O que aconteceu
Prezados,
Venho por meio deste registrar minha insatisfação em relação ao atendimento recebido durante o processo de conhecimento e avaliação do meu filho, de 7 anos, nessa instituição.
No primeiro contato presencial, fui muito bem atendida pela colaboradora Kelly, da secretaria, que apresentou a escola com atenção e cordialidade. Após essa visita, aceitei o convite para uma entrevista com a pedagoga, realizada no dia 04/02/2026. Nessa ocasião, o atendimento foi para esclarecedor: a pedagoga explicou o método sociointeracionista, ouviu minhas colocações, inclusive o fato de meu filho estar habituado ao método tradicional, encontrar-se em fase de leitura silábica, ter bom desempenho escolar (média 9) e estar em acompanhamento fonoaudiológico apenas para aprimorar a pronúncia de algumas sílabas. Em nenhum momento houve sinalização de impedimentos ou incompatibilidades relevantes.
Como sugestão da própria pedagoga que inclusive disse que seria bom ele conhecer a escola, levei meu filho à escola no dia seguinte (05/02/2026), às 13h30, conforme agendado, para que ele pudesse conhecer o ambiente e passar por uma avaliação. Contudo, a forma como esse momento foi conduzido foi extremamente inadequada para uma criança de sua idade. Ele foi levado diretamente a uma sala e informado de que faria uma prova, sem qualquer acolhimento, apresentação da escola ou adaptação prévia. Naturalmente, ele se sentiu desconfortável, não gostou da experiência e não quis prosseguir com a avalição e só fez duas questões.
Ainda assim, fomos informados de que a pedagoga conseguiu avaliá-lo com apenas duas questões que ele fez e concluiu que ele não teria nível para a turma, alegando que se tratava de uma classe que já lê e escreve muito bem, o que contradiz a fala no dia anterior quando informei que meu filho lê de forma silábica e que a mesma disse que a total alfabetização pode ser até a terceira série Ressalto que meu filho já realizou avaliação em outra escola, com duração de aproximadamente uma hora e meia, e não houve apontamento semelhante dessa pedagoga.
Causou-me estranheza e frustração a diferença significativa entre o atendimento recebido no primeiro dia e a postura adotada no segundo, marcada por pressa, falta de acolhimento e pouca sensibilidade com a criança. Meu marido, que acompanhou nosso filho nesse dia, também percebeu o atendimento como rápido e corrido. Embora tenha sido informado que era o primeiro dia de aula, entendo que, se não havia condições adequadas para esse tipo de atendimento, o mais apropriado teria sido reagendar para outro horário ou dia
Inclusive eu liguei para tentar falar com ela, mas estava almoçando, deixei o telefone, mas a mesma não retornou, pois eu queria entender o que aconteceu, depois liguei novamente e não gostei do atendimento e da forma como ela falou e falou com maior tranquilidade quando eu disse que o atendimento foi muito frio, por isso, meu filho não quis continuar a avaliação, simplesmente não se importou de como as coisas foram conduzidas.
Como pais, saímos de casa confiando que nosso filho seria tratado com cuidado e profissionalismo por quem tem a responsabilidade de acolher e avaliar crianças. Infelizmente, essa expectativa não foi atendida.
Registro este relato não apenas como manifestação de insatisfação, mas também como reflexão sobre a importância do acolhimento, da escuta e da coerência no processo de avaliação infantil.