

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Interações da reclamação

  1. NATALIA RUCKERT ASSESSORIA respondeu

    02/09/2026 às 19:59

    Olá, Carla.

    Recebemos sua manifestação e consideramos importante esclarecer os fatos com base nos registros do atendimento.

    Primeiramente, esclarecemos que o procedimento foi intermediado e contratado por meio dos canais oficiais da Divina Clinic, e não diretamente com a profissional de forma particular. Dessa forma, desde o agendamento, a paciente sempre teve acesso aos canais oficiais da clínica, à gerência e também ao nosso setor jurídico.

    Em relação à documentação solicitada, todos os documentos disponíveis referentes ao atendimento foram encaminhados pelo nosso setor jurídico em menos de 8 horas após a realização do procedimento, incluindo documentação relacionada ao produto, etiquetas, contrato e nota fiscal. Portanto, não procede a afirmação de que a clínica tenha se omitido ou deixado de fornecer a documentação solicitada.

    Também é importante esclarecer que a paciente compareceu ao atendimento acompanhada de seu esposo, que permaneceu no consultório durante todo o procedimento. Ao longo do atendimento, foram realizados diversos questionamentos à profissional responsável, aos quais a equipe buscou responder e esclarecer dentro de suas atribuições.

    Quanto à alegação de que teria sido utilizada substância diferente daquela informada, não há, até o momento, qualquer elemento que comprove essa afirmação. A paciente foi informada sobre o produto utilizado e recebeu posteriormente a documentação e as respectivas informações de rastreabilidade disponíveis referentes ao procedimento.

    Da mesma forma, a apresentação de uma etiqueta referente a uma unidade/quantidade específica não pode, isoladamente, ser interpretada como prova de que outro produto tenha sido utilizado. A documentação encaminhada à paciente deve ser analisada em seu conjunto, e permanecemos à disposição para prestar os esclarecimentos pertinentes pelos canais adequados.

    Sobre a alegação de febre e dores após o procedimento, precisamos fazer uma consideração importante: até o momento da presente manifestação, não recebemos, pelos canais oficiais de atendimento da clínica, qualquer comunicação formal da paciente relatando febre ou outra intercorrência clínica dessa natureza. A clínica possui canais específicos para esse tipo de atendimento, justamente para que qualquer intercorrência possa ser registrada e encaminhada adequadamente à equipe responsável.

    Isso não significa que a clínica esteja desconsiderando o relato apresentado agora. Ao contrário: qualquer intercorrência relacionada à saúde deve ser devidamente avaliada por profissional habilitado, considerando o quadro clínico, a cronologia dos acontecimentos e todos os demais fatores envolvidos.

    Também não é correto afirmar, sem avaliação técnica e sem elementos comprobatórios, que determinada manifestação clínica tenha sido necessariamente causada pelo procedimento ou, da mesma forma, que não tenha qualquer relação com ele.

    Nosso posicionamento é de total disponibilidade para colaborar com os esclarecimentos necessários e fornecer a documentação pertinente, como, inclusive, já foi feito anteriormente por meio do nosso setor jurídico.

    Por fim, respeitamos o direito da paciente de buscar os órgãos que entender cabíveis e de apresentar sua narrativa. Da mesma forma, a clínica apresentará, quando necessário, os registros, documentos e demais elementos que comprovem a forma como o atendimento foi realizado e o suporte disponibilizado.

    Reiteramos que não houve omissão por parte da clínica. Os canais oficiais permaneceram disponíveis, a documentação solicitada foi encaminhada prontamente e continuamos à disposição para que qualquer questão seja devidamente esclarecida de forma técnica, responsável e baseada em documentos e fatos.

    Divina Clinic