O que aconteceu
É impressionante como algumas empresas conseguem reinventar o conceito de tempo. A Tplay, por exemplo, parece ter criado sua própria linha temporal quando o assunto é ativar um simples serviço de IPTV. Enquanto em qualquer lugar do mundo a tecnologia caminha para respostas imediatas, a ativação deles parece seguir o ritmo de uma novela mexicana: longa, arrastada e cheia de capítulos desnecessários.
O cliente faz o pagamento, todo feliz, imaginando que em poucos minutos já vai estar assistindo ao catálogo. Mas não! A Tplay acredita que a ansiedade do consumidor é um ingrediente essencial para apreciar o serviço. Por isso, cada hora de espera se transforma em um teste de paciência. É quase uma maratona espiritual: você paga pra ver se aguenta o tempo que eles vão levar pra te dar o que já deveria estar pronto.
E, claro, sempre existe a justificativa mágica: Estamos com alta demanda. Alta demanda essa que parece durar meses, porque até para responder um simples ticket a sensação é de que eles precisam consultar as estrelas, alinhar os planetas e talvez até pedir autorização em cartório.
No fim das contas, a verdadeira experiência que a Tplay oferece não é IPTV, mas sim um curso intensivo de resiliência e sarcasmo. Afinal, você aprende que ativar um serviço pago pode demorar tanto quanto esperar um ônibus que nunca passa: um misto de esperança e desespero com pitadas de ironia.