O que aconteceu
Venho formalizar esta reclamação diante do desaparecimento de uma jaqueta de minha propriedade, bem como da forma extremamente desrespeitosa e constrangedora como fui tratada pela gestora da instituição ao tentar solucionar o problema.
Após a finalização do meu contrato de trabalho, percebi, no dia seguinte, que havia esquecido minha jaqueta dentro da instituição. Assim que percebi o ocorrido, entrei em contato e solicitei que o meu pertence fosse guardado para que eu pudesse buscá-lo posteriormente.
A instituição foi devidamente comunicada sobre a situação e fui informada de que a jaqueta havia sido encontrada e que seria guardada.
Por estar trabalhando em horário comercial, não consegui comparecer imediatamente para retirar o objeto. Em nenhum momento, porém, informei que havia desistido da jaqueta, autorizado seu descarte ou permitido que fosse entregue a terceiros.
Pelo contrário: a instituição sabia que o objeto era meu, sabia que eu iria buscá-lo e confirmou que ele seria guardado.
Quando finalmente consegui comparecer à instituição para retirar minha jaqueta, fui surpreendida com a informação de que o objeto havia desaparecido e que ninguém sabia informar onde ele estava.
Desde 04/08/2026, venho tentando obter uma solução para o problema. Até o momento, 14/09/2026, não tive uma solução efetiva.
O QUE MAIS ME CAUSA INDIGNAÇÃO: A FORMA COMO FUI TRATADA
Além do desaparecimento do meu bem, considero indispensável registrar a postura adotada pela gestora durante as minhas tentativas de resolver a situação.
Em vez de reconhecer o problema, buscar esclarecer o que aconteceu com a jaqueta ou demonstrar qualquer preocupação com o desaparecimento de um pertence que estava sob conhecimento e guarda da instituição, a gestora passou a transferir a responsabilidade para mim.
Em áudio, por diversas vezes, ela se referiu a mim utilizando a expressão: RELAXADA QUE TU É.
Também afirmou: RELAXO MEU.
Além disso, fui tratada como se estivesse causando um problema simplesmente por insistir na recuperação do meu próprio pertence, chegando a ouvir que eu estaria ENCHENDO O SACO e que estavam PERDENDO A PACIÊNCIA com esse assunto.
Tenho registro em áudio dessas manifestações, podendo comprovar a forma como fui tratada.
Considero extremamente grave e desrespeitosa essa postura.
Eu reconheço que fui responsável por esquecer a jaqueta inicialmente. O esquecimento inicial foi meu e, justamente por isso, assim que percebi o ocorrido, entrei em contato com a instituição e solicitei que o objeto fosse guardado.
O que não considero aceitável é que um simples esquecimento inicial seja utilizado para transferir para mim toda a responsabilidade pelo desaparecimento posterior do bem, especialmente depois que a instituição foi comunicada, confirmou que a jaqueta havia sido encontrada e informou que iria guardá-la.
A questão deixou de ser simplesmente eu esqueci uma jaqueta.
A instituição teve ciência do objeto, confirmou que ele havia sido encontrado, assumiu que iria guardá-lo e, posteriormente, não conseguiu devolvê-lo à proprietária.
Mesmo assim, ao invés de uma tentativa séria de solucionar o ocorrido, a responsabilidade foi colocada sobre mim, com comentários depreciativos e humilhantes.
DA RESPONSABILIDADE PELO DESAPARECIMENTO
O Código Civil, em seu art. 186, estabelece que aquele que, por ação ou omissão, negligência ou imprudência, viola direito e causa dano a outra pessoa pratica ato ilícito.
O art. 927 do mesmo Código estabelece o dever de reparar o dano causado por ato ilícito.
Não estou afirmando que a instituição tenha necessariamente praticado diretamente o ato de subtrair a jaqueta, pois não tenho conhecimento de quem efetivamente retirou o objeto do local.
O que questiono é a responsabilidade pela guarda e pelo desaparecimento de um bem cuja existência e propriedade foram comunicadas à instituição e cuja guarda foi confirmada pela própria instituição.
Se o objeto foi guardado, deve existir uma explicação sobre o que aconteceu posteriormente.
Não considero razoável simplesmente informar que ninguém sabe onde está e atribuir o ocorrido ao fato de eu não ter conseguido buscá-lo imediatamente.
O fato de eu trabalhar em horário comercial e não conseguir retirar a jaqueta no primeiro momento não significa que eu tenha abandonado o bem.
DO PREJUÍZO MATERIAL E DO CONSTRANGIMENTO
A jaqueta possui valor material e também grande valor simbólico para mim.
Além da perda do meu pertence, fui submetida a uma situação extremamente desagradável ao tentar solucionar o problema.
Em vez de receber uma resposta profissional, fui chamada de relaxada, ouvi que o desaparecimento seria relaxo meu e que eu estaria enchendo o saco, além de ouvir que estavam perdendo a paciência comigo.
Ou seja, além de não receber meu pertence de volta, ainda fui constrangida e responsabilizada pela própria situação que estava tentando solucionar.
Não considero aceitável que uma ex-funcionária seja tratada dessa maneira simplesmente por cobrar uma resposta sobre um bem de sua propriedade.
O QUE SOLICITO
Diante de todo o ocorrido, solicito formalmente:
1. Que a instituição realize uma apuração efetiva sobre o desaparecimento da minha jaqueta;
2. Que seja esclarecido quem ficou responsável pela guarda do objeto e o que ocorreu desde o momento em que ele foi encontrado até o seu desaparecimento;
3. Caso a jaqueta não seja localizada, que seja realizado o ressarcimento do seu valor de mercado, permitindo a aquisição de outra peça equivalente;
4. Que a instituição apresente uma resposta formal sobre as providências adotadas para apurar o ocorrido;
5. Que seja realizada uma retratação formal pela forma desrespeitosa e constrangedora como fui tratada pela gestora, especialmente pelas expressões relaxada que tu é, relaxo meu, enchendo o saco e perdendo a paciência;
6. Que a instituição reconheça que o fato de eu ter demorado alguns dias para retirar o objeto não significa que eu tenha renunciado à propriedade ou autorizado que ele deixasse de ser guardado.
Estou buscando resolver essa situação de maneira amigável desde 04/08/2026. Entretanto, até o presente momento, não houve solução.
Tenho registros das comunicações realizadas e áudio contendo as manifestações da gestora, inclusive as expressões mencionadas nesta reclamação.
Espero que, diante da formalização deste relato, a instituição trate o caso com a seriedade e o respeito que ele merece e apresente uma solução concreta.
Caso não haja solução, reservo-me o direito de buscar os meios administrativos e judiciais cabíveis para requerer o ressarcimento dos danos materiais e demais reparações eventualmente aplicáveis, utilizando, inclusive, os registros das comunicações e dos áudios referentes ao tratamento recebido.