O que aconteceu
Em agosto de 2026, eu procurava um veículo para comprar e encontrei um anúncio na internet. Entrei em contato com o número informado no anúncio e fui informado de que o veículo já havia sido vendido.
A pessoa que me atendeu me encaminhou, então, o contato de um vendedor de carros, chamado José Silva.
Conversei com o referido vendedor por WhatsApp. Ele solicitou meus dados pessoais e me enviou, por outro número de WhatsApp, uma lista de veículos disponíveis, com o valor da entrada e das parcelas de cada um. Escolhi um dos veículos e agendei uma reunião presencial com ele, na qual compareci.
Na reunião, o vendedor explicou que se tratava de cotas remanescentes de um consórcio, cujo antigo titular não havia conseguido quitar o contrato e que nenhum integrante do grupo teria interesse em assumir. Segundo ele, eu assumiria a cota e o direito ao veículo seria transferido para mim. Assinei um contrato nesse sentido e, na ocasião, efetuei o pagamento de R$ 91.360,71 a título de entrada. As parcelas restantes seriam pagas conforme os valores que ele havia me enviado por WhatsApp.
O vendedor prometeu que o veículo seria entregue em até 30 dias. Confiando nessa promessa, vendi meu veículo anterior, o que agravou o meu prejuízo.
Nas semanas seguintes, mantive contato com o vendedor, que afirmava que as informações já haviam sido encaminhadas, que o processo estava aguardando liberação e que o carro seria enviado para vistoria. Em meados de setembro, voltei a cobrá-lo e ele continuou dizendo que aguardava a liberação. Pouco depois, recebi um boleto com valor equivalente ao dobro da parcela combinada. A justificativa dada foi que a contemplação ainda não havia sido efetuada. Realizei o pagamento do boleto.
Foi somente a partir desse momento, ao receber o boleto com o valor da parcela dobrado e ser informado pelo vendedor de que a carta não havia sido contemplada, que percebi que ele, na verdade, havia me vendido uma carta de consórcio, e não a transferência do direito de uso do veículo que me fora apresentado e vendido anteriormente. Em nenhum momento fui esclarecido de que se tratava de uma carta ainda não contemplada, o que contraria tudo o que me foi informado na negociação.
Após esse pagamento, o vendedor parou de responder a todas as minhas mensagens e ligações. Tentei contato também com a empresa beneficiária dos pagamentos via e-mail, sem obter qualquer retorno. Até a presente data, não recebi o veículo, nem a devolução dos valores pagos.
Diante disso, percebi que fui vítima de [Editado pelo Reclame Aqui].
Solicito a apuração dos fatos, a identificação dos responsáveis e as providências cabíveis para a recuperação dos valores