O que aconteceu
Desde o período de treinamento, vim enfrentando situações que, na minha percepção, configuraram rejeição, retaliação e perseguição por parte de alguns colaboradores e superiores. Inicialmente, imaginei que essa situação pudesse ser resolvida quando eu fosse para a operação, mas isso não aconteceu.
Na operação, passei a ter problemas também com alguns funcionários terceirizados da manutenção, da empresa MDV, além de situações envolvendo o Gabriel, que ocupava a função de supervisor.
Como pode uma pessoa que "assume" um cargo de supervisor/chefia nem falar e nem atualizar o seu colaborador sobre a sua vida na empresa? Isso pra mim é uma loucura, não existe!
Uma das coisas que mais me incomodou foi a forma como fui tratado por pessoas que ocupavam cargos de liderança. Em diversas situações, senti falta de comunicação, orientação e respeito por parte da supervisão. Também houve um episódio com a coordenadora Daniela em que ela chegou a colocar o dedo na minha cara durante uma discussão, em uma atitude que considerei completamente inadequada para um ambiente profissional.
Se fosse outro tipo de pessoa já saia daí indo pra delegacia acionar as autoridades e iria pra mídia/tv.
Isso somado a inúmeras ligações, demandas e clientes insatisfeitos, ambiente de trabalho desmotivador, computadores lentos e obsoletos, é um cenário de DERROTA MORAL/PROFISSIONAL TOTAL!
Também houve uma situação envolvendo uma vigilante, que teria gritado comigo e me ridicularizado dentro da empresa. São acontecimentos que, somados a outras situações, fizeram com que eu me sentisse constantemente perseguido e desrespeitado.
Por isso, considero importante esclarecer que a minha saída não ocorreu por falta de comprometimento ou por antiprofissionalismo da minha parte. Saí em meio a uma sequência de situações que, na minha percepção, foram marcadas por perseguições e retaliações.
Inclusive, antes de sair, consultei meu agente e verifiquei que estava escalado para trabalhar no domingo, das 15h40 às 22h. Isso me causou bastante indignação porque eu já havia comunicado anteriormente a questão relacionada ao meu pai, eu já possuía um horário fixo.
Eu esperava que, diante dessa situação, houvesse a possibilidade de uma troca de horário, mas, ao contrário, fui escalado para sair ainda mais tarde.
Não posso afirmar com certeza a motivação de todas essas situações, mas acredito que parte do problema possa ter relação com o fato de eu ser uma pessoa mais reservada. Sou alguém que prefere ficar na minha, não expõe minha vida pessoal ou íntima e não costuma compartilhar determinadas questões particulares com colegas de trabalho. Já passei por situações semelhantes em outras empresas e, por isso, tenho bastante preocupação quando percebo esse tipo de comportamento novamente.
Também quero deixar claro que conheço meus direitos e tenho plena consciência das situações que vivenciei dentro da empresa. Não considero justo que determinados comportamentos ou atitudes de alguns colaboradores sejam tratados como normais simplesmente por terem ocorrido dentro do ambiente de trabalho.
Um dos principais motivos de toda essa implicância, pelo que consegui perceber, estava relacionado ao fato de eu permanecer, durante algumas pausas, em uma área mais isolada da empresa. Foi dito que aquele local era proibido para permanência, embora eu tenha presenciado outros colaboradores utilizando o mesmo espaço.
Quando questionei a coordenadora Daniela sobre essa questão, ela colocou o dedo em minha cara e afirmou: "Eu não quero é você lá", fazendo isso em meio a gritos e de uma maneira que considerei agressiva, desequilibrada e desrespeitosa e na frente de todos.
O que mais me incomoda é que situações como essa acabaram fazendo parecer que eu estivesse cometendo algo extremamente grave ou até [Editado pelo Reclame Aqui], quando, na realidade, tratava-se da permanência em um determinado local durante minhas pausas.
Por tudo isso, gostaria de saber, de forma objetiva, se o RH já tinha conhecimento dessas situações e se algum desses acontecimentos chegou a ser formalmente relatado ou registrado pela empresa.
Não estou fazendo esse relato para criar conflitos, mas porque considero importante que fique registrado o que aconteceu comigo. Eu gostava do meu trabalho, estava me esforçando e acredito que poderia ter continuado contribuindo com a empresa. Entretanto, a sequência de situações que vivenciei tornou o ambiente extremamente difícil para mim.
Saio com a consciência de que cumpri minhas responsabilidades e de que tratei o meu trabalho com seriedade. O que lamento é ter sido submetido a situações que, na minha percepção, ultrapassaram os limites de uma relação profissional respeitosa.
totalmente inconcebível a "atuação profissional" de alguns colaboradores lá, pessoas fracas, despreparadas e que não separam vida pessoal, da vida profissional e que não medem esforços quando se trata de perseguição. Basta escolherem o "sorteado" da vez e essa pessoa viverá um verdadeiro inferno.