O que aconteceu
Reclamação Redução do atendimento de fisioterapia domiciliar após dois AVCs
Sou filha do Juarez do Prado, de 81 anos, e venho registrar uma reclamação muito séria em relação ao atendimento prestado pela Unimed, juntamente com a TruCare, após a alta hospitalar do meu pai.
Meu pai sofreu dois AVCs há aproximadamente três meses. Após um período internado, recebeu alta e voltou para casa com diversas sequelas. Desde então, ele necessita de acompanhamento contínuo de profissionais de saúde, incluindo médico clínico, enfermeiro, nutricionista e fisioterapeuta.
Esse acompanhamento domiciliar foi disponibilizado através da TruCare, e inicialmente meu pai passou a receber fisioterapia três vezes por semana, além dos demais atendimentos.
Meu pai tem 81 anos, não anda, perdeu totalmente os movimentos do lado esquerdo do corpo, possui dificuldades para falar e também apresenta dificuldade para engolir, chegando a se engasgar ao tomar água. Ele depende da nossa família para praticamente tudo e permanece em uma cama hospitalar dentro da nossa própria casa.
Diante desse quadro, a fisioterapia não é um luxo ou algo opcional. É uma necessidade fundamental para a recuperação dele.
O que não conseguimos entender é por que, todos os meses, estamos enfrentando uma verdadeira batalha para manter o tratamento.
No mês passado, fomos informados de que a TruCare, juntamente com a Unimed, pretendia reduzir a fisioterapia do meu pai de três vezes por semana para apenas duas vezes por semana.
Agora, neste mês, fomos informados de que a redução será realmente realizada, sob a justificativa de que o médico, juntamente com os responsáveis pela fisioterapia, teria chegado à conclusão de que meu pai precisa ser desmamado do tratamento.
Como podem chegar a essa conclusão diante da situação em que meu pai se encontra?
Ele não voltou a andar. Não realiza suas atividades sozinho. Não se alimenta sozinho. Não possui autonomia. Continua com importantes limitações decorrentes dos dois AVCs.
Ao contrário de reduzir a fisioterapia, entendemos que o tratamento deveria ser mantido, e até mesmo intensificado, conforme a necessidade clínica do paciente.
A fisioterapia vinha sendo muito importante para o meu pai. Aos poucos, ele vinha adquirindo mais confiança e tentando recuperar movimentos. Existe um trabalho sendo realizado pelo fisioterapeuta, e simplesmente reduzir a frequência desse atendimento pode comprometer todo esse processo.
Outra questão que nos preocupa é a falta de transparência. O médico vai até a nossa casa, avalia meu pai e realiza seus registros, mas nós, familiares, não temos conhecimento adequado sobre o que está sendo relatado nos documentos e relatórios que fundamentam essas decisões. Não nos é explicado de forma clara por que um paciente de 81 anos, com as sequelas que meu pai apresenta, precisa ter sua fisioterapia reduzida.
Meu pai tem um sonho: voltar a andar.
E ele está acompanhando toda essa situação e percebendo a nossa preocupação e o estresse que estamos enfrentando para conseguir manter o tratamento dele. Inclusive, ele chegou a nos dizer:
Agora eu não vou voltar mais a andar, né?
É muito doloroso para uma filha ouvir isso do próprio pai, principalmente quando ele já está enfrentando as consequências de dois AVCs e lutando diariamente para recuperar sua autonomia.
Por isso, pergunto à Unimed e à TruCare:
Como justificar a redução da fisioterapia de um paciente de 81 anos, que sofreu dois AVCs, não anda, possui perda importante dos movimentos de um lado do corpo e depende de outras pessoas para realizar suas atividades básicas?
Não estamos pedindo um tratamento por luxo. Estamos pedindo que o tratamento necessário seja mantido.
Nossa família está cansada de precisar brigar todos os meses para garantir que meu pai continue recebendo o atendimento de que necessita.
Solicitamos uma resposta urgente, clara e fundamentada, informando:
Qual foi exatamente o critério utilizado para decidir pela redução da fisioterapia de três para duas vezes por semana?
Qual médico tomou essa decisão e qual é a justificativa clínica apresentada?
Qual relatório ou avaliação fundamentou essa decisão?
Por que a família não foi devidamente informada sobre essa avaliação?
Considerando que meu pai permanece sem andar e com importantes sequelas dos dois AVCs, por que o tratamento fisioterapêutico está sendo reduzido?
Meu pai precisa de acompanhamento e continuidade no tratamento. Precisamos que a Unimed e a TruCare olhem para ele como um paciente que ainda está em processo de recuperação, e não simplesmente como alguém que já recebeu alta e pode ter seu tratamento reduzido sem uma explicação adequada.
Aguardamos uma solução e uma resposta urgente, pois estamos falando da saúde, da recuperação e da qualidade de vida de um senhor de 81 anos que já sofreu dois AVCs e que continua lutando todos os dias para voltar a andar.
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4Interações da reclamação
Unimed - Alta Mogiana respondeu
05/10/2026 às 09:59
Prezada Juliana, bom dia!
Agradecemos vosso contato. Conforme orientando, sua manifestação foi encaminhada à sua Unimed de Origem para as devidas tratativas
Consumidor respondeu
05/10/2026 às 10:14
Nao resolveu nada do meu problema..pois alegou que não é com eles e passou um contato onde TB não resolveram nada ..conclusão sem resposta e continua nesse empurra,empurra..
Fica sem pagar a mensalidade pra ver oq acontece com a gente ..
Unimed - Alta Mogiana respondeu
09/10/2026 às 11:00
Prezada Sra. Juliana, bom dia!
Conforme orientado, o contato para falar com sua Unimed de Origem se encontra no verso de sua carteirinha.
Permanecemos à disposição.
At.te