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Dor crônica incapacitante após lipoescultura e lipoenxertia glútea

Premier Hospital Dia

cidade: Formiga

O que aconteceu

Contratei a Clínica Plásticas Mais para realizar uma lipoescultura com lipoenxertia glútea, tendo como responsável pelo procedimento o Dr. Felipe Reis Pedra. A cirurgia foi realizada no Hospital Premier Dia, em 09/12/2024.

Segundo fui informada, a cirurgia havia ocorrido sem intercorrências. Entretanto, já no primeiro dia após retornar para casa, comecei a apresentar uma dor muito intensa, além de fraqueza, aumento da frequência cardíaca e queda da oximetria, sendo necessário procurar atendimento hospitalar às pressas na minha cidade.

A dor não passou. Inicialmente, imaginei que pudesse fazer parte do processo normal de recuperação, mas, com o passar das semanas e dos meses, percebi que aquilo não estava evoluindo como deveria.

Antes da cirurgia, eu não apresentava o quadro de dor que passei a apresentar posteriormente.

Busquei então atendimento com médicos especialistas em dor e também avaliação ortopédica para investigar outras possíveis causas ( descartadas).

O primeiro especialista em dor que me acompanhou registrou em relatório médico que eu era previamente hígida e que não apresentava dor no período imediatamente anterior ao procedimento. O relatório também descreveu a evolução, no período pós-operatório, de dor lombar de forte intensidade, com sensação de repuxamento e coceira local, além de características neuropáticas e progressão para um padrão nociplástico.

Com a persistência do quadro, precisei realizar diversos tratamentos na tentativa de controlar a dor, incluindo medicamentos, fisioterapia especializada, bloqueios anestésicos, neuroproloterapia e terapia diamagnética, além de consultas e exames.

Apesar de todas essas tentativas, a dor continua.

Atualmente, faço acompanhamento especializado em Medicina da Dor. Em relatório médico recente, foi registrado um quadro de dor crônica pós-operatória incapacitante, com características neuropáticas e nociplásticas, além de importante limitação funcional.

O relatório registra dor intensa diariamente, com crises recorrentes e importante comprometimento da minha capacidade de realizar atividades profissionais, domésticas e físicas.

Durante as crises, a dor pode chegar a níveis extremos e, em algumas situações, é necessário procurar atendimento para controle dos sintomas.

Também foram registrados achados clínicos nas regiões abdominal, lombar e dos flancos, além de alterações de sensibilidade, dor à palpação e limitação da mobilidade.

Os diagnósticos relacionados ao quadro doloroso registrados no relatório médico incluem CID G89.4 - Síndrome dolorosa crônica e CID MG30.21 - Dor crônica pós-cirúrgica (neuropática e nociplástica).

Hoje não consigo permanecer sentada ou em pé por muito tempo. Tenho crises de dor intensa, ardência, coceira, sensação de repuxamento e regiões endurecidas. Minha rotina, meu trabalho, meu sono e minha qualidade de vida foram profundamente afetados.

Também é importante esclarecer que não fiquei satisfeita com o resultado estético da cirurgia. Entretanto, embora exista essa questão estética, o problema grave que permanece e que motivou esta reclamação é a dor crônica e incapacitante que surgiu após o procedimento.

Não se trata, portanto, apenas de uma insatisfação com o resultado de uma cirurgia estética. O que estou relatando é a permanência de um quadro de dor que não existia antes do procedimento, que evoluiu para uma condição crônica e que, mesmo após inúmeros tratamentos, continua fazendo parte da minha vida.

Procurei o próprio Dr. Felipe Reis Pedra para relatar o que estava acontecendo. Inicialmente, ele pareceu disposto a me ajudar. Porém, quando relatei a persistência da dor e minha preocupação com a relação entre o procedimento e o início do quadro, ele discordou dessa relação.

Também procurei a clínica em algumas oportunidades, que fazia a intermediação do contato com o médico. Apesar das tentativas realizadas, não consegui uma solução efetiva para o problema.

Já se passaram quase dois anos desde a cirurgia e continuo convivendo diariamente com uma dor que não fazia parte da minha vida antes do procedimento.

Além do sofrimento físico, precisei arcar com inúmeros gastos com consultas, exames, medicamentos, fisioterapia e procedimentos para tentar controlar a dor.

Quero que a situação seja tratada com seriedade e que o médico, a clínica e o hospital se posicionem diante do quadro que venho enfrentando.

O resultado estético insatisfatório é uma questão que existe, mas não é o centro desta reclamação. O que considero mais grave é estar há quase dois anos convivendo com dor crônica, intensa e incapacitante, necessitando de acompanhamento médico especializado e de tratamentos contínuos, sem uma solução definitiva.

Até o momento, continuo arcando com os custos dos tratamentos e convivendo com limitações que afetaram profundamente minha vida pessoal, profissional e minha qualidade de vida.