Descaso, impedimento de matrícula e tratamento desigual da UNIFENAS com alunos beneficiários do FIES

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Belo Horizonte - MG

27/07/2026 às 12:56

ID: 254929745

Venho registrar minha indignação com a forma como a UNIFENAS trata seus alunos beneficiários do FIES. Infelizmente, essa não é uma situação pontual, mas um problema recorrente que se repete a cada semestre e prejudica diretamente a vida acadêmica de diversos estudantes.

A universidade se recusa a efetivar a matrícula dos alunos do FIES enquanto a Caixa Econômica Federal não conclui o aditamento do contrato. Como consequência, iniciamos o semestre sem matrícula regularizada, sem acesso às informações da turma, sem grade horária definida e, muitas vezes, perdendo aulas e atividades importantes por um atraso que não depende de nós.

Além de causar enormes prejuízos acadêmicos, essa prática aparenta contrariar as normas que regem o FIES. A legislação que disciplina o programa não estabelece que o estudante deva ter sua matrícula impedida enquanto aguarda a conclusão do aditamento, especialmente quando o atraso decorre de procedimentos administrativos da própria instituição, da Caixa Econômica Federal ou do FNDE. Impedir o acesso às aulas e às atividades acadêmicas por um motivo alheio à vontade do aluno viola princípios como a boa-fé, a razoabilidade, a continuidade da prestação do serviço educacional e o direito à educação.

O mais preocupante é que essa prática transmite a sensação de um tratamento discriminatório. Os alunos do FIES parecem ser tratados como alunos de segunda categoria. Somos constantemente colocados nas vagas que sobram, mudados de turma sem qualquer critério ou planejamento, recebemos as informações sempre por último e enfrentamos uma burocracia muito maior do que os demais estudantes.

Os prejuízos são inúmeros. Perdemos conteúdos, atrasamos nossa formação e vivemos em constante insegurança por falhas administrativas da própria instituição. Para os alunos do internato, a situação é ainda mais grave: sem a matrícula regularizada, muitos ficam impedidos de acessar os hospitais e iniciar suas atividades práticas, comprometendo sua formação e colocando em risco o cumprimento da carga horária obrigatória.

Outro problema é a total falta de comunicação. É praticamente impossível obter uma informação segura. Cada funcionário fornece uma orientação diferente e transfere a responsabilidade para outro setor. Ninguém sabe informar exatamente em que etapa está o processo, quais são os prazos ou quem realmente é responsável pela solução.

Como se isso não bastasse, todo o conhecimento sobre os procedimentos de renovação do FIES parece estar concentrado em apenas uma funcionária. Coincidentemente, ela entrou de férias justamente durante o período de renovação das matrículas, deixando inúmeros estudantes sem qualquer suporte ou orientação. É inadmissível que um processo tão importante dependa exclusivamente de uma única pessoa, sem qualquer planejamento para sua substituição.

O mais revoltante é que essa situação acontece todos os semestres. Já se tornou rotina os alunos do FIES frequentarem as primeiras semanas de aula sem matrícula confirmada, aguardando indefinidamente pela conclusão de um processo administrativo criado pela própria instituição. Enquanto isso, os demais alunos já estão regularmente matriculados e acompanhando normalmente o semestre letivo.

Os alunos do FIES possuem exatamente os mesmos direitos acadêmicos que qualquer outro estudante. O financiamento estudantil não pode servir como justificativa para restringir direitos, atrasar a matrícula, impedir o acesso às aulas, alterar turmas de forma recorrente ou prejudicar o desenvolvimento acadêmico dos estudantes.

Espero que a UNIFENAS reveja imediatamente essa prática, passe a observar a legislação aplicável ao FIES e trate todos os seus alunos com igualdade, respeito e segurança jurídica. Nenhum estudante deve ser penalizado por entraves burocráticos que fogem completamente ao seu controle.

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