Venho expor publicamente o descaso absoluto e a omissão do Senac Ceará. No dia 12 de agosto de 2026, formalizei uma denúncia gravíssima na Ouvidoria da instituição após sofrer um corte químico severo, quebra generalizada, danos estéticos e humilhação pública no curso de Cabeleireiro, e até hoje nada foi resolvido.Tudo começou quando a professora do curso me abordou oferecendo a realização de mechas, dando a entender claramente que ela própria executaria o procedimento. Sob essa legítima expectativa, aceitei, meu cabelo possuía um comprimento saudável abaixo da linha dos glúteos, fruto de muitos anos de cuidados e dedicação.Ocorre que, de forma totalmente irresponsável, o procedimento foi repassado para alunos sem a supervisão adequada da docente, inclusive ela já tinha até sido avisada por uma outro (a) aluno (a) que um dos alunos a qual ela entregou os meus cabelos não sabia simplesmente nem lavar um cabelo. Durante o procedimento, chamei pela professora repetidas vezes pedindo ajuda. Chamei por ela direto porque acreditava piamente que ela iria fazer o procedimento e mostrar a técnica correta aos alunos, exercendo seu papel de educadora. No entanto, fui ignorada pela docente, que se recusou a prestar o suporte necessário enquanto meus fios eram destruídos. Devido a essa falta de fiscalização da professora, os alunos negligenciaram o tempo de ação do descolorante e a elasticidade do fio no papel alumínio, eles nem abriam o papel pra ver como estava as mechas ou a elasticidade. O resultado foi um erro técnico crasso e devastador: os fios foram abertos em tons totalmente desregulados, deixando meu cabelo completamente manchado, feio, com corte químico severo e quebra generalizada imediatamente após a descoloração. O estrago foi tão severo que precisei cortar emergencialmente um palmo do meu cabelo para tentar conter a quebra, que persiste até hoje.Ao perceber o erro estético e o estado manchado e destruído do meu cabelo, entrei em profundo sofrimento e comecei a chorar em plena sala de aula. Em vez de prestar socorro técnico e acolhimento pedagógico, a professora agiu de forma desumana e violenta: recusou-se a corrigir o tom para castanho médio, fui vítima de assédio moral por parte da própria professora, que me humilhou publicamente dentro da sala de aula, na presença de outros alunos, expondo-me a uma situação vexatória, gritou comigo diante de toda a classe, me humilhou e proferiu a frase injuriosa mandando que eu "virasse mulher". Antes disso, ela já havia tentado me coagir a fazer o procedimento corretivo com uma aluna que estava em recuperação de tintura e que tinha histórico de agressividade verbal com clientes, e era uma aluna irresponsável .O escárnio continuou depois por mensagens. Ao relatar à professora que o estrago na minha autoestima havia me deixado em estado depressivo, com crises de insônia e ansiedade documentadas, ela simplesmente ignorou a gravidade da minha saúde mental. A gestão local também se omitiu, blindando a professora, lavando as mãos diante do assédio moral e oferecendo como única "solução" o meu retorno ao ambiente hostil para novos procedimentos químicos com a própria agressora, ignorando laudos técnicos de que o fio não suportaria nova química.O caso foi levado à Ouvidoria Geral há mais de 45 dias. O Senac Ceará só me respondeu com um e-mail genérico, admitindo a demora absurda, mas dizendo que o caso ainda está em "fase de apuração interna", sem apresentar nenhuma proposta de resarcimento para o meu tratamento capilar de urgência (avaliado preliminarmente em R$ 7.000,00 em salão externo, já que devido à porosidade extrema o fio perdeu a capacidade de reter pigmentos e exigirá sessões prolongadas de pré-pigmentação e tonalização sem amônia por meses).Exijo o ressarcimento financeiro integral e imediato para custeio de tratamento reconstrutor e cronograma capilar de urgência de 12 meses em salão profissional externo de minha livre escolha. Deixo claro que estou tentando resolver amigavelmente, mas se eu for mais a fundo e acionar o Poder Judiciário pelas vias legais, a instituição terá que arcar com uma condenação muito maior devido à gravidade da violência psicológica, dos danos estéticos e do descaso de mais de um mês. Não aceitarei mais prazos indefinidos de "apuração".
Informamos que as manifestações registradas anteriormente por meio da Ouvidoria do Senac Ceará foram devidamente encaminhadas aos setores responsáveis e permanecem em análise, sendo tratadas com prioridade, em razão da natureza e da complexidade dos fatos relatados.
Reforçamos que a instituição está acompanhando o caso e que as providências necessárias estão sendo conduzidas para a devida apuração dos acontecimentos.
Compreendemos a importância de sua manifestação e lamentamos os transtornos relatados. Assim que houver um posicionamento conclusivo, a senhora será devidamente informada pelos canais de contato disponibilizados.
Agradecemos pelo registro e pela oportunidade de acompanhar sua manifestação.