O que aconteceu
Solicitei a segunda via física do meu cartão em 26/09/2026, após o [Editado pelo Reclame Aqui] do anterior. Na ocasião, fui informado de que o prazo máximo para entrega na minha residência seria 19/10, mas a atendente tentou atenuar a questão reforçando que, normalmente, o cartão chegava antes do prazo estipulado.
Confiei na informação, aguardei por semanas e acompanhei diariamente o rastreamento pelo aplicativo. Nenhuma entrega. Nenhuma solução. Até que, no dia 20/10, depois de o prazo original já ter expirado, a previsão foi simplesmente alterada: agora, o cartão chegaria até 24/10.
No dia 23/10, entrei em contato pelo chat para entender o que estava acontecendo e descobri algo ABSURDO: MEU CARTÃO SEQUER HAVIA SIDO PRODUZIDO.
A justificativa apresentada foi que, devido à alta demanda, meu pedido havia sido interrompido e permanecia aguardando produção. Ou seja, enquanto eu acompanhava diariamente uma previsão de entrega, o cartão sequer estava pronto para ser enviado.
Em anos como cliente do Nubank, e também como cliente de outros bancos, nunca havia presenciado uma situação tão absurda. Como uma empresa desse porte consegue falhar em uma etapa tão básica?
E não estamos falando de um produto complexo, personalizado ou de difícil transporte. Estamos falando de um CARTÃO.
Não utilizo aproximação pelo celular e realizo boa parte das minhas compras presencialmente. Passei semanas com minha rotina prejudicada, sem poder utilizar normalmente meu próprio dinheiro em compras físicas, aguardando a entrega de um simples pedaço de plástico.
Diante dessa situação, solicitei urgência máxima. A resposta? Uma justificativa sobre o tempo necessário para fabricar o cartão, supostamente para atender a rigorosos padrões de qualidade e segurança.
Sinceramente, é difícil levar esse argumento a sério quando estamos falando de um produto cuja camada plástica de proteção, na minha própria experiência, começa a descascar em menos de dois meses de uso. Falar sobre padrões de qualidade e segurança para justificar a demora na produção não apaga a falha principal: o cartão deveria ter sido produzido dentro do prazo informado ao cliente.
E qual foi a solução oferecida pelo Nubank? Pedir que eu esperasse mais um pouco. Desta vez, com envio por SEDEX, cujo prazo informado é de "apenas" sete dias úteis.
Sete dias úteis a mais para entregar um cartão que já deveria estar comigo há dias.
O Nubank se vende tanto através da modernidade, da tecnologia, da agilidade e da desburocratização dos serviços financeiros. Mas, na prática, não consegue cumprir o prazo de entrega de um cartão, informa uma previsão incompatível com a realidade e transfere ao cliente o ônus de uma falha que não foi causada por ele.
Na era do comércio digital, em que produtos muito mais complexos percorrem cadeias logísticas extensas e chegam ao consumidor em questão de horas ou poucos dias, é simplesmente injustificável que uma empresa com a estrutura e os recursos do Nubank leve mais de um mês para entregar um cartão.
O problema não é apenas o atraso. É a falta de planejamento, a ausência de transparência e a postura de tratar o tempo e os transtornos do cliente como se fossem irrelevantes.
Não estou pedindo nenhum favor. Estou exigindo o cumprimento de uma obrigação básica: receber, em prazo razoável, um cartão necessário para utilizar os serviços pelos quais sou cliente.
Por isso, deixo meu posicionamento de forma absolutamente clara: se o cartão não chegar até o início da última semana de outubro, encerrarei meu relacionamento com o Nubank e levarei meus serviços para outra instituição.
Depois de anos como cliente, não vou continuar defendendo ou utilizando uma empresa que promete agilidade, mas não consegue entregar o básico.
A paciência acabou. A confiança também. Agora, cabe ao Nubank demonstrar, com uma solução concreta, e sem mais justificativas, que ainda merece manter seus clientes.
Se nem um cartão conseguem entregar dentro de um prazo minimamente aceitável, por que eu deveria continuar confiando meus serviços financeiros a essa instituição?
Se o cartão não chegar a tempo, será simples: adeus, roxinho.