O que aconteceu
Encerrei sem querer a reclamação, por isso vou postar aqui novamente, abrindo outra reclamação. Segue:
Estávamos em fase de negociação com a empresa ***** para fechamento de serviços de design de interiores e por conta disso queríamos conhecer a arquiteta ***** pessoalmente. Eu e minha noiva pensamos que o melhor local para esse encontro seria no apartamento recém entregue. Nos encontramos nesse apartamento. Acontece que um imprevisto pessoal fez com que adiássemos o início dos trabalhos. A empresa ***** nos indagou via whatsapp se fecharíamos o serviço , porém, ao comunicar a ela que não poderíamos fechar naquele momento, a ***** disse que nos cobraria R$ 690,00 pela Visita Técnica, visita essa em que ela não fez uma única medição em nosso apartamento e não havia nos comunicado em nenhuma ocasião, que, em caso de não fechamento, essa visita seria cobrada. Achamos tal proceder incorreto e deselegante. Mesmo assim, pagamos o montante por ela reclamado, porém, estamos indignados com tal atitude e resolvemos abrir essa reclamação para que novos casais não tenham a mesma decepção que tivemos.
Por favor *****, reposte sua respota.
Reclamações parecidas
1Interações da reclamação
PAULA CARVALHO ARQUITETURA respondeu
15/05/2026 às 12:47
Registramos sua manifestação e lamentamos que tenha havido insatisfação. Contudo, é necessário esclarecer o ocorrido para que o relato reflita corretamente os fatos.
O contato e o agendamento da ida ao imóvel aconteceram por indicação para orçamento de reforma. Durante a visita, porém, o encontro deixou de ser apenas uma apresentação e passou a incluir diversas solicitações insistentes de ideias, soluções, sugestões de layout e direcionamentos técnicos, caracterizando consultoria/atendimento técnico profissional, mesmo sem contratação, escopo definido ou fechamento do serviço.
Ressaltamos que visita técnica/hora técnica não se limita à realização de medições. Trata-se de tempo profissional especializado empregado em análise do imóvel, entendimento das necessidades, avaliação de viabilidade e orientações iniciais, o que tem valor e pode ser cobrado quando o atendimento extrapola a etapa de orçamento.
Por essa razão, diante da insistência por orientações técnicas e do tempo dedicado, foi cobrado o valor de R$ 690,00 referente à hora técnica/visita técnica, valor que corresponde ao atendimento prestado.
Reforçamos nosso compromisso com ética e transparência e informamos que vamos tornar ainda mais explícito, previamente, quando a visita se tratar apenas de levantamento para orçamento e quando configurar consultoria técnica, evitando interpretações divergentes.
Permanecemos à disposição.
Atenciosamente,
Paula Carvalho Arquitetura LTDA
Consumidor respondeu
20/05/2026 às 15:27
Manteremos a devida reclamação em aberto até que o valor pago seja devolvido, acrescido de correção monetária, pois consideramos essa uma cobrança indevida. Também a manteremos aberta para que outras pessoas não passem pelo que passamos.PAULA CARVALHO ARQUITETURA respondeu
20/05/2026 às 16:05
A visita foi agendada inicialmente para avaliação e orçamento de reforma. No entanto, durante o encontro, foram feitas diversas solicitações de sugestões, dicas, ideias, soluções de layout e direcionamentos técnicos, ultrapassando claramente o limite de uma simples visita de orçamento.
É importante deixar claro que o profissional de arquitetura vende projeto, estudo, análise técnica, estratégia e solução. Não vende dicas soltas, nem disponibiliza gratuitamente conhecimento técnico acumulado, repertório profissional e experiência de mercado.
O tempo de um profissional especializado tem valor. Não é necessário que exista medição, planta ou contratação posterior para que uma orientação técnica solicitada durante a visita deixe de ter natureza profissional.
A situação se assemelha a uma consulta médica: o paciente recebe avaliação, orientação e indicação de conduta, e depois não pode solicitar estorno apenas porque decidiu não seguir com o tratamento ou não retornar ao profissional.
Da mesma forma, as orientações e análises solicitadas durante a visita não podem ser tratadas como algo sem valor apenas porque não houve fechamento posterior do projeto.
Por esse motivo, não há devolução a ser feita, nem correção monetária aplicável.
Atenciosamente,
Paula Carvalho Architecture & Interior Design Studio
Consumidor respondeu
21/05/2026 às 10:10
Manteremos a reclamação, afinal é descabível ser cobrado por algo ainda mais em um valor significativo sem que houvesse conhecimento prévio dessa cobrança. Caso tivéssemos sido avisados antecipadamente, teríamos ciência do valor e, assim, poderíamos optar por contratar ou não a empresa.
Como a própria empresa admite que, futuramente, será mais clara quanto aos valores e avisará com antecedência, isso nos soa como uma confissão de que só fomos informados sobre a cobrança da suposta consultoria após recusarmos a contratação dos serviços, numa atitude completamente deselegante e desconfortável. (Vide resposta da empresa na reclamação encerrada sem querer da nossa parte, o que nos obrigou a abrir nova reclamação e, que ela convenientemente omitiu apagando do seu texto novo nessa sua nova resposta)
O Código de Defesa do Consumidor é bastante claro nesse sentido. O Art. 6, inciso III, garante ao consumidor o direito à informação adequada e clara sobre preços e serviços, enquanto o Art. 46 determina que o consumidor não pode ser obrigado por cobranças ou condições das quais não teve conhecimento prévio.
Portanto, manteremos a reclamação e guardaremos todas as evidências de que esse fato aconteceu.
Se você, que está lendo isso, é um futuro contratante dessa empresa, repense. Conosco, ela não foi transparente, causando não apenas um prejuízo financeiro, mas também desconforto emocional, justamente em um momento já marcado por gastos e aborrecimentos, como é uma reforma.
PAULA CARVALHO ARQUITETURA respondeu
25/05/2026 às 09:40
Registramos a nova manifestação e respeitamos o direito de manterem a reclamação publicada. No entanto, diante das colocações feitas, é necessário esclarecer novamente alguns pontos para que a situação não seja interpretada de forma distorcida por terceiros.
A visita foi inicialmente agendada com a finalidade de apresentação e possível orçamento para reforma. Entretanto, durante o encontro, a dinâmica ultrapassou o limite de uma simples visita comercial. Houve solicitação de ideias, sugestões, análises, possibilidades de intervenção, soluções e direcionamentos técnicos sobre o imóvel e sobre a futura reforma.
Esse tipo de orientação não se confunde com uma conversa inicial comum. Trata-se de uso de conhecimento profissional especializado, adquirido ao longo de muitos anos de formação, prática, responsabilidade técnica e experiência em obras e projetos.
A arquitetura não se resume à entrega de plantas, desenhos ou imagens. A leitura técnica do imóvel, a análise de possibilidades, as sugestões de solução, o direcionamento de layout, os apontamentos sobre obra e as ideias apresentadas também integram o exercício profissional do arquiteto.
O Código Civil, em seu art. 594, reconhece que todo serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratado mediante retribuição. Além disso, a Lei n 12.378/2010, que regulamenta a profissão de arquiteto e urbanista, prevê entre as atividades profissionais o estudo, o planejamento, o projeto, a especificação e demais atribuições técnicas próprias da profissão.
Portanto, o ponto central não é negar a importância da informação prévia ao consumidor, mas esclarecer que a visita deixou de ser apenas uma apresentação para orçamento quando passou a envolver solicitações de conteúdo técnico, ideias e soluções profissionais.
Também é importante esclarecer que o fato de aprimorarmos nossa comunicação para situações futuras não representa confissão de erro, tampouco reconhecimento de cobrança indevida. Toda empresa séria aperfeiçoa seus processos continuamente, inclusive para evitar interpretações equivocadas como esta.
Não houve omissão conveniente, má-fé ou tentativa de cobrança após uma simples recusa de contratação. O que houve foi a constatação de que, durante a visita, houve demanda técnica além da finalidade inicial do encontro.
Em 25 anos de atuação profissional e mais de 300 projetos concluídos, esta é a única reclamação registrada neste site. Nossa trajetória foi construída com seriedade, responsabilidade, transparência e compromisso com cada cliente atendido. Temos uma extensa base de clientes satisfeitos, muitos deles recorrentes, além de inúmeros feedbacks positivos que refletem a conduta real do nosso studio ao longo de todos esses anos.
Lamentamos que a experiência tenha sido percebida de forma negativa por vocês, mas não concordamos com a afirmação de falta de transparência ou conduta deselegante. Nosso compromisso com os clientes permanece sólido, e um episódio isolado não representa a forma como conduzimos nosso trabalho, nem invalida uma história profissional construída com responsabilidade e entrega.
Diante disso, reiteramos nosso posicionamento: o valor não será restituído, pois entendemos que houve, sim, atendimento técnico e utilização de conhecimento profissional durante a visita.
Consideramos nossa posição final sobre o caso devidamente apresentada.
Consumidor respondeu
27/05/2026 às 10:01
Novamente, a empresa bate na mesma tecla. Ora, se, no momento da visita, o atendimento passou a configurar uma funcionalidade que exigia cobrança pelos serviços , o que não passa de um ponto de vista da arquiteta em questão, já que como consumidores não somos obrigados a saber das minucias técnicas e normas de sua profissão, era obrigação dela informar previamente, e até mesmo no ato, que, a partir daquele momento, haveria cobrança, evitando o desagradável ato de sermos cobrados somente após a negativa da contratação.
Ou seja, caso seguíssemos com a contratação, essa cobrança não seria feita? Logicamente, a empresa dirá que a consulta seria cobrada mesmo com a contratação. Porém, para nós, que fomos os prejudicados financeira e emocionalmente nessa relação, a situação soou como um ato de reprimenda.
O fato de a empresa e a arquiteta terem anos de experiência sem uma única reclamação aqui é apenas uma evidência anedótica. É como dizer: meu tio fumou a vida inteira e cigarro não faz mal. O que estamos tratando é um caso específico, no qual fomos prejudicados.
Nosso pedido de devolução do valor nem diz respeito ao montante em si, que não é tão significativo, mas sim a um gesto reparador e de boa-fé por parte da empresa, reconhecendo o erro de não ter informado, em nenhum momento, sobre a cobrança. Porém, a empresa segue negando essa falha e apontando que no futuro não a cometará mais, soando como uma negação de reconhecer e pagar por suas faltas. Atente leitor para esse importante fato.
Fica aqui o alerta ao futuro contratante desses serviços: se a pessoa que representa a empresa age dessa forma em um simples primeiro contato, é prudente considerar o que poderá ocorrer em uma eventual contratação.
Por isso, seguimos sem retirar a reclamação, mesmo que ela permaneça como a única evidência publicada no Reclame Aqui até o momento, dos transtornos causados a clientes. E até melhor que a empresa não faça a devolutiva desse valor, porque nossa reclamação aqui na plataforma, pode lhe custar muito mais do que o montante que ela se nega a devolver. E se caso o leitor decida não contratar, pedimos a gentileza que comunique a empresa que isso se deu devido a nossa reclamação nessa plataforma. E fica também a certeza de que, após toda essa tratativa, estamos muito aliviados por não termos contratado tal empresa. O valor pago talvez tenha sido barato perto do prejuízo futuros. No final, pagamos pra conhecer a péssima política de atendimento dessa empresa.
Reitero: fomos prejudicados tanto financeiramente quanto emocionalmente. Visto que a reclamação ficará aberta, e a negativa da empresa de cumprir com o código do consumidor se manterá, não vejos mais necessidade de réplicas.