Em réplica

Não aceitam perda total da moto após sinistro e querem fazer reparo inseguro

Pro Drive Proteção Veicular

cidade: Maceió

O que aconteceu

Após sofrer um sinistro que gerou avarias na lateral direita do veículo, acionei a associação protetiva e realizei o pagamento integral da taxa de participação (franquia) no valor de R$ 1.449,44, cumprindo rigorosamente com as minhas obrigações contratuais. A motocicleta foi encaminhada para a concessionária autorizada da fabricante, MotoTec Yamaha, que emitiu o orçamento oficial de n 21157. O laudo técnico da fabricante constatou severo dano estrutural na geometria do veículo, especificamente na estrutura tubular integrada do chassi traseiro (subchassi), local onde é fixado o apoio do passageiro. Por se tratar de um item crítico de segurança e de peça soldada monobloco de fábrica, a engenharia da montadora Yamaha determinou a substituição integral do Chassi Completo (R$ 7.330,28) e do Apoio do Passageiro (R$ 1.252,50). O orçamento total da concessionária autorizada atingiu o montante de R$ 14.656,11. O Termo de Filiação fornecido pela própria ProDrive estipula de forma clara e expressa, na cláusula de Formas/Prazo de Ressarcimento de Prejuízo, que o benefício de Indenização Integral por Perda Total (PT) deve ser aplicado quando o montante de reparação do bem atingir ou ultrapassar 75% (setenta e cinco por cento) do valor do veículo. Considerando que o valor protegido em contrato é de R$ 18.110,00, o orçamento oficial da fabricante atinge 80,9% do valor do bem, configurando cabalmente o direito à Perda Total. Contudo, a ProDrive emitiu uma negativa formal de Perda Total, alegando que fará por conta própria o "alinhamento" (desempeno) da estrutura tubular do chassi e a substituição de apenas algumas peças plásticas periféricas (orçadas em cerca de R$ 2.293,15). A associação pretende ignorar o laudo da fabricante para realizar um reparo clandestino e inseguro na estrutura metálica da moto, colocando a minha vida e a de terceiros em iminente risco de [Editado pelo Reclame Aqui] por quebra estrutural em movimento. PEDIDOS: Diante da manifesta ilegalidade, descumprimento contratual e violação aos artigos 39, VI e 51, IV do Código de Defesa do Consumidor, solicito:A intervenção deste órgão para que a ProDrive suspenda imediatamente qualquer tentativa de reparo/alinhamento não autorizado no chassi do veículo;O cumprimento estrito da cláusula contratual de 75%, decretando-se a Perda Total (PT) do veículo com o pagamento da Indenização Integral com base na tabela FIPE vigente na data do sinistro;Alternativamente, caso a reclamada insista na tese de reparação, exijo a apresentação imediata de Laudo Técnico Estrutural assinado por Engenheiro Mecânico com registro ativo no CREA e a respectiva ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), assumindo civil e criminalmente a segurança do chassi após o processo de desempeno por estiramento/calor.

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Interações da reclamação

  1. Pro Drive Proteção Veicular respondeu

    24/09/2026 às 14:28

    Prezado(a) associado(a),

    Esclarecemos que a caracterização de uma perda total não se dá pelo mero desejo ou solicitação do associado, mas mediante uma análise técnica criteriosa, fundamentada em evidências que comprovem a existência de danos severos e estruturais capazes de comprometer a segurança e a integridade do veículo, tornando inviável o seu reparo dentro dos padrões técnicos adequados.

    Além disso, a perda total poderá ser considerada por decisão administrativa, especialmente quando, após avaliação técnica e financeira, não se demonstrar viabilidade para o custeio ou financiamento do reparo do veículo.

    Ressaltamos que essa análise exige a atuação de profissionais especializados, com a elaboração de laudos técnicos que atestem, de forma imparcial e fundamentada, a viabilidade ou não da recuperação do automóvel, garantindo que a decisão seja tomada com responsabilidade, segurança e respaldo técnico.

    Conforme já informado anteriormente, o pleito apresentado permanece em análise, seguindo os procedimentos necessários para uma avaliação adequada. Assim que houver uma conclusão, o associado será devidamente comunicado.

    Agradecemos pela compreensão.

  2. Pro Drive Proteção Veicular respondeu

    24/09/2026 às 14:54

    Ressaltamos, ainda, que em hipótese alguma houve comunicação de negativa definitiva ao associado, tampouco autorização para a realização de qualquer serviço de reparo sem a devida comunicação e/ou autorização. Portanto, não se pode interpretar a tramitação do processo como uma decisão já concluída. Prezamos pela transparencia e respeito aos nossos associados e seguimos padrões rigosos de controle e qualidade. No que diz respeito aos valores apresentados, esclarecemos que qualquer análise financeira referente à execução de serviços compete exclusivamente ao CNPJ contratante do serviço, não devendo ser confundida com valores fornecidos, orçados ou eventualmente apresentados a um CPF como condiçoes igualitárias de contratação e que não representam, por si só, obrigação assumida pela associação.

    Conforme já informado anteriormente, o pleito apresentado permanece em análise, seguindo os procedimentos necessários para uma avaliação adequada. Assim que houver uma conclusão, o associado será devidamente comunicado.

  3. Consumidor respondeu

    27/09/2026 às 11:01

    A alegação de que os valores orçados pela concessionária autorizada para o meu CPF não servem como parâmetro igualitário é um manifesto absurdo jurídico e uma afronta ao Código de Defesa do Consumidor. O preço das peças originais de fábrica estabelecido pela montadora (Yamaha) é público, oficial e reflete o real tamanho do dano estrutural sofrido pelo veículo. A associação não possui prerrogativa legal para barganhar descontos comerciais, utilizar peças paralelas ou aplicar métodos de reparação clandestinos (como o desempeno de chassi monobloco e tubo de suspensão dianteira) apenas para reduzir artificialmente o custo do sinistro e se esquivar da Perda Total de 75% prevista no regulamento.Se a ProDrive preza tanto pela transparência, segurança e "análise técnica criteriosa por profissionais especializados", reitero publicamente a exigência do envio do laudo pericial oficial assinado por um Engenheiro Mecânico registrado no CREA e a respectiva ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) que ateste e assuma a responsabilidade civil e criminal pela integridade estrutural e segurança da motocicleta após o "alinhamento" pretendido por vocês.Dizer que o processo "permanece em análise" e que "não houve negativa definitiva" enquanto retêm o meu veículo e o valor integral da taxa de participação (franquia) paga há dias é uma clara manobra protelatória. Diante da evidente recusa em cumprir a cláusula contratual dos 75% baseada nas peças legítimas indicadas pela fabricante, o caso está sendo formalizado nesta data junto ao PROCON-AL para as medidas administrativas e judiciais cabíveis.