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Clínica Neuropediatras Associados: Falta de estrutura e mau atendimento impedem realização de exame neurológico em bebê.

NEUROPEDIATRAS ASSOCIADOS

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Venho, por meio desta, formalizar uma grave denúncia contra a clínica Neuropediatras Associados Ltda, devido ao total despreparo técnico, falta de estrutura física e conduta antiética de seus funcionários durante a tentativa de realização de um exame neurológico essencial em uma bebê de 1 ano e 6 meses.

Seguimos rigorosamente todas as orientações prévias da clínica, incluindo a difícil tarefa de realizar a privação de sono da criança, conforme instruído para exames sem sedação. Chegamos pontualmente às 14h. A criança, naturalmente exausta e irritada pela privação de sono, estava inquieta.

De imediato, ainda na recepção, o técnico responsável pelo exame, Sr. Rafael, demonstrou extrema má vontade, afirmando de forma taxativa que "se ela continuasse agitada, não haveria como fazer o exame, apenas com sedação". Argumentei que o pedido médico era claro quanto à ausência de sedação e início em vigília. O funcionário, na nítida intenção de não realizar o atendimento, nos direcionou a uma sala para "acalmar a bebê".

Ressalto a total inadequação da infraestrutura da clínica: fomos colocados em um local de passagem, ruidoso e sem qualquer privacidade, tornando o processo de induzir o sono de um bebê praticamente impossível. Ainda assim, após cerca de 30 minutos, conseguimos acalmá-la. Fomos então levados à sala de exame, que também era compartilhada com outros pacientes e possuía iluminação forte, um ambiente hostil para a finalidade médica proposta.

O técnico Rafael, com a nossa tolerância de horário estourada em mais de 40 minutos, deliberadamente chamou outro paciente para ser atendido no mesmo ambiente, criando propositalmente um cenário para irritar a criança e justificar a não realização do exame. Como minha filha se manteve quieta, ele iniciou o procedimento. Ao colar o primeiro eletrodo, a criança estranhou e se mexeu uma reação absolutamente normal e fisiológica para a idade. Em vez de demonstrar habilidade pediátrica e recolocar o equipamento, o funcionário suspirou com impaciência, abandonou a tentativa e declarou: "não falei que não dava pra fazer o exame com ela acordada? Vou chamar outro paciente enquanto você acalma ela".

Para agravar a situação, a supervisora da clínica, Sra. Janaína, interveio de forma grosseira e desprovida de qualquer conhecimento técnico, culpando-nos e alegando que "deveríamos ter marcado um horário especial para exames sem sedação" algo que nunca foi sequer oferecido ou mencionado no ato do agendamento, o qual foi confirmado previamente para o horário das 14h.

Diante do absurdo, do ambiente hostil e da imperícia dos profissionais, solicitamos o cancelamento da guia da SulAmérica e nos retiramos sem realizar o exame.