Carro zero quilometro, capo sem alinhamento, falta de transparência.

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São Paulo - SP

21/05/2026 às 20:21

ID: 249343889

Comprei um Corolla Cross, por venda direta PCD, na concessionária Tsusho, da *****. Essa compra foi realizada por meio do meu CPF, que pode ser consultado, ou, ainda, posso fornecer os demais dados necessários.

Em poucas palavras, compareci para a retirada do automóvel no dia *****, quando, para minha surpresa, verifiquei que o capô do carro estava desnivelado. Naquele momento, um profissional tentou ajustá-lo por meio de duas borrachinhas localizadas à frente, porém não houve regulagem suficiente.

Na ocasião, percebi que o espaçamento entre o capô e os dois paralamas era muito diferente de um lado em relação ao outro, dando a impressão de que o carro havia sido batido. Ressalto que, até aquele momento, eu estava retirando o carro sem qualquer tipo de emplacamento.

Soma-se a isso o fato de que, ao percebermos essa condição, verificamos que, entre a porta do motorista e o paralama esquerdo, no mesmo lado, havia um detalhe na pintura, o que levantou ainda mais suspeitas em relação à condição do carro.

Por esse motivo, naquele momento, deixei de retirar o automóvel, para que a concessionária pudesse verificar se realmente havia ocorrido alguma circunstância indesejada com o veículo. Inclusive, creio que o chefe da funilaria, ou alguém em função similar, verificou que, de fato, o capô estava bastante torto.

Fato é que, dias depois, a concessionária informou que entrou em contato com a Toyota e que a Toyota reafirmou não ter existido qualquer tipo de repintura no automóvel. Naquele momento, insistimos com a concessionária que uma situação é a Toyota, fabricante, indicar que o carro não foi pintado ou repintado por ela. Outra situação é a possibilidade de eventual repintura do automóvel na concessionária.

Tanto é assim que tenho um vídeo gravado do detalhe entre a porta e o paralama do carro, demonstrando que, de fato, há uma falha na pintura.

Naquele momento, a concessionária se dispôs a fazer um laudo cautelar para demonstrar que o carro não havia sido repintado, o que prontamente aceitei. No entanto, no dia *****, ao entrar em contato com a concessionária, recebi a informação de que o laudo cautelar estava pronto e que eu poderia retirar o carro no dia *****.

Ocorre que o laudo cautelar realizado não era o completo, sendo este o único que indica a condição de pintura do automóvel.

Naquele momento, conversei com a vendedora e informei que o laudo não indicava aquilo que havia sido prometido, possuo todos os áudios e trocas de mensagens, mas sim que se tratava de um laudo cautelar básico, o qual não se prestava à situação ocorrida naquele momento.

Para minha surpresa, em que pese se tratar de uma concessionária, a vendedora informou-me que não existia outra alternativa, tampouco outro tipo de laudo que assim indicasse, ainda tentando sustentar que aquele seria o laudo correto e que, caso houvesse algum problema na pintura, ali constaria a incorreção. Como nada constou, não haveria problemas com o automóvel.

Isso agravou, de forma fundamentada, minha desconfiança sobre o carro, visto que é sabido que o laudo cautelar completo, e não o básico, demonstra tal situação. A negativa de realização do laudo cautelar completo, da forma como o tema estava sendo tratado, sugeria uma possível problemática com o veículo.

Nesse momento, verificando que o tema iria se alongar e que a situação não seria resolvida, contratei, de forma particular, um profissional que realiza laudo cautelar, pois, lembrando, a concessionária afirmou que não existiria qualquer outro laudo senão aquele, simplesmente ignorando a existência do laudo cautelar completo.

Feito isso, chamei um profissional, que compareceu no dia *****, no período da tarde, juntamente comigo, e realizou o laudo cautelar. Verificou-se que, de fato, o carro não havia sido pintado ou repintado, apesar do detalhe na pintura entre a porta e o paralama, bem como do fato de o capô do carro encontrar-se completamente desalinhado no momento da entrega.

É um absurdo que, na compra de um veículo zero quilômetro, além de passar por todo o transtorno da não retirada do veículo no dia combinado, com falta ao trabalho, inclusive de minha esposa, o consumidor final ainda tenha que se preocupar em produzir uma prova para si, a fim de ter a tranquilidade de que o automóvel não continha problemas.

Perceba que a minha postura de contratar um profissional autônomo para fazer a avaliação do carro decorreu única e exclusivamente da falta de cuidado da concessionária ao não revisar o automóvel antes de entregá-lo ao consumidor final. Assim o fez apresentando o capô completamente torto e, ainda, no ato da entrega, tentaram justificar que "todos os Corolla Cross são assim". Contudo, ao final, verificou-se que o capô estava realmente desalinhado.

Paga-se o carro, tem-se dor de cabeça e, ainda, é necessário arcar com um gasto para ter a tranquilidade de não ter adquirido um carro com problemas.

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Resposta da empresa

22/05/2026 às 13:26

Prezado Sr. Alfredo,

Agradecemos por compartilhar sua experiência e lamentamos sinceramente os transtornos relatados no momento da entrega do seu veículo Corolla Cross.

Gostaríamos de reiterar que prezamos pela transparência, qualidade no atendimento e total conformidade dos nossos veículos entregues aos clientes. Diante da situação apontada, adotamos todas as medidas cabíveis para apuração dos fatos, buscando assegurar a procedência e integridade do veículo.

Assim que o senhor manifestou apontamentos sobre o alinhamento do capô e eventual irregularidade na pintura, acionamos imediatamente a Toyota do Brasil, fabricante do veículo, para análise técnica. Em retorno formal, a montadora informou que não há registro de qualquer avaria estrutural, batida ou processo de repintura realizado em seu veículo.

Além disso, conforme alinhado, foi providenciado um laudo cautelar, cujo objetivo é verificar a integridade geral do veículo. O referido laudo não identificou indícios de sinistro, reparo estrutural ou repintura.

Entendemos sua preocupação em relação à diferença entre tipos de laudo cautelar e respeitamos sua iniciativa em realizar, por conta própria, uma avaliação complementar mais detalhada. Inclusive, conforme mencionado, o laudo independente também não constatou qualquer indício de repintura ou histórico de batida, reforçando a conformidade estrutural do veículo.

Em relação ao apontamento de desalinhamento do capô, esclarecemos que o item foi verificado e ajustado pela equipe técnica, não estando relacionado a qualquer avaria estrutural.

Reforçamos que permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Atenciosamente,
Representante de SAC.
Tatiane Tibúrcio
Toyota Tsusho SP