Em réplica

Atendimento inadequado e falta de assistência após fratura no festival The Town

The Town Festival

cidade: São Paulo

O que aconteceu

: Atendimento inadequado e falta de assistência após fratura em evento The Town

Reclamação: Sobre o evento The Town, gostaria de compartilhar um sentimento de frustação.

Estava no evento com a minha familia e um participante durante a apresentação da banda Punho de Mahin no dia 07 de setembro de ******* chutou a minha perna e isso resultou em fratura de tibia e fibula, e ai começaram os problemas. Dificuldade para me levarem ao posto médico, fui carregada por um bombeiro civil e meu irmão, pois não tinham cadeiras de rodas disponíveis. Chegando no posto médico recebi uma dipirona e um diclofenaco e a informação de que não era nada grave na análise do médico. Impossibilitada de colocar o pé no chão pela dor, os atendentes do posto médico pediram para o meu acompanhante ir até a área de acessibilidade buscar uma cadeira de rodas porque lá não tinha e eles não podiam sair do posto.

Com a recusa, acharam uma pessoa que trouxe a cadeira e na impossbilidade de continuar no festival me deram uma carona até a saída. Porém não deixaram que eu subisse no transporte com a cadeira de rodas, mesmo o motorista se comprometendo a devolve-la. Novamente meu acompanhante teve que me carregar para eu conseguir entrar no transporte. O transporte foi até um portão que eu precisaria andar por uns 5 minutos para conseguir um taxi, um absurdo visto que eu não conseguia colocar o pé no chão devido a fratura. Então o motorista conseguiu autorização para me levar para outro portão. Chegando lá um policial conseguiu uma cadeira de rodas para me deixar na calçada enquanto meu acompanhante foi até a avenida tentar achar um táxi para me levar para o hospital.

Fico imaginando se acontece algo mais grave com mais pessoas, como seria o atendimento? Existe um despreparo e um desrespeito com as pessoas.

Estou desde 07 de setembro me recuperando do acidente, gastando muito com remédios, idas e vindas aos hospitais, passei por mais de 25 sessões de fisioterapia e ainda não estou recuperada. Peço providencias e indenização pelos prejuízos causados e gastos que ainda estou tendo e necessitando de mais sessoes de fisioterapia para recuperação, além do fato de ter adquirido ingresso para um festival que nem consegui usufruir devido ao fato ocorrido de um participante ter quebrado minha perna durante o evento.

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. The Town Festival respondeu

    24/02/2026 às 13:13

    Prezada Cristiane [Editado pelo Reclame Aqui],

    Agradecemos por compartilhar seu relato e lamentamos sinceramente o ocorrido durante sua participação no evento The Town, em 07 de setembro de 2025.

    A segurança e o bem-estar do público são prioridades para a organização, razão pela qual mantemos equipes médicas, brigadistas e protocolos específicos de atendimento ao longo de toda a operação do festival.

    Com relação à situação descrita, informamos que o caso será encaminhado às áreas responsáveis para análise e apuração interna dos fatos, inclusive, quanto ao atendimento prestado no posto médico e aos procedimentos de mobilidade e transporte adotados no momento.

    Para que possamos avaliar adequadamente sua solicitação, pedimos, por gentileza, que nos encaminhe demais documentos probatórios,.

    Assim que recebermos as informações acima, daremos continuidade à análise e retornaremos com os esclarecimentos cabíveis.

    Permanecemos à disposição.

    Atenciosamente,

    ROCK WORLD

  2. Consumidor respondeu

    28/02/2026 às 13:01

    Conforme solicitado, encaminho o relato detalhado dos fatos, os documentos médicos e comprovantes básicos relacionados ao ocorrido no evento The Town Festival 07/09/2025, que resultou em fratura de tíbia e fíbula, devidamente diagnosticada em atendimento hospitalar no mesmo dia.

    No dia 20 de maio de 2025 fiz a compra do ingresso para o festival e finalmente chegou o grande dia, dia 07 de setembro de 2025. Por volta as 18h30, no palco quebrada, que tinha terreno irregular com pedras soltas e declives, durante a apresentação da banda Punho de Mahin, um cinegrafista se aproximou de um grupo de pessoas e enquanto eu me afastava um participante do evento chutou minha perna, eu cai e o público em volta me ajudou a levantar, porém eu não conseguia colocar o pé no chão pela dor. Deixando claro que embora a queda tenha sido desencadeada por ato de terceiro, trata se de típico fortuito interno, inerente a evento de grande porte, com aglomeração intensa, terreno irregular.

    Um segurança (aparentemente) apenas acenou para mim e fez um gesto para eu esperar lá no local, amparada por alguns participantes do evento. Chegou um bombeiro civil e disse que não tinha cadeira de rodas para me levar no posto médico, que ficava na descida do barranco onde foi montado o palco. Como eu não conseguia apoiar o pé no chão e havia grande risco de nova queda na descida do barranco, o bombeiro civil pediu para o meu acompanhante ajudar a me carregar até o posto médico.

    Chegando no posto médico foram procurar gelo para colocar na minha perna. Acharam o gelo mas não tinham como aplicar por falta de material, depois de um período acharam uma luva e colocaram o gelo dentro para eu colocar na perna. Um médico se aproximou e disse que não era nada grave, apenas a dor do impacto pelo chute e pela queda e me deu 1 comprimido de diclofenaco e 2 comprimidos de dipirona. Depois de uns 30 minutos esperando a dor passar pedi novamente para o médico avaliar, pois não conseguia apoiar o pé no chão pela dor. O médico disse que não tinha um aparelho de raio x no local, mas que eu poderia procurar um hospital de minha preferencia caso quisesse fazer isso e que na análise dele não havia ocorrido nada de grave. Como a dor não passava e eu não conseguia apoiar o pé no chão eu pedi que me acompanhassem até a saída com uma cadeira de rodas, já que meu acompanhante não conseguiria me carregar no colo até a saída. O médico no local disse que o meu acompanhante precisaria ir até a área de acessibilidade para buscar a cadeira de rodas, porque no posto médico não tinha cadeira de rodas e nenhum funcionário do local poderia deixar o posto, então, para isso pediu para que tirássemos uma foto do prontuário de atendimento e levássemos até a área de acessibilidade, pedíssemos a cadeira para levar até o posto médico. Diante da situação inusitada em um evento com 100 mil pessoas e um espaço gigantesco, meu acompanhante se negou a me deixar no posto médico e ir atras de uma cadeira de rodas. Com a negativa os atendentes do posto médico ligaram para área de acessibilidade que depois de algum tempo deslocou uma pessoa para trazer a cadeira de rodas até o posto médico. Eu acreditando que parte do problema estava resolvido e vem o médico do posto dizendo que eu não poderia sair do posto médico com a cadeira de rodas, então ficou a pergunta, por que foram buscar uma cadeira? Para eu ficar com ela dentro do posto médico? Diante dessa situação inusitada de buscarem a cadeira de rodas para eu conseguir sair do evento e depois proibirem de sair do posto médico com a cadeira, a equipe do posto médico acionou um transporte para me levar até a saída. Chegando o transporte, que eu achei que seria uma ambulância para me levar ao hospital, o médico disse novamente que eu poderia por conta própria procurar o hospital de minha preferência, pois no exame de olhômetro que ele fez não identificou as fraturas na minha perna. Então o motorista baixou uma rampa para eu subir com a cadeira de rodas e disse que retornaria com a cadeira ao posto médico, mas fomos impedidos de usar a cadeira, então meu acompanhante me carregou no colo e me colocou dentro do transporte. O transporte foi até o portão indicado pela organização e lá chegando me disseram que eu precisaria andar por uns 05 minutos até achar um táxi, já que a área estava com vias interditadas. Eu não conseguia por o pé no chão pela dor e não era possível meu acompanhante me levar no colo por mais de 05 minutos até achar algum local que estivesse passando transporte. Então conseguiram autorização para ir para outro portão de saída. Fomos até o outro portão e chegando lá esperamos por mais uns 10 minutos dentro do transporte até que um policial veio com uma cadeira de rodas para me levar até a calçada. Eu fiquei na calçada na cadeira de rodas e meu acompanhante foi até a avenida tentar achar um táxi, que em dia de grandes eventos é muto difícil conseguir. Depois de uns 15 minutos conseguimos um taxi. Um desabafo final não somente pelo ocorrido comigo, mas tais fatos caracterizam falha grave na prestação do serviço, pelas referencias e pelo nome de impacto da Rock Word que gerencia grandes festivais como Rock In Rio e The Down com esse despreparo no Antedimento médico de emergência no local, fico imaginando como seria se algo mais grave acontecesse, como o socorro seria feito para um público tão grande, em um festival com grandes patrocinadores e custo altíssimo dos ingressos totalmente despreparados para atender o público, me senti tão frustrada, aflita e com medo.

    Dei entrada no Hospital Sepaco no mesmo dia do evento e poucas horas depois veio o diagnóstico que foi de fratura de fibia e tíbula devidamente comprovada pelo resultado da tomografia enviado.

    Abaixo relato o sofrimento causado até o momento, porque ainda não terminou, continuo com limitações devido a lesão:

    violação à integridade física,

    limitação severa da liberdade de locomoção,

    sofrimento psíquico intenso,

    impacto direto na qualidade de vida.

    6 meses sem conseguir andar;

    dor física contínua;

    limitação severa da autonomia; inclusive necessitando de ajuda para fazer as necessidades básicas e fisiológicas

    medo real de não voltar a andar;

    angústia prolongada;

    frustração com a recuperação lenta;

    insegurança diante da necessidade de nova cirurgia.

    impossibilidade de participar de eventos familiares;

    frustração de atividades simples como caminhar; cuidar da casa, tomar banho, fazer com autonomia as necessidades fisiológicas, necessitando de cuidados de terceiros para atividades simples do dia a dia

    impossibilidade de assistir ao show previamente programado;

    ruptura do projeto normal de vida.

    fisioterapia prolongada, diariamente, sessões extremamente dolorosas

    acompanhamento com profissional de educação física;

    cuidadores;

    cirurgia futura para recuperação da amplitude do joelho.

    Uso de medicamento forte para conter a dor

    Uso de anticoagulante pelo risco de coágulos devido a lesão/imobilização de osso grande;

    impossibilidade de assistir a show previamente programado;

    ruptura do projeto normal de vida.

    Nunca fiz uma cirurgia e neste caso será necessário com anestesia geral e todos os riscos inerentes de uma cirurgia/anestesia geral.

    Tratamento contínuo e futuro

    fisioterapia prolongada e que devido a falta de mobilidade e dor persistente dificulta idas e vindas da clínica necessitando de profissional em domicílio.

    acompanhamento com profissional de educação física;

    cirurgia futura para recuperação da amplitude do joelho aguardando liberação do convênio médico por falta de recursos para procedimento particular

    cirurgia com riscos inerentes do procedimento, como danos estéticos e problemas relacionados a procedimentos médicos.

    Problema ainda em curso, sem data prevista ou estimativa para recuperação total ou sequelas como rompimento de ligamentos, danos estéticos, cicatrizes, etc

    Listo alguns danos materiais, incluindo, mas não se limitando a lista abaixo:

    - medicamentos

    - despesas médicas

    - despesas de locomoção (táxi, uber)

    - locação de cadeira de rodas

    - compra de muletas

    - compra de andador

    - compra de imobilizador

    - compra de equipamento TENS para analgesia diária

    - compra de comadre

    - despesa com acompanhamento e assistência pessoal

    - despesa com profissional de educação física

    - entre outas despesas

    O envio desses documentos tem como objetivo viabilizar a análise adequada do caso, sendo realizado sem qualquer renúncia de direitos, expectativa de quitação ampla ou encerramento automático da demanda.