O que aconteceu
[Editado pelo Reclame Aqui] APÓS EXAME DE ROTINA NA OÁSIS PET MORUMBI
No dia 23/09/2026, levei o Balu, meu cachorro de 5 anos e 9 meses, à Oásis Pet Morumbi para realizar exames de rotina.
O Balu era um cachorro saudável, acompanhado e amado pela nossa família. Ele tinha apenas um histórico de cirurgia para retirada de cálculos em 2022 e, justamente por isso, estávamos fazendo o acompanhamento recomendado com ultrassom e exames de urina.
Ele entrou na clínica às 11h da manhã para fazer exames de rotina.
Pouco tempo depois, durante uma cistocentese para coleta de urina, houve sangramento. Questionamos imediatamente o que havia acontecido e fomos informadas de que seria apenas uma contaminação da amostra e sangue da pele.
O exame continuou.
Depois disso, o Balu começou a apresentar sinais que, para nós, eram claramente preocupantes: ficou muito fraco, não conseguia permanecer em pé, estava ofegante, sem reação, com a gengiva completamente branca e pressão baixa.
Mesmo diante desses sinais, fomos orientadas a aguardar.
Somente depois de insistirmos por informações fomos informadas de que a bexiga do Balu havia sido perfurada e que ele precisaria de uma cirurgia.
Disseram que seria uma cirurgia simples e que ele seria o próximo paciente a entrar no centro cirúrgico.
Não foi o que aconteceu.
Quando finalmente conseguimos vê-lo, ele estava entubado, recebendo sangue e já havia sofrido duas paradas cardiorrespiratórias. Nós não havíamos sido informados sobre a gravidade da situação.
Poucas horas depois, recebemos a ligação dizendo que ele havia sofrido uma terceira parada e morrido.
Entre o momento em que levei meu cachorro para fazer exames de rotina e o momento em que ele [Editado pelo Reclame Aqui], passaram-se aproximadamente três horas.
Levamos um cachorro para fazer exames.
Saímos sem ele.
Para nós, não foi simplesmente um acidente. Diante de tudo que presenciamos, entendemos que houve uma série de falhas graves no atendimento e questionamos se a situação poderia ter tido outro desfecho caso os primeiros sinais de emergência tivessem sido reconhecidos e tratados imediatamente.
Até hoje temos perguntas que precisam ser respondidas: quem realizou o procedimento? Qual era sua formação? O que exatamente foi perfurado? Por que houve sangramento? Por que o Balu não recebeu atendimento emergencial imediatamente? Por que não fomos informados sobre as duas primeiras paradas cardiorrespiratórias?
O Balu tinha apenas 5 anos e 9 meses.
Ele era membro da nossa família.
E [Editado pelo Reclame Aqui] poucas horas depois de entrar em uma clínica para realizar exames de rotina.
Abaixo, estou deixando o relato detalhado de tudo o que aconteceu naquele dia, desde a chegada à clínica até a [Editado pelo Reclame Aqui] do Balu, para quem quiser entender o caso a fundo e conhecer todos os fatos que presenciamos.
O caso já está sendo acompanhado por escritório de advocacia e as tratativas formais serão conduzidas pelo meu advogado.
Detalhamento do que aconteceu
Para quem quiser entender o caso com mais detalhes, abaixo relato, em ordem cronológica, tudo o que aconteceu naquele dia e o que presenciamos durante o atendimento.
Em julho, levamos o Balu à Oásis Pet Morumbi, onde ele passou por consulta, tomou algumas vacinas e recebeu a indicação dos exames de acompanhamento.
No dia 23/09, o ultrassom estava agendado para as 11h. Ele também faria exame de sangue, urinálise e receberia a última vacina que estava pendente. Fui acompanhada da Aninha, minha secretária e uma pessoa muito ligada ao Balu.
Ao chegarmos à sala de ultrassom, duas profissionais nos atenderam. Como a bexiga dele estava cheia, decidiram iniciar pela coleta de urina por cistocentese, procedimento realizado por meio de uma punção da bexiga com uma agulha.
Após a retirada da agulha, ela saiu com uma quantidade significativa de sangue. Questionamos imediatamente o que havia acontecido. A profissional informou que a amostra estava "contaminada" e, quando questionamos o sangue, disse que seria da pele do Balu.
Mesmo assim, o ultrassom continuou.
Durante o procedimento, percebi que o Balu estava muito quieto e molinho. Perguntei se estava tudo bem e fomos informadas de que sim.
Como a amostra não poderia ser utilizada, outra profissional trouxe um recipiente e nos orientou a coletar a urina em casa. Questionei por que isso não havia sido informado antes da punção, pois poderíamos ter realizado a coleta dessa forma desde o início.
Depois, fomos orientadas a retornar à recepção para aguardar a coleta de sangue e a aplicação da vacina.
Cerca de 15 minutos depois, outras duas profissionais nos atenderam.
Quando colocaram o Balu na balança, ele não conseguia permanecer em pé. Também estava respirando de forma muito ofegante. As profissionais tentavam coletar sangue, mas não conseguiam, e ele estava praticamente sem reação.
Eu disse que ele não estava bem e questionei se não seria melhor chamar alguém ou verificar com a profissional que havia realizado o procedimento anterior se alguma coisa poderia ter acontecido.
Uma das profissionais respondeu de maneira que considerei hostil: "nós somos clínicas".
Verificaram a glicemia e a pressão. A gengiva do Balu estava completamente branca e a pressão estava baixa. Mesmo assim, fomos informadas de que a alteração da gengiva poderia ser decorrente do estresse do exame.
Ele foi levado para outra sala para receber medicação e ser estabilizado, enquanto nós aguardávamos na recepção.
Depois de algum tempo sem receber informações, fui buscar notícias.
Foi então que nos informaram que a bexiga do Balu havia sido perfurada e que ele precisaria de uma cirurgia.
Em meio ao desespero, uma profissional veio conversar comigo e perguntou se eu faria a cirurgia no particular ou pelo convênio. Caso fosse pelo convênio, seria necessário fazer um upgrade. Naquele momento, fiz a alteração do convênio para tentar garantir o atendimento necessário ao Balu.
Meu marido chegou à clínica e continuamos sem receber informações claras.
A mesma profissional havia nos informado que seria uma cirurgia simples, "mais simples que uma castração", com duração aproximada de 40 minutos, e que o principal naquele momento era estabilizar a pressão do Balu.
Ela também informou que iria operar outro paciente e que o Balu seria o próximo. Disse que subiria para verificar como ele estava e que, caso ele tivesse piorado, voltaria para nos avisar. Ela não voltou.
Continuamos pedindo para ver o Balu, mas não éramos autorizados.
Em determinado momento, subimos até a área de internação e vimos nosso cachorro entubado e recebendo sangue.
Foi então que descobrimos que ele já havia sofrido duas paradas cardiorrespiratórias. Nós não havíamos sido informados sobre isso.
O responsável pela clínica pediu que aguardássemos enquanto tentavam reanimá-lo e, posteriormente, fomos orientados a ir para casa.
Pouco tempo depois, recebemos a ligação informando que o Balu havia sofrido uma terceira parada cardiorrespiratória e falecido.
Tudo aconteceu em aproximadamente três horas.
Às 11h da manhã, levei meu cachorro para realizar exames de rotina.
Por volta das 14h, ele estava morto.
Uma amiga veterinária que estava comigo questionou posteriormente quem havia realizado a cistocentese, perguntando se era veterinária, técnica ou estagiária. O próprio responsável pela clínica não soube informar naquele momento e disse que iria averiguar.
Também foi mencionado que poderia ter sido perfurado um vaso ou outro órgão, provocando uma hemorragia.
Até hoje, permanecem perguntas que precisam ser respondidas sobre o que aconteceu naquele atendimento.
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor
Avaliação do consumidor
Problema foi resolvido?NãoVoltaria a fazer negócio?NãoNota do atendimento0A empresa foi responsavel pela [Editado pelo Reclame Aqui] de um cachorro e nao deu nenhum tipo de satisfação nem ao menos respondeu essa reclamação que eu fiz.