Não respondida

Hóspede relata discriminação racial e descaso no Tri Hotel Premium em Criciúma

Tri Hotel Premium Criciuma

cidade: São José

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O que aconteceu

No dia 12 de fevereiro, por volta das 17h30, vivi uma situação extremamente constrangedora no Tri Hotel Premium de Criciúma, que considero grave e discriminatória.

Cheguei para fazer check-in acompanhado de duas colegas de trabalho. Elas foram prontamente atendidas. No entanto, ao se dirigir a mim, a recepcionista perguntou se eu também ficaria ali. Respondi que sim e deixei claro que não era o motorista delas. A resposta que recebi foi: Mas parece.

Esta fala é uma manifestação explícita de racismo estrutural. Ao observar um homem negro acompanhado de duas mulheres brancas, a funcionária presumiu automaticamente uma função de subalternidade (prestador de serviço), reforçando o estereótipo de que pessoas negras não ocupam espaços de hotelaria Premium como consumidores.

No mesmo momento, na frente das minhas colegas de trabalho, deixei claro que não havia gostado da colocação. Ainda assim, a recepcionista sequer pediu desculpas. Manteve uma expressão de deboche, enquanto seu colega de recepção tentou justificar o ocorrido como uma simples brincadeirinha, o que caracteriza o chamado racismo recreativo, a prática de mascarar preconceito sob o pretexto de humor, minimizando sua gravidade.

Diante da situação, solicitei falar com a gerência. Durante o atendimento com a coordenadora, fui interrompido diversas vezes enquanto relatava o ocorrido. A sala onde fui atendido possuía paredes de vidro, e a coordenadora demonstrava constante distração, olhando repetidamente para o corredor, como se estivesse mais preocupada com a movimentação externa do que com a gravidade do relato.

Em determinado momento, diante do evidente descaso e da falta de atenção, questionei se haveria outro local para ser atendido ou outra pessoa responsável, pois eu já estava me sentindo profundamente incomodado com a postura adotada. Ainda assim, a coordenadora passou a defender a conduta da recepcionista, mantendo uma postura pouco empática e sem demonstrar real interesse em resolver a situação.

Para minha surpresa, a coordenadora encerrou a conversa de forma abrupta, pegou seus pertences e deixou o local, mesmo estando em horário de expediente, sem qualquer tentativa efetiva de resolução.

O que mais causa indignação não é apenas a fala inicial, mas a postura posterior da equipe e da gestão. Espera-se de um hotel com proposta Premium profissionalismo, respeito e preparo, especialmente diante de um relato de discriminação.

Registro aqui minha indignação e aguardo:

Uma retratação formal por parte da direção;

Esclarecimento sobre as providências adotadas;

Informações sobre políticas e treinamentos antidiscriminatórios da rede.

Racismo não é brincadeira. É [Editado pelo Reclame Aqui]. E não pode ser tratado como algo irrelevante ou minimizado pela equipe responsável pelo atendimento.

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