Respondida

Fui induzida a contratar consórcio em vez de financiamento e não recebo meu dinheiro de volta

Rio Master

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Registro minha reclamação contra a Alpha Administradora de Consórcios porque fui induzida a contratar um consórcio quando, desde o início, o que eu buscava era uma solução de financiamento para adquirir um imóvel rapidamente.

Na época da contratação, eu estava vivendo uma situação pessoal e queria sair com urgência do local onde moro. Procurei uma solução para aquisição de imóvel acreditando que estava tratando de um financiamento, inclusive porque foi dessa forma que compreendi a divulgação que me levou até a negociação. Se tivesse entendido, de forma clara e transparente desde o início, que dependeria de sorteio ou lance e que poderia permanecer anos aguardando uma contemplação, eu jamais teria contratado.

Conforme o extrato da própria Alpha, foi formalizada a proposta/contrato n *****, Grupo *****, Cota *****, com venda em 22/01/2025, adesão em 11/02/2025, crédito originalmente contratado de R$ 225.000,00 e prazo de 200 meses.

A negociação foi longa e cercada de informações que, para mim, transmitiram a ideia de que conseguiria adquirir o imóvel pretendido. Inclusive, recordo que foi explicado que um corretor faria a operação com o proprietário do imóvel. Também registrei posteriormente junto ao pós-venda que fui orientada a não fazer perguntas quando recebesse uma ligação que havia sido apresentada a mim como sendo do banco, descobrindo posteriormente que se tratava da própria administradora do consórcio. Por isso, não concordo que uma confirmação formal feita durante esse procedimento seja utilizada isoladamente para afirmar que eu tinha plena compreensão da operação que estava sendo contratada.

Mesmo assim, permaneci durante praticamente todo o ano de 2025 pagando o consórcio, tentando ofertar lances e aguardando uma contemplação que nunca ocorreu. Nesse período também enfrentei dificuldades com envio de boletos, acesso aos canais da empresa e realização de lances. Em dezembro de 2025, após quase um ano esperando, eu já estava completamente frustrada com a situação.

Em janeiro de 2026, deixei claro ao pós-venda que, quando procurei a empresa, acreditava estar contratando financiamento e que somente posteriormente compreendi de fato a natureza do consórcio. Depois de diversas tentativas de me convencerem a continuar no plano, decidi definitivamente cancelar e, em 12/01/2026, efetivei o cancelamento. Desde então, passaram-se meses e continuo sem receber o meu dinheiro de volta.

O mais grave surgiu quando tive acesso ao extrato detalhado da própria Alpha. O documento registra ***** em valores recebidos, mas demonstra que apenas ***** foram destinados ao fundo comum, enquanto ***** foram lançados como taxa de administração, além de ***** em seguros e ***** no fundo de reserva. Ou seja, depois de todo esse período pagando e aguardando a realização do sonho da casa própria, descobri que a enorme maior parte do valor registrado como recebido pela empresa foi destinada a taxas.

Hoje, o próprio extrato da Alpha já classifica minha cota como DESISTENTE, mas continuo sem a restituição do dinheiro. Não considero aceitável permanecer indefinidamente aguardando uma futura contemplação de cota cancelada, especialmente diante das circunstâncias em que ocorreu a contratação e das informações que me levaram a aderir ao negócio.

Entendo que as condutas aqui relatadas devem ser analisadas à luz dos arts. 6, 31, 37, 39 e 42 do Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/90), especialmente quanto ao direito à informação clara e adequada, à transparência na oferta dos serviços, à proibição de publicidade enganosa, à vedação de práticas abusivas e à proteção do consumidor em relação às cobranças. No meu caso, considero particularmente grave ter procurado uma solução para aquisição de imóvel acreditando estar tratando de financiamento e, posteriormente, descobrir que havia aderido a um consórcio sujeito a sorteio e lance, além de verificar que parcela extremamente significativa dos valores registrados como pagos foi destinada a taxa de administração.

Diante disso, solicito que a Alpha reconheça definitivamente o cancelamento/anulação da contratação, encerre qualquer cobrança relacionada à cota e providencie a devolução integral dos ***** que constam em seu próprio extrato como valores recebidos, devidamente atualizados, sem retenção de taxa de administração, multa ou qualquer outra penalidade. Solicito também que a empresa apresente por escrito uma explicação detalhada sobre a destinação de cada valor pago e confirme que não haverá qualquer cobrança ou apontamento negativo em meu nome.

Estou aberta a uma solução amigável e espero que a Alpha trate o caso considerando todas as particularidades da contratação e o longo período que já transcorreu desde o cancelamento. Caso não haja solução administrativa efetiva, adotarei as medidas judiciais cabíveis para discutir a anulação do negócio, a restituição dos valores e os demais prejuízos suportados.

Informo expressamente que NÃO AUTORIZO LIGAÇÕES TELEFÔNICAS. Qualquer contato referente a esta reclamação deverá ocorrer EXCLUSIVAMENTE POR E-MAIL, para que todo o atendimento, propostas e respostas permaneçam devidamente registrados.

Reclamações parecidas

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Interações da reclamação

  1. Rio Master respondeu

    23/09/2026 às 09:05

    Prezados Senhores,

    Em atenção à comunicação formulada pelo consumidor, a Representação Comercial

    vem manifestar-se nos seguintes termos.

    Inicialmente, a Representação Comercial não reconhece como verdadeiras, por si só,

    as alegações apresentadas na reclamação, especialmente quando desacompanhadas de

    documentos ou de outros elementos que permitam a adequada compreensão dos fatos.

    A situação deve ser analisada de forma objetiva e com base em informações completas, considerando-se o contexto do atendimento, os documentos pertinentes e as

    circunstâncias efetivamente verificadas. Não é possível atribuir responsabilidade ou formular

    conclusões definitivas com base em informações incompletas ou em uma narrativa unilateral

    dos acontecimentos.

    Nos termos dos arts. 369, 370 e 371 do Código de Processo Civil, bem como dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal (art. 5,

    incisos LIV e LV, da Constituição Federal), nenhuma consequência jurídica pode ser extraída de

    elementos probatórios cuja autenticidade não tenha sido tecnicamente verificada. Da mesma

    forma, eventual deliberação administrativa baseada exclusivamente em prova unilateral afronta os deveres da boa-fé objetiva previstos nos arts. 113, 187 e 422 do Código Civil.

    A Representação Comercial permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários

    e analisar os documentos relacionados ao caso, buscando uma solução adequada e compatível

    com os fatos efetivamente apurados.

    Diante dos esclarecimentos apresentados, a Representação Comercial reafirma seu compromisso

    com a transparência e com a adequada prestação de informações, permanecendo disponível para

    os esclarecimentos estritamente necessários relacionados ao caso.

    Espera-se, assim, que a situação seja devidamente considerada com base nos fatos e documentos

    pertinentes.

    Sem mais para o momento, renovamos nossos protestos de elevada consideração.