Não respondida

Recusa de devolução de medicamentos de tratamento de FIV após gravidez inesperada

SEMEAR FERTILIDADE - REPRODUÇÃO HUMANA

cidade: Guarulhos

O que aconteceu

Assunto: Reclamação. Recusa de devolução de medicamentos do tratamento de FIV

Prezados,

Gostaria de registrar formalmente minha insatisfação com o atendimento recebido pela Semear em relação aos medicamentos adquiridos para o meu tratamento de FIV.

Iniciei o processo de FIV pela Semear e, no dia 20/08/2026, recebi toda a medicação que deveria começar a utilizar no dia 22/08/2026. Entretanto, minha menstruação atrasou e, antes de iniciar o protocolo, realizei um teste de gravidez, que confirmou que estou grávida.

Diante dessa situação, entrei imediatamente em contato com a Semear para solicitar a devolução dos medicamentos. Trata-se de uma medicação que não foi utilizada, está em sua totalidade fechada, lacrada e permaneceu armazenada adequadamente na geladeira, com um custo de aproximadamente R$ 6.000,00.

Para minha surpresa, a única resposta que recebi foi, de forma bastante objetiva, que medicação não tem devolução.

Entendo que possam existir normas e procedimentos internos para a comercialização de medicamentos. Entretanto, considero legítimo questionar se essa é realmente a postura que a Semear adota diante de uma situação excepcional como a minha, na qual o tratamento sequer foi iniciado e a medicação permanece integralmente fechada e armazenada conforme orientação.

Estou especialmente decepcionada porque se trata de um tratamento de alto custo e de uma situação muito especial: eu desejava profundamente essa gravidez e estou muito feliz por ela ter acontecido. Justamente por isso, esperava da clínica, no mínimo, uma análise individualizada do caso e uma tentativa de buscar uma solução razoável, e não simplesmente uma negativa automática.

Além da questão financeira, existe também uma questão de responsabilidade e sustentabilidade. Qual é o sentido de simplesmente determinar que medicamentos novos, fechados, não utilizados e corretamente armazenados sejam descartados? Estamos falando de aproximadamente R$ 6.000,00 em medicamentos que sequer chegaram a ser utilizados. É esse realmente o comportamento que uma clínica deveria incentivar diante de uma situação como essa?

Acredito que uma instituição da área da saúde também deve considerar o desperdício de recursos e o impacto ambiental do descarte desnecessário de medicamentos. Se existe uma forma segura e regulamentada de realizar a devolução, substituição ou reaproveitamento dentro das normas aplicáveis, considero que essa possibilidade deveria, ao menos, ser analisada.

Dessa forma, solicito que o caso seja reavaliado pela administração/responsável da clínica, considerando todas as circunstâncias específicas e o fato de que nenhum medicamento foi utilizado.

Gostaria também de receber, por escrito, a fundamentação para a negativa de devolução e saber se existe alguma alternativa que possa ser oferecida, como devolução integral, crédito para eventual tratamento futuro ou outra solução compatível com o caso.

Aguardo um posicionamento formal da Semear e espero que a clínica possa demonstrar, neste caso, o mesmo cuidado e sensibilidade que esperamos de uma instituição que atua na área da saúde.

Atenciosamente,