O que aconteceu
Venho, por meio desta, registrar uma reclamação formal referente a uma situação extremamente desagradável e constrangedora que vivenciei ontem, durante minha ida ao SESC localizado no Salvador Shopping.
Sou funcionário do Salvador Shopping há aproximadamente 9 anos e possuo credencial do SESC. Na ocasião, eu estava de folga e fui ao shopping para resolver algumas questões pessoais, acompanhado da minha filha, que tem apenas dois anos de idade.
Ao tentar entrar no SESC, fui impedido por um funcionário conhecido pelo apelido de Bigode, que informou que eu não poderia entrar acompanhado da minha filha, alegando que, no período da tarde, o acesso seria permitido somente para funcionários.
Diante da situação, questionei de maneira objetiva como eu poderia deixar uma criança de apenas dois anos enquanto entrava no estabelecimento. Em vez de receber uma orientação adequada e respeitosa, senti que o funcionário fez pouco caso da situação e manteve uma postura extremamente arrogante e desrespeitosa.
Diante da forma como fui tratado, acabei alterando o tom de voz e deixei claro que aquela não era uma maneira adequada de tratar as pessoas. A situação se agravou quando o funcionário também passou a alterar a voz e, em determinado momento, tive a impressão de que ele iria partir para uma agressão física, aproximando-se de mim de maneira intimidatória.
Para evitar que a situação se agravasse, solicitei que outro funcionário chamasse a gerente.
Quando a gerente chegou, a situação foi completamente diferente. Ela me tratou com educação, respeito e cordialidade, explicou a regra existente e, diante da situação, abriu uma exceção para que eu pudesse entrar acompanhado da minha filha.
Reconheço e faço questão de registrar positivamente a postura da gerente, que soube conduzir a situação de maneira profissional e respeitosa.
Entretanto, naquele momento, eu já havia me sentido humilhado e constrangido, principalmente por estar acompanhado da minha filha de apenas dois anos. Por conta da forma como fui abordado, perdi completamente a vontade de permanecer no local ou realizar qualquer compra.
O que mais me deixa indignado é que trabalho no Salvador Shopping há aproximadamente 9 anos e, durante todo esse período, nunca havia passado por uma situação em que me sentisse tão desrespeitado e humilhado, ainda mais diante da minha filha.
Entendo perfeitamente que estabelecimentos possuem regras e que elas devem ser cumpridas. O que questiono não é a existência da regra, mas a forma como ela foi apresentada e, principalmente, a maneira como fui tratado pelo funcionário.
Uma orientação poderia ter sido dada de forma educada e respeitosa, especialmente considerando que eu estava acompanhado de uma criança pequena. Caso realmente não fosse permitida a entrada naquele horário, esperava apenas que isso fosse explicado de maneira cordial, sem arrogância, constrangimento ou qualquer atitude que pudesse dar a entender uma tentativa de confronto.
Diante disso, solicito que a administração do SESC apure o ocorrido, verifique a conduta do funcionário envolvido e tome as providências cabíveis para que situações semelhantes não voltem a acontecer.
Não busco qualquer tipo de privilégio por ser funcionário do shopping. Busco apenas respeito, educação e um atendimento digno, algo que acredito ser básico em qualquer estabelecimento.
Espero que minha reclamação seja tratada com a devida seriedade e que eu receba um retorno sobre as providências adotadas.
Atenciosamente,
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4Interações da reclamação
Sesc Bahia respondeu
08/09/2026 às 15:32
Oi Luan,
Agradecemos seu contato e a oportunidade de analisar os fatos relatados em sua manifestação.
Inicialmente, lamentamos a percepção negativa decorrente da situação vivenciada durante sua tentativa de acesso ao Restaurante Sesc Tancredo Neves, localizado no Salvador Shopping. O Sesc Bahia orienta suas equipes para que o atendimento ao público seja pautado pelo respeito, cordialidade e profissionalismo, princípios que consideramos fundamentais em todas as nossas relações.
Após o recebimento de sua manifestação, o ocorrido foi compartilhado com a gestão responsável, que realizou o levantamento das informações junto aos colaboradores envolvidos e analisou as circunstâncias descritas.
Em relação ao acesso à unidade, esclarecemos que atualmente o atendimento no período da tarde é direcionado aos trabalhadores vinculados ao Salvador Shopping, observando os critérios de funcionamento estabelecidos para a operação do restaurante. Dessa forma, a orientação prestada pelo colaborador teve como objetivo cumprir as normas vigentes para acesso ao espaço.
Compreendemos, no entanto, que situações envolvendo crianças pequenas podem gerar dúvidas e demandar orientações adicionais, especialmente quando o cliente busca compreender como as regras se aplicam ao seu caso específico.
Quanto à forma de atendimento relatada, entendemos que a experiência vivenciada não corresponde à percepção que desejamos proporcionar aos nossos clientes e usuários.
Registramos, por outro lado, sua manifestação positiva em relação à atuação da gerente da unidade, que buscou acolher a situação, prestar os esclarecimentos necessários e conduzir o atendimento de forma cordial e respeitosa. Faremos questão de compartilhar esse reconhecimento com a colaboradora e sua equipe.
Independentemente da apuração realizada, sua manifestação foi tratada como uma importante oportunidade de melhoria. Por essa razão, as informações relatadas foram utilizadas para reforçar, junto à equipe responsável pelo controle de acesso e atendimento, as diretrizes relacionadas à comunicação com o público, acolhimento e condução de situações que exijam maior sensibilidade no atendimento.
Agradecemos por registrar suas considerações e contribuir para o aprimoramento contínuo dos nossos serviços. Reiteramos nosso compromisso com a qualidade do atendimento, o respeito ao público e a busca permanente pela melhoria da experiência dos clientes em nossas unidades.