O que aconteceu
No dia *****, sofri um acidente na Rodovia Dom Pedro I, nas proximidades da saída ***** (acesso a Piracaia e Joanópolis). Eu trafegava pela faixa da esquerda, dentro do limite de velocidade da via, quando um veículo Gol branco, que seguia pela faixa da direita, realizou uma mudança brusca para a faixa da esquerda, sem qualquer sinalização, interceptando minha trajetória.
Como eu trafegava logo atrás, não houve tempo hábil para desvio, o que resultou na colisão. Em decorrência do acidente, fiquei desacordado, permaneci em coma por ***** e sofri lesões graves, incluindo traumatismo e fraturas que demandaram a colocação de pinos na mão e na clavícula.
Após o ocorrido, minha motocicleta foi removida ao pátio, embora estivesse com toda a documentação regular. Posteriormente, fui informado de que um amigo tentou retirá-la utilizando um veículo Fiorino, porém a liberação foi negada pelos policiais, sob a alegação de necessidade de realização de perícia.
Assim que tive condições, compareci à delegacia no dia *****, às *****, ocasião em que recebi o auto de liberação do veículo. Contudo, ao me dirigir ao pátio, fui surpreendido com a cobrança superior a R$ 6.000,00, referente a taxas de remoção (guincho) e estadia.
Ressalto que não fui o causador do acidente e que o veículo encontrava-se em perfeitas condições de uso e regularidade, razão pela qual entendo não haver justificativa para a retenção do bem, tampouco para a cobrança das referidas despesas.
Diante disso, ingressei com medida judicial, por meio de advogado, visando à liberação do veículo sem a exigência do pagamento das taxas. Entretanto, o pedido foi indeferido.
Atualmente, possuo um bem avaliado em aproximadamente R$ 40.000,00 retido no pátio, sem conseguir solução para o caso.
Diante do exposto, questiono: existe alguma medida legal adicional que possa ser adotada para obter a liberação do veículo sem a cobrança das taxas, considerando que não fui o responsável pelo acidente?