O que aconteceu
Em 17/04 entrei em contato com a Renault solicitando análise técnica de possível defeito de pintura em meu veículo, que se encontra dentro do período de garantia.
Fui inicialmente direcionada à concessionária SOMA Renault de Itapeva/SP, onde fui informada de que a unidade não possui estrutura de funilaria especializada para realização da avaliação necessária.
Posteriormente, recebi orientação verbal da própria Renault para procurar atendimento em Sorocaba/SP, cidade localizada a aproximadamente 200 km da minha residência, apenas para realização da análise técnica inicial do veículo.
Ao questionar a razoabilidade desse deslocamento e solicitar suporte ou alternativa viável já que a própria rede local não possui a estrutura exigida fui informada verbalmente de que não haveria qualquer auxílio.
Solicitei então a formalização por escrito:
da concessionária indicada;
endereço completo;
responsável pelo atendimento;
e orientações oficiais para continuidade do processo.
Após esse pedido, o contato deixou de ter continuidade.
Desde então:
encaminhei e-mails reiterando a solicitação;
tentei atendimento pelo SAC;
registrei reclamação no Reclame Aqui;
e mantive todas as tentativas de solução de forma administrativa e documentada.
Para minha surpresa, a reclamação registrada no Reclame Aqui foi simplesmente redirecionada para a concessionária de Itapeva, que sequer entrou em contato posteriormente.
A situação se torna ainda mais absurda porque a própria concessionária já havia informado anteriormente que não possui estrutura para realizar a análise técnica necessária. Ou seja: o problema retorna exatamente ao ponto inicial, sem qualquer solução concreta.
A responsabilidade pela análise e solução de possível defeito de fabricação em veículo dentro da garantia não pode ser simplesmente transferida indefinidamente para a concessionária que realizou a venda, especialmente quando a própria rede reconhece que ela não possui estrutura adequada para atendimento.
O consumidor não pode ficar preso em um ciclo de empurra entre concessionária e montadora enquanto continua sem atendimento efetivo.
Além disso, preocupa o impacto que um reparo conduzido de forma inadequada pode gerar na originalidade do veículo e em futuras vistorias e avaliações de revenda. Não é razoável que o consumidor arque com prejuízos financeiros decorrentes de um problema surgido durante o período de garantia.
O mínimo esperado de uma montadora desse porte é um encaminhamento claro, formal e eficiente para resolução do caso.
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