Não recebi meus móveis planejados de alto padrão e a empresa não resolve

Não respondida
São Paulo - SP
23/09/2026 às 12:02
ID: 259845841
R$ 172 mil em móveis de alto padrão: após mais de 2 anos e 8 meses, projeto segue com vícios e pendências
Contratei a Premiale Móveis Planejados em dezembro/2023 para projeto, fabricação e instalação de móveis planejados de alto padrão em 9 ambientes da minha residência, por aproximadamente R$ 172 mil.
Destaco alto padrão porque não é uma qualificação criada por mim: a própria Premiale utiliza em seus canais digitais essa expressão e divulga imagens de ambientes, acabamentos e projetos como demonstração do padrão oferecido ao consumidor. Foi considerando essa oferta, além dos projetos apresentados, que realizei contratação dessa dimensão.
O projeto definitivo para fabricação foi aprovado em 25/02/2026. O prazo era de 25 dias úteis e paguei valor adicional para reduzi-lo. Mesmo assim, em 31/03 a própria empresa já comunicava atraso.
A montagem começou em abril. Em 15/05 houve entrega parcial e, na vistoria de 16/05, foram constatados erros, defeitos, divergências e itens faltantes. Ainda assim, concedi novo prazo de 30 dias corridos para correção e conclusão. Também não resolveu.
Durante os meses seguintes disponibilizei reiteradamente minha residência para montagens, desmontagens, refabricações, substituições, adaptações e reparos, inclusive em julho e novamente entre 13 e 19/08. Reorganizei minha rotina profissional, acompanhei medições e participei ativamente da busca de soluções. Cheguei a permanecer mais de três semanas sem trabalhar, sendo duas consecutivas, para possibilitar as intervenções.
Entre 13 e 19/08, diante de todo o tempo transcorrido, aceitei inclusive soluções substancialmente diferentes daquelas originalmente escolhidas e aprovadas, algumas muito distantes da concepção contratada, exclusivamente para tentar tornar os ambientes funcionais e finalmente concluir o projeto. Essas concessões não significam que a execução original estivesse correta nem representam aceite dos vícios, divergências ou danos.
O quarto da minha filha é um exemplo. Foram necessárias duas montagens seguidas de desmontagens e uma terceira montagem para alcançar uma configuração utilizável. Participei ativamente das discussões sobre medidas e espaço disponível para viabilizar uma solução funcional. Mesmo na terceira execução permaneceram problemas, incluindo elementos com comprometimento de função, porta com defeito cuja dobradiça se soltou reiteradamente e acabamentos incompatíveis com o padrão prometido.
Outro caso relevante é a estante em metalon. A especificação contratada/projetada era de 15 mm. Após a execução, fui informada pelo proprietário de que a empresa não comercializava essa medida e somente poderia entregar 20 mm. Segundo a explicação que me foi apresentada, vendedora e projetista não tinham conhecimento dessa limitação. Não me foi apresentada naquele momento alternativa equivalente que preservasse a estética originalmente escolhida.
Tratando-se de móveis planejados, após medições e desenvolvimento técnico pela própria empresa, entendo que eventual impossibilidade de fabricar uma medida, ferragem, sistema de abertura ou solução deveria ter sido identificada antes da aprovação e fabricação, permitindo ao consumidor escolher conscientemente outra alternativa, e não depois da execução.
Mesmo após todas as intervenções, o resultado permaneceu incompleto e incompatível com o contratado, com problemas envolvendo lavabo, sala/porta pivotante, suítes, banheiros, cozinha, lavanderia, metalon, quarto de hóspedes e varanda, além de peças manchadas, problemas em ferragens, portas/gavetas, acabamentos incompletos, rodapés não recompostos, divergências entre projeto e execução e itens não concluídos.
Também ocorreram danos documentados à residência. Entre eles está o dano ao mármore ocorrido durante a montagem. Houve tentativa de reparo, porém permaneceram defeitos altamente aparentes. Possuo laudo técnico atribuindo o dano à montagem, além dos demais registros do episódio e das manifestações dos profissionais envolvidos. Apesar disso, não obtive solução definitiva da Premiale mediante restauração satisfatória, substituição ou correspondente solução financeira.
Existem ainda outros danos documentados à residência, comprováveis por fotografias, vídeos, documentos e demais registros.
É importante esclarecer que não fui eu quem impediu a conclusão.
Em 19/08, disponibilizei novamente minha residência para continuidade e finalização de alinhamentos, regulagens, ferragens, ajustes e acabamentos. Fui informada, entretanto, de que o profissional não poderia continuar imediatamente porque havia outra cliente agendada cujo atendimento não poderia ser remarcado.
Depois de meses aguardando a conclusão, organizei então uma última janela de dois dias completos, 26 e 27/08, para que a Premiale pudesse providenciar previamente equipe, peças, ferragens e materiais e realizar uma intervenção efetivamente conclusiva.
Em 21/08, a própria Premiale respondeu formalmente relacionando diversas providências que ainda pretendia executar, envolvendo regulagens, peças/portas, varanda, porta pivotante, lavabo, banheiros, suítes e outros itens. Informou também que determinadas peças dependentes de fabricação não teriam tempo hábil para produção e instalação, ficando o novo prazo dependente de informação posterior.
Portanto, após meses de intervenções e sucessivos prazos, a própria resposta da empresa demonstrava que ainda existiam providências e peças pendentes e que parte delas sequer possuía data definitiva de conclusão.
Concedi sucessivos prazos, acesso à residência, novas fabricações, montagens, desmontagens, adaptações e oportunidades de correção. Depois desse histórico, não considero razoável ou seguro iniciar outro ciclo indefinido de intervenções pela mesma empresa.
Há também uma divergência financeira que precisa ser esclarecida documentalmente. Durante atendimento presencial na Premiale, presenciei a funcionária Glauce solicitar ao proprietário verificação das margens configuradas no programa utilizado para os valores, antes da finalização do projeto. Posteriormente foram apresentados valores significativamente diferentes, acompanhados da informação de que existiriam margens desconfiguradas no computador utilizado pela funcionária.
Não faço acusação sobre a causa dessa divergência. Solicito transparência: quero saber quais valores e parâmetros foram inicialmente utilizados, o que posteriormente foi alterado/corrigido e qual a justificativa objetiva para a diferença encontrada.
Busco agora uma solução financeira definitiva, e não nova sucessão de montagens e reparos: restituição ou abatimento dos valores referentes ao que não foi entregue adequadamente, permaneceu incompleto ou em desconformidade; devolução do valor pago pela redução do prazo não cumprida; ressarcimento dos danos materiais comprovados; esclarecimento documental das divergências financeiras; e apuração de eventual saldo contratual considerando conjuntamente créditos, restituições, abatimentos e prejuízos decorrentes da execução.
Possuo contrato, projetos, comprovantes, fotos, vídeos, mensagens, checklists, vistorias, comunicações formais e laudo técnico. O caso já foi formalmente registrado no Procon-SP.
Busco uma solução séria, documentada e definitiva.