O que aconteceu
Em 20 de setembro de 2026, encaminhamos um potro recém-nascido, ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para receber atendimento especializado.
O que deveria ser um atendimento hospitalar voltado à recuperação de um animal extremamente vulnerável transformou-se em uma situação profundamente desgastante, envolvendo uma complicação clínica gravíssima, cobranças financeiras contestadas, dificuldades para obtenção de documentação e notificações extrajudiciais com alegações que consideramos extremamente ofensivas.
O POTRO SOFREU UMA RUPTURA DA BEXIGA DURANTE A INTERNAÇÃO.
Enquanto estava sob os cuidados do Hospital Veterinário da UFMG, o potro apresentou uma grave complicação urinária, caracterizada por ruptura/laceração da bexiga e desenvolvimento de uroperitônio, situação que exigiu intervenção cirúrgica e colocou sua vida em risco.
Desde então, buscamos respostas para perguntas absolutamente legítimas:
Como essa complicação se desenvolveu enquanto o animal estava internado?
Como estava sendo realizado seu monitoramento?
Quais procedimentos foram adotados?
A lesão poderia ter sido identificada anteriormente ou evitada?
Não estamos afirmando que houve erro médico-veterinário.
Queremos justamente acesso à documentação completa para que um profissional independente possa avaliar tecnicamente o ocorrido.
O QUE RECEBEMOS, PORÉM, FOI UMA COBRANÇA DE MAIS DE R$ 16 MIL E NOTIFICAÇÕES COM ALEGAÇÕES GRAVÍSSIMAS.
Foi emitida uma fatura no valor de R$ 4.704,10, quantia que reconhecemos para fins de composição e estamos dispostos a pagar.
Posteriormente, a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (FEPE), responsável pela gestão financeira do hospital, encaminhou uma notificação extrajudicial exigindo R$ 16.487,53.
A diferença calculada em relação ao último demonstrativo, permanece contestada, especialmente quanto às despesas relacionadas à complicação vesical, cuja origem e responsabilidade ainda precisam ser esclarecidas.
NÃO ESTAMOS NOS RECUSANDO A PAGAR.
Reconhecemos R$ 4.704,10.
O que não podemos aceitar é assumir automaticamente a responsabilidade financeira por todas as despesas posteriores, sem a devida apuração técnica e documental.
E A SITUAÇÃO FICOU AINDA MAIS GRAVE COM AS NOTIFICAÇÕES DA FEPE.
Recebemos uma notificação extrajudicial que, além de exigir pagamento e assinatura de contrato, apresentou alegações de supostos assédio e tumultos envolvendo alunos e docentes.
A instituição também afirmou que o descumprimento das exigências poderia caracterizar abandono do animal, fazendo referência ao artigo 164 do Código Penal.
A notificação chegou a mencionar a possibilidade de o hospital dar ao potro a destinação que entendesse conveniente caso considerasse configurado o abandono.
Estamos falando de um potro recém-nascido, enfermo, que continua internado e recebendo tratamento, enquanto seus responsáveis buscam acompanhar sua recuperação e esclarecer os acontecimentos.
E NÃO PAROU POR AÍ: A FEPE CHEGOU A LEVANTAR A POSSIBILIDADE DE FURTO DO POTRO.
Na resposta extrajudicial de 13 de outubro de 2026, a FEPE afirmou expressamente:
Salienta-se que o potro pode ser objeto de furto ou foi socorrido pelos contranotificados []
A afirmação consta da página 5 do documento oficial encaminhado pela própria fundação.
Embora a instituição tenha apresentado a questão como uma hipótese, e não como acusação criminal formal, consideramos extremamente grave que a possibilidade de furto tenha sido levantada sem a apresentação de elementos concretos que a justificassem.
Como uma instituição que recebeu o animal para atendimento, manteve contato conosco sobre sua evolução clínica e nos encaminhou cobranças financeiras passa a questionar nossa legitimidade para acompanhar o potro, chegando a mencionar até a possibilidade de furto?
Também rejeitamos as alegações de abandono, assédio e tumulto, cuja fundamentação questionamos formalmente.
O ACESSO AO PRONTUÁRIO TAMBÉM SE TORNOU MOTIVO DE CONFLITO.
Em 25 de setembro de 2026, protocolamos pedido formal de acesso ao prontuário médico-veterinário completo do Legendário.
Precisamos desses documentos para compreender a evolução clínica, os procedimentos realizados, os registros de monitoramento, os exames e as circunstâncias da complicação vesical.
Entretanto, nas notificações recebidas, a instituição condicionou o fornecimento da documentação à comprovação de propriedade e à assinatura de contrato.
Também fomos pressionados a assinar posteriormente um instrumento contratual com cláusulas de responsabilidade financeira ampla, inclusive sobre despesas que estamos questionando.
Não nos opomos a assumir obrigações legítimas.
O que não concordamos é em assinar um documento que possa representar reconhecimento irrestrito de despesas cuja responsabilidade permanece controvertida.
É IMPORTANTE FAZER UMA DISTINÇÃO.
Reconhecemos e agradecemos o excelente atendimento prestado pela equipe da Prof Leticia da Cirurgia do Hospital Veterinário da UFMG.
Sua atuação foi fundamental no tratamento do potro.
Nossa insatisfação envolve os acontecimentos anteriores à intervenção cirúrgica, que ainda exigem esclarecimentos técnicos, e principalmente a postura administrativa adotada diante de nossas solicitações e questionamentos.
Não pretendemos responsabilizar antecipadamente profissionais ou afirmar que a complicação decorreu necessariamente de erro médico.
O que exigimos é transparência, acesso aos documentos e uma cobrança cuja responsabilidade esteja devidamente esclarecida.
O QUE SOLICITAMOS À UFMG E À FEPE:
1. Entrega integral do prontuário médico-veterinário do potro, incluindo exames, imagens, registros clínicos e relatórios disponíveis.
2. Esclarecimentos técnicos documentados sobre a evolução da complicação vesical durante a internação.
3. Discriminação completa dos valores cobrados e esclarecimento da divergência entre as faturas apresentadas.
4. Negociação do pagamento da parcela incontroversa de R$ 4.704,10 sem juros ou encargos.
5. Revisão dos adicionais contestados, mediante apuração da origem e responsabilidade pelas despesas.
6. Esclarecimentos formais sobre as alegações de abandono, assédio, tumultos e sobre a referência à possibilidade de furto do animal.
7. Tratamento respeitoso, transparente e compatível com a responsabilidade institucional de um hospital veterinário universitário.
O QUE MAIS NOS INDIGNA É QUE, ENQUANTO TENTAMOS ENTENDER COMO UM POTRO RECÉM-NASCIDO SOFREU UMA COMPLICAÇÃO TÃO GRAVE DURANTE SUA INTERNAÇÃO, PRECISAMOS NOS DEFENDER DE ALEGAÇÕES DE ABANDONO, ASSÉDIO, TUMULTO E ATÉ DE UMA REFERÊNCIA À POSSIBILIDADE DE FURTO.
Uma universidade pública deve ser exemplo de ética, transparência, responsabilidade e respeito.
Questionar um atendimento, solicitar um prontuário e contestar despesas não deveria transformar os responsáveis por um animal em adversários da instituição.
NÃO QUEREMOS DEIXAR DE PAGAR. QUEREMOS PAGAR O QUE RECONHECEMOS COMO DEVIDO E TER O DIREITO DE QUESTIONAR O RESTANTE.
NÃO QUEREMOS ACUSAÇÕES. QUEREMOS DOCUMENTOS, RESPOSTAS E TRANSPARÊNCIA.
Esperamos que a UFMG e a FEPE apresentem uma solução séria, fundamentada e respeitosa para uma situação que jamais deveria ter chegado a esse ponto.