O que aconteceu
O comunicante relata que adquiriu um veículo Jeep Renegade T270, ano/modelo 2023/2024, junto à empresa Tk veículos localizada em Paço do Lumiar, em 04/07/2026, pelo valor de R$ 99.900,00.
Aproximadamente 10 (dez) dias após a aquisição, o veículo apresentou perda de potência durante o funcionamento, acompanhada de mensagem de alerta no painel digital. O comunicante entrou em contato com a empresa e levou o veículo para avaliação. Inicialmente, foi informado de que poderia se tratar de problema na turbina, tendo sido mencionado prazo de aproximadamente 22 dias para solução. Entretanto, em menos de 5 dias, a empresa informou que o problema seria relacionado a uma bomba do veículo, tendo realizado o reparo. Após isso, o mesmo problema de perda de potência e mensagem no painel não voltou a ocorrer.
Posteriormente, o veículo passou a apresentar novos problemas, entre eles emissão de fumaça pelo escapamento e suspeita de redução do nível do líquido do sistema de arrefecimento. O comunicante procurou novamente a empresa solicitando assistência, mas inicialmente teve o atendimento recusado sob a alegação de que o veículo teria sido vendido como carro de repasse.
O comunicante esclarece que, no momento da compra, nunca foi informado, comunicado ou acordado que o veículo seria vendido como carro de repasse, tampouco que seria vendido sem responsabilidade da empresa quanto a problemas ou assistência.
Após contestar a negativa, a empresa recebeu o veículo para avaliação. Durante as tratativas, foram apresentadas diferentes hipóteses para a origem dos problemas, inclusive a possibilidade de intervenção na parte superior do motor, sob a justificativa de possível entrada de ar ou gases no sistema de arrefecimento.
Posteriormente, os serviços no veículo foram realizados. Após a conclusão, a empresa informou ao comunicante que seria necessário efetuar um pagamento para que o veículo fosse liberado. O comunicante contestou a cobrança e afirmou que não efetuaria qualquer pagamento para retirar o veículo. Após insistência do comunicante, o veículo foi finalmente liberado sem que ele efetuasse o pagamento.
Na retirada, o comunicante solicitou o laudo referente à avaliação e aos serviços realizados, tendo recebido o documento, além da nota contendo os serviços executados no veículo.
Quanto à chave reserva, desde a aquisição o comunicante não recebeu a chave nem o manual de instruções do veículo. Foi informado pela empresa que, na segunda-feira, dia 21 de setembro de 2026, deveria comparecer a um chaveiro para realizar a cópia da chave.
O comunicante compareceu ao chaveiro na referida data, porém foi informado de que não havia nenhum serviço ou autorização liberada em seu nome. Diante disso, entrou em contato com o vendedor Rômulo. Após algum tempo, Rômulo informou que o proprietário da empresa teria decidido não realizar a cópia da chave, alegando que a empresa teria tido custos relacionados ao veículo.
O comunicante esclarece que não considera que eventual custo suportado pela empresa justifique a não entrega da chave reserva, uma vez que a chave já estava pendente desde a aquisição do veículo.
Ressalta ainda que houve informações contraditórias dentro da própria empresa. O funcionário responsável pelo pós-venda, Airton, havia informado anteriormente que, no sábado, o veículo já estaria sendo encaminhado para realização da chave. Entretanto, ao comparecer ao chaveiro na segunda-feira, não havia qualquer autorização ou serviço disponível. Até o presente momento, a chave reserva continua sem ser confeccionada ou entregue.
O vendedor Rômulo possui conhecimento da negociação e da pendência da chave. O funcionário do pós-venda Airton possui conhecimento das tratativas e das informações repassadas ao comunicante. Riba, pai do proprietário da empresa e que se apresenta como responsável financeiro da loja, também possui conhecimento dos fatos e das tratativas relacionadas ao veículo.
O comunicante possui documentos relacionados à compra, comprovantes, conversas com a empresa, registros dos atendimentos, vídeos que demonstram os problemas apresentados pelo veículo, laudo fornecido pela empresa e nota dos serviços realizados, além de demais documentos que poderão ser apresentados para eventual apuração.
Diante dos fatos, o comunicante registra a presente ocorrência para deixar formalmente documentado o histórico da aquisição, os problemas apresentados aproximadamente 10 dias após a compra, os reparos realizados, a negativa inicial de assistência sob a alegação de carro de repasse, condição que afirma nunca ter sido informada ou acordada, a tentativa de cobrança para liberação do veículo, a posterior liberação sem pagamento após sua contestação, a documentação dos serviços realizados e a ausência, até o presente momento, do manual de instruções e da chave reserva.
O comunicante esclarece que não pretende, neste momento, afirmar a existência de [Editado pelo Reclame Aqui] ou atribuir responsabilidade criminal às pessoas mencionadas, mas apenas registrar formalmente os fatos, identificar as pessoas que possuem conhecimento das circunstâncias relatadas e preservar os documentos e demais elementos relacionados ao caso para eventual apuração e adoção das medidas cabíveis.