Minha experiência no hospital: estrutura 5 estrelas, atendimento 0

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São Paulo - SP

16/06/2026 às 19:49

ID: 251587341


O hospital tem uma estrutura muito boa, um restaurante lindo no último andar, a comida é boa e há alguns profissionais muito competentes. Porém, passei tanto estresse nesse hospital que não desejo a mesma experiência a nenhuma gestante ou família com recém-nascido. Para mim, esse hospital está longe de merecer cinco estrelas duas estrelas já seria generoso.

Contratei uma equipe particular para realizar minha cesárea. Minha obstetra agendou o procedimento com dois meses de antecedência e informou ao hospital o convênio que eu usaria, pois tenho dois planos, e um deles não é aceito pela unidade. Ficou combinado que eu receberia apenas uma confirmação antes do parto, mas, a princípio, estava tudo certo, já que eles nem fazem reserva se o convênio não for aceito. No entanto, um dia antes da cesárea, minha médica entrou em contato comigo desesperada porque recebeu um e-mail do hospital dizendo que eu deveria verificar com meu convênio quais hospitais eram cobertos, já que o Star não aceitava o meu plano. Acalmei-a, dizendo que provavelmente eles estavam se confundindo com o meu segundo convênio, que não foi o que informamos. Tentei então entrar em contato por telefone com o setor responsável do hospital para confirmar o parto com o convênio correto, mas não consegui falar com ninguém. Minha médica também tentou, sem sucesso. Foi uma mistura de mau atendimento no primeiro contato, ligações que nunca eram transferidas para o setor certo e chamadas que simplesmente eram desligadas. Entrei em desespero: como eu poderia remarcar a cesárea com toda a equipe, avisar no trabalho e ainda lidar com minha saúde, já que tudo estava planejado há dois meses e, de repente, na véspera, eu não tinha nada confirmado? Até o fim do dia, a cesárea ainda não estava garantida. Liguei para a SulAmérica, e a atendente me pediu para ficar tranquila, pois o parto entraria como urgência. Mesmo assim, isso não me acalmou eu estava realmente desesperada. Detalhe: não foi apenas a médica que passou as informações do convênio correto para o hospital; eu também entrei em contato com a pré-internação um mês antes e enviei a carteirinha do plano certo. Gente, foi uma combinação de má organização e atendimento do pior nível possível.

No dia seguinte, fui para o hospital com medo de não conseguir fazer a cesárea, mas, finalmente, deu tudo certo. O procedimento com minha médica e sua equipe foi excelente.

Horas após o parto, tive um choque anafilático (reação alérgica gravíssima) e fui levada à UTI. Inclusive, preciso elogiar a médica que me socorreu e me atendeu prontamente ela salvou minha vida. Ninguém estava dando a devida gravidade à situação, nem mesmo as enfermeiras, mas ela rapidamente aplicou adrenalina e me encaminhou para a UTI em menos de dez minutos. Meu muito obrigada a essa profissional. Porém, a partir daí, o péssimo atendimento voltou a imperar.

Devido ao choque anafilático, tive diarreia na cama em que estava. Eu e meu marido apertamos o botão para chamar a enfermeira durante uma hora, e ninguém veio me limpar. Nesse intervalo, entraram no quarto o médico, a nutricionista e a fisioterapeuta; pedimos a todos que chamassem as enfermeiras para me ajudar, mas nenhuma boa alma apareceu. Depois de uma hora, veio a mulher da faxina para limpar o chão porque foi isso que passaram para ela. Nós nos irritamos e dissemos: "Meu Deus, não tem nada para limpar no chão; quem precisa de ajuda sou eu." Foi quando meu marido, totalmente revoltado com a falta de dignidade, foi atrás de alguém. Ele entendeu que era troca de plantão e que, provavelmente, ninguém queria assumir esse "pepino" antes de ir embora.

Enquanto isso, eu estava, na verdade, no semi-intensivo, porque não havia vaga na UTI eram 18h. Uma pessoa entrava no meu quarto e dizia: "Você vai para a UTI daqui a pouco, estão terminando de limpar o quarto lá." Mas nada de me transferirem. Às 21h, outra pessoa repetiu a mesma informação. Perguntei que limpeza era essa que já durava três horas. Às 23h, mais uma pessoa entrou com o mesmo discurso. Só fui transferida perto da meia-noite.

Os processos são uma bagunça: se algo foge do script, os profissionais que coordenam essas etapas são frios e sem humanidade. Terrível.

Durante todo esse tempo, meu bebê não podia ficar comigo na UTI, então o levaram para a UTI pediátrica, longe de mim. Meu marido precisava ter acesso ao andar onde eu estava e ao da UTI pediátrica. Disseram para ele solicitar os acessos no terceiro andar; ele foi até lá, e mandaram-no ao térreo. Chegando ao térreo, pediram que voltasse ao terceiro andar, porque ali não podiam fazer a solicitação. Ele voltou revoltadíssimo, pois estavam fazendo dele um palhaço, e só depois de um verdadeiro "show" no terceiro andar liberaram os acessos.

Absurdo: tudo só se resolvia quando a gente explodia.

No dia seguinte, finalmente fui liberada para o quarto. Mas meu bebê não conseguiu voltar no mesmo horário porque era troca de turno e, aparentemente, a médica do próximo plantão precisava assinar a alta dele sendo que ele não tinha absolutamente nada. Meu marido tentou resolver a liberação no andar dos quartos da maternidade, e disseram para ele resolver na UTI. Chegando na UTI, mandaram-no de volta à maternidade. Mais uma vez, feito de palhaço. Meu filho só chegou ao quarto duas horas depois de mim.

Imaginem: vocês numa situação debilitada fisicamente, emocionalmente sensíveis, passando por todo esse estresse. Não desejo isso a ninguém.

Até coisas simples se tornavam problemas. Às 22h, ligamos para a nutrição para pedir um copo de leite para meu filho mais velho, que estava conosco no quarto. Ele só dorme depois de tomar o leite, e pedimos, numa boa, que fosse em temperatura ambiente. Algo simples, apenas um copinho de leite. Vinte minutos se passaram, e nada. Meu marido ligou novamente, mas o leite não chegou. Ele precisou cobrar três vezes para que, somente às 23h, chegasse leite quente além da demora, ainda veio errado. O copo chegou quase às 23h30. Tirem suas conclusões..

Sobre o choque anafilático: ele aconteceu depois que comi um pudim. No dia seguinte, ninguém retirou do meu cardápio ovos, leite e outros ingredientes do pudim. Ou seja, comi tudo que poderia causar uma nova reação, e ninguém me avisou que eu deveria evitar esses alimentos. Só dois dias depois, a alergologista do hospital me disse que eu não deveria tê-los consumido. Mas, sinceramente, num momento de vulnerabilidade, você não consegue pensar em nada; você precisa confiar nos profissionais que estão cuidando de você. Por sorte, não foi nenhum ingrediente do pudim que causou a reação.

Para finalizar, tenho hipotireoidismo e tomo remédio todos os dias. Depois, vi no meu prontuário que solicitei para levar a um alergologista após a alta que, nos dois primeiros dias, me deram a dose errada do meu remédio. É absurdo, sabem?

Então fica o questionamento: todo o status e a estrutura desse hospital valem a pena? Para mim, foi quase tudo um caos. Eu me pergunto se, para quem faz um parto no particular, há algum tipo de atendimento melhor do que o que tive.

É claro que também fui bem cuidada por profissionais excelentes, como a médica que salvou minha vida, fisioterapeutas e técnicas de enfermagem. Lembro-me da Raquel, que cuidou muito bem de mim e do meu bebê no quarto da maternidade, e infelizmente não me recordo do nome de outras profissionais igualmente dedicadas.

Mas é isso: vale a pena? Não sei. Com certeza, eu teria escolhido o Pro Matre se pudesse voltar atrás.


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Resposta da empresa

20/07/2026 às 12:58

Prezada Sra. Rita, Boa Tarde!

Esclarecemos que foram realizadas tentativas de contato com os telefones informados na reclamação, porém sem sucesso.

Diante disso, colocamos à sua disposição a Central de Atendimento da Ouvidoria Corporativa através do telefone 3003-4330 de segunda a sexta das 8h às 18h para que sejam prestados os esclarecimentos necessários.


Cordialmente,
Ouvidoria Rede DOr.

Consideração final do consumidor

22/07/2026 às 20:06

Pessima experiencia. Passei muito stress durante minha estadia devido a uma cesárea. Me parece que em uma boa parte dos funcionários falta humanidade e boa vontade.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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