O que aconteceu
MANIFESTAÇÃO À OUVIDORIA GRAVE FALHA NO ATENDIMENTO PEDIÁTRICO E POSSÍVEL REGISTRO INDEVIDO DE ATENDIMENTO
Venho registrar minha profunda indignação com o que aconteceu comigo e, principalmente, com minha filha Estela, de apenas 1 ano, durante nosso atendimento na Santa Casa de Guararema nesta data.
Cheguei ao hospital aproximadamente às 18h50, com minha filha no colo, pois ela estava doente. Desde o momento em que chegamos, permaneci todo o tempo no setor de espera, em pé, com minha filha no colo. Não saí do local, não fui beber água, não fui ao banheiro, não me ausentei em nenhum momento. Eu estava ali porque precisava que minha filha fosse atendida, e não por qualquer outro motivo.
Tenho inclusive foto da tela do sistema, na qual consta que o último paciente acionado para a pediatria naquele momento havia sido chamado às 18h50.
Durante a espera, uma médica passou por nós utilizando fones de ouvido. Eu, mesmo estando em uma situação de preocupação com minha filha, ainda a cumprimentei educadamente com um sorriso e um aceno de cabeça. Ela simplesmente desviou o olhar.
Pouco depois, observei a mesma médica retornando ao consultório, pegando seus pertences e informando ao colega que estava encerrando seu plantão, dizendo que havia deixado tudo feito, incluindo internações, pedidos médicos e acompanhamento de exames.
O que me causou ainda mais estranheza foi que, ao passar novamente por mim e pela minha filha, seu comportamento mudou completamente: dessa vez, ela sorriu e se despediu de nós.
Até então, eu ainda estava apenas aguardando. Porém, após a troca de plantão, começaram a chamar outros pacientes. Chegaram duas famílias para atendimento pediátrico depois de nós. Essas famílias fizeram suas fichas, sentaram e aguardaram ao meu lado.
Em determinado momento, os dois consultórios começaram a chamar pacientes e, para minha completa surpresa, as duas famílias que chegaram depois de mim foram chamadas antes da minha filha.
Procurei então a recepcionista, mas ela não estava em seu posto. Diante da situação, entrei na sala do médico e expliquei o ocorrido. Foi quando fui informada de que o nome da minha filha constava no sistema/lista como já chamado.
Ao sair da sala, encontrei a recepcionista e expliquei novamente toda a situação. Ela verificou o computador na minha frente e constatou que, conforme eu estava dizendo, minha filha não havia sido chamada na tela.
E foi então que veio a parte mais revoltante.
Segundo a própria verificação realizada no sistema, a Dra. Flávia Mara Rogério teria clicado no nome da minha filha, organizado seus pertences e ido embora, fazendo com que o sistema registrasse como se minha filha tivesse sido chamada/atendida, quando isso não aconteceu.
Minha filha estava literalmente no meu colo durante todo esse período. Eu estava ali, diante dos consultórios, acompanhando cada chamada. Eu saberia se minha filha tivesse sido chamada.
E, além de toda essa situação, ainda tive que ouvir insinuações de que minha filha teria sido chamada e que eu simplesmente não teria ouvido.
Isso é extremamente revoltante.
Não estou falando de uma consulta que demorou alguns minutos. Estou falando de uma criança de apenas 1 ano, doente, esperando atendimento médico, enquanto sua mãe permaneceu em pé durante todo o período justamente para não perder a chamada.
O que mais me indignou não foi apenas a demora. Foi a sensação de ter sido ignorada, desrespeitada e, posteriormente, colocada como se eu fosse a responsável pelo erro, quando eu estava ali o tempo inteiro.
Se houve um erro no sistema, quero saber como e por que o nome da minha filha foi registrado como chamado se ela jamais entrou no consultório.
Se houve uma conduta inadequada por parte da profissional, quero que isso seja apurado.
E se existe um registro de que minha filha foi chamada, quero saber quem realizou esse registro, em qual horário e com qual finalidade, porque eu estava presente e afirmo que minha filha não foi chamada.
Tenho registro fotográfico da tela de atendimento e estou disposta a apresentar as provas necessárias para comprovar o que estou relatando.
É importante deixar claro que, após toda essa situação, o pediatra que estava presente finalmente prestou atendimento à minha filha. Fomos atendidas e saímos da unidade com esclarecimentos sobre o que poderia estar causando o desconforto dela. A situação está sendo devidamente acompanhada e, neste momento, minha filha está em casa, sendo medicada e recebendo os cuidados necessários.
Portanto, minha manifestação não tem como objetivo desmerecer o atendimento realizado pelo pediatra que efetivamente nos recebeu. Pelo contrário, reconheço que, após toda a confusão, ele prestou o atendimento necessário e nos deu respostas sobre o quadro da minha filha.
Minha indignação é especificamente com todo o episódio que antecedeu esse atendimento, principalmente com o fato de minha filha ter permanecido sem atendimento enquanto seu nome aparentemente constava no sistema como já chamado, além da forma como a situação foi conduzida e da tentativa de colocar sobre mim a responsabilidade por uma chamada que, reitero, não aconteceu.
É inadmissível que uma mãe precise permanecer horas com uma criança doente no colo e ainda tenha que lutar para provar que ela sequer foi chamada para atendimento.
Espero que esta manifestação não seja simplesmente arquivada como mais uma reclamação. Espero que seja tratada com a seriedade que o caso exige e que sejam tomadas providências para que nenhuma outra criança e nenhuma outra mãe passem pela mesma situação.
Porque, sinceramente, sair de um hospital com a sensação de que minha filha foi simplesmente apagada da fila de atendimento e ainda ouvir que eu poderia não ter percebido a chamada é algo que não vou aceitar como normal.
Aguardo uma resposta formal, esclarecimentos sobre o ocorrido e, principalmente, providências.