Omissão de socorro por falta de kit de emergência, falhas na estrutura e descaso do Chalés Naturale (Seazone)

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Rio de Janeiro - RJ

30/07/2026 às 15:00

ID: 255236051


Omissão de socorro por falta de kit de emergência, falhas na estrutura e descaso do Chalés Naturale (Seazone)


Gostaria de registrar uma queixa grave contra a Seazone (proptech responsável pela gestão do Chalés Naturale - Campos do Jordão) referente à reserva n *****, realizada via plataforma Booking.com.

No dia 27/07/2026, por volta das 20h39, no Chalé 9, ocorreu um acidente no qual uma taça de vinho se quebrou, provocando cortes na minha mão e na minha língua. Por estarmos no topo de uma montanha e afastados do centro urbano, solicitei imediatamente à equipe do local um kit básico de primeiros socorros para assepsia e contenção do sangramento, ou ao menos gelo. A resposta do estabelecimento foi que não possuíam nenhum kit de primeiros socorros e nem sequer gelo. Tive que aguardar sangrando até conseguir transporte por conta própria para resolver a situação, colocando minha saúde e integridade física em risco.

Além da grave omissão de socorro, a hospedagem apresentou diversos vícios de serviço e divergências em relação ao anunciado:
- Lareira inoperante: Cobraram R$ 40,00 por toras de madeira para uma lareira que apenas defuma o chalé e não aquece o ambiente ("serve só pra foto").
- Falta de itens de higiene básicos: Não disponibilizaram sabonete para as mãos no banheiro, apenas um mini sabonete líquido para o banho.
- Instabilidade na banheira: A aquisição de água quente exige ajustes complexos e a água esfria repentinamente durante o uso.

Em resposta aos meus questionamentos formais pelo chat, a Seazone admitiu que o anfitrião local providenciou a compra do kit de primeiros socorros apenas após o meu acidente, para evitar novos episódios. Contudo, ao solicitar o ressarcimento devido pelo transtorno e risco enfrentado, a empresa tentou se esquivar da responsabilidade legal afirmando por escrito que opera no "modelo de aluguel por temporada" como "proptech de tecnologia para mercado imobiliário", alegando não ter obrigação legal de manter insumos de primeiros socorros no local.

A alegação é juridicamente descabida.
A comercialização de diárias fracionadas de curta duração via Booking.com com suporte local configura nítida relação de consumo e prestação de serviço de hospedagem (Art. 14 do Código de Defesa do Consumidor). O fornecedor responde objetivamente pela segurança e mitigação de riscos à saúde do cliente. A total ausência de insumos mínimos de emergência em uma propriedade isolada representa falha grave na prestação do serviço.

A empresa realizou a devolução de apenas 15% do valor da reserva via Booking.com, quantia que não compensa nem cobre os prejuízos físicos, morais e materiais vivenciados diante do descaso e da estrutura precária oferecida.

Diante do exposto, exijo o reembolso integral do valor pago pela estadia, sob pena de dar andamento às medidas judiciais pertinentes e às denúncias administrativas junto ao Procon e à Vigilância Sanitária de Campos do Jordão.

Compartilhe