Falta de Professores da Área e Falta de Retorno da Ouvidoria no Curso de Terapia Ocupacional

Não resolvido
Varginha - MG
02/03/2026 às 13:46
ID: 242075035
Título: Descaso com o Curso de Terapia Ocupacional Falta de Professores da Área e Falta de Retorno da Ouvidoria
Sou aluna do curso de Terapia Ocupacional e venho manifestar minha profunda insatisfação com a condução do curso por parte da universidade.
Atualmente, o curso enfrenta uma grave deficiência no corpo docente. Não há contratação suficiente de professores formados em Terapia Ocupacional para ministrar as disciplinas específicas da área. Temos apenas uma profissional recém-contratada, que, apesar do esforço, não domina todas as matérias que estão sob sua responsabilidade. Isso compromete diretamente nossa formação acadêmica e técnica.
Anteriormente, já havíamos enfrentado a mesma situação com outra professora que também não possuía capacitação adequada para ministrar todas as disciplinas atribuídas a ela. Ou seja, trata-se de um problema recorrente, que demonstra falta de planejamento e compromisso com a qualidade do curso.
Outro ponto extremamente preocupante é o fato de a coordenação do curso não ser exercida por uma terapeuta ocupacional, mas por profissional de outra área, o que dificulta a compreensão das necessidades específicas do curso e resulta em pouca atenção às demandas apresentadas pelos alunos.
Estamos apreensivos quanto à nossa preparação para os estágios obrigatórios e para o mercado de trabalho, pois a base teórica está sendo comprometida. A formação em Terapia Ocupacional exige docentes qualificados e especializados, e isso não está sendo garantido.
Houve, inclusive, a possibilidade de contratação de outra terapeuta ocupacional de uma cidade próxima, já que em nossa cidade há dificuldade de contratação. No entanto, a universidade se recusou a custear o combustível da profissional para viabilizar sua atuação, inviabilizando a contratação. Isso demonstra falta de interesse em buscar soluções concretas.
Temos a percepção de que a universidade não dá a devida atenção ao curso por considerar a turma pequena, o que é extremamente injusto. O número de alunos não pode justificar a precarização do ensino.
Já encaminhei e-mail à ouvidoria relatando todos esses pontos e não obtive qualquer retorno, o que aumenta ainda mais nossa sensação de descaso e desrespeito.
Ressalto que esta insatisfação não é individual, mas coletiva. Toda a turma compartilha da mesma preocupação e frustração.
Esperamos um posicionamento claro da instituição e, principalmente, medidas concretas para garantir a qualidade do curso e a formação adequada dos futuros profissionais.
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Resposta da empresa
02/03/2026 às 14:36
Olá! Renata, boa tarde! Tudo bem? :)
Agradecemos por entrar em contato e compartilhar conosco a sua insatisfação.
Já estamos analisando minuciosamente o seu caso, para a melhor tratativa do mesmo.
No entanto, solicitamos que aguarde um retorno via e-mail e WhatsApp, pois muito em breve, entraremos em contato com você.
Agradecemos pela paciência e lamentamos qualquer inconveniente. Não é esse tipo de experiência que queremos lhe proporcionar.
Seguimos à disposição.
Atenciosamente,
UNIFENAS
Réplica da empresa
11/03/2026 às 14:37
Prezada Renata,
Venho, por meio deste apresentar a situação referente ao corpo docente do curso de Terapia Ocupacional do Campus de Varginha até o final do ano de 2025, para iniciarmos em 2026.
Inicialmente, o curso contava com uma professora de Terapia Ocupacional. Diante das demandas apresentadas pelos alunos e pela coordenação, foram encaminhadas solicitações de aumento do quadro docente resultando na autorização para nova contratação docente, o que foi relatado aos alunos.
Entretanto, dois dias antes do início das aulas, recebemos a carta de desligamento da docente de Terapia Ocupacional o que atrapalhou sobremaneira o planejamento feito pela Universidade. Apesar de termos conseguido a contratação de outra profissional da área, o desligamento da professora que estava ocorrendo tão próximo ao início das atividades impossibilitou providências imediatas para garantir a ampliação proposta e prevista.
A coordenação continuou (e continua) atuando de maneira ativa na busca da contratação de novo professor, mas diante da escassez de docentes titulados e disponíveis, foi entrevistada e contratada uma profissional muito qualificada e experiente com formação de fisioterapeuta, que passou a auxiliar multidisciplinarmente no curso. Os horários foram disponibilizados aos alunos e as orientações foram devidamente compartilhadas em sala de aula e grupos de whatsapp.
No que se refere à disciplina de Estágio Obrigatório a própria Resolução n 451/2015 do COFFITO que estabelece que este seja conduzido por docente de Terapia Ocupacional, reconhece a escassez destes profissionais e estabelece em seu artigo 3 que:
Art. 3 Para o estágio curricular obrigatório deverá ser respeitada a relação de 1 (um) docente supervisor/orientador terapeuta ocupacional para até 6 (seis) estagiários e de 1 (um) terapeuta ocupacional supervisor/preceptor para até 3 (três) estagiários, a fim de orientar e supervisionar em todos os cenários de atuação.
1 Em casos de não existência de terapeutas ocupacionais no setor ou na instituição concedente do estágio, o docente/supervisor vinculado à IES deverá cumprir o papel de preceptor atendendo à relação numérica do Artigo 3.
2 Os novos cursos em cidades que apresentem número reduzido de terapeutas ocupacionais nos serviços ou que não apresentem condições para atingir a relação docente/supervisor/estagiário proposta no artigo 3 desta resolução terão o prazo de até 2 (dois) anos após a formatura da primeira turma para atingir a relação proposta, mediante a análise e aprovação da Comissão de Desenvolvimento e Educação do COFFITO, a ser solicitada pela IES no máximo até 6 (seis) meses antes do início da primeira turma de estágios obrigatórios.
Ou seja, o próprio conselho de classe ao reconhecer a escassez de profissionais estabelece um prazo de 2 anos após a formatura da primeira turma para que as instituições de ensino superior atendam plenamente a obrigação da resolução. A Unifenas, como sabemos, ainda não formou a primeira turma, portanto encontra-se ainda dentro do prazo estabelecido pelo conselho de classe.
Desta forma continuamos buscando ampliar a presença de terapeutas ocupacionais no curso e concordamos ser essa condição importante para assegurar a qualidade da formação, contudo não se pode negar que há um problema estrutural Nacional de ausência de profissionais Terapeutas Ocupacionais algo reconhecido oficialmente pelo COFFITO em sua resolução sobre Estágio e que vem dificultando essa ampliação, porém reafirmamos nosso propósito de continuar buscando ampliar o corpo docente com esse profissional, bem como garantir melhorias constantes na realização do curso.
Seguimos à disposição.
Atenciosamente,
UNIFENAS
Consideração final do consumidor
16/03/2026 às 00:16
Apesar de terem respondido a reclamação estamos ainda aguardando a contratação da profissional Terqpeuta Ocupacional e esperamos que a universidade tenha mais boa vontade e facilite esta contratação tendo em vista que as entrevistas que foram feitas os profissionais tiveram interesse em trabalhar porém a própria universidade que não teve flexibilidade em contratar.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
5