O que aconteceu
Meu pai, de 71 anos, está internado em caráter de urgência na Beneficência Portuguesa de São Paulo e a Unimed Botucatu negou a autorização do Estudo Eletrofisiológico com Ablação, procedimento indicado pela equipe médica responsável pelo caso.
Meu pai é beneficiário da Unimed Botucatu há muitos anos.
Em novembro de 2025 foi submetido, em hospital da própria rede da Unimed Botucatu, a uma cirurgia cardíaca de grande porte, com ponte de safena, ponte de artéria mamária e correção valvar.
Em maio de 2026 precisou realizar, também na rede própria da Unimed Botucatu, uma cardioversão elétrica para tratamento de flutter atrial.
Agora, durante uma visita à minha família em São Paulo, sofreu episódio de síncope (desmaio), sendo internado em situação de urgência e emergência na Beneficência Portuguesa, atendimento coberto nacionalmente pelo próprio contrato do plano para situações como essa.
Desde a internação, meu pai foi submetido a uma extensa investigação médica. Realizou Holter, ecocardiograma, angiotomografia das coronárias, cateterismo, ressonância magnética do encéfalo, Tilt Test e diversos exames laboratoriais.
Inicialmente houve suspeita de nova obstrução coronariana. O cateterismo confirmou uma reestenose em um stent antigo, porém também demonstrou circulação colateral eficiente, motivo pelo qual a equipe descartou a necessidade de nova angioplastia.
Mesmo assim, a causa dos desmaios permaneceu sem diagnóstico definitivo.
Foi justamente nesse momento que os exames passaram a convergir para um possível comprometimento do sistema elétrico do coração.
O Holter evidenciou bloqueio/distúrbio de condução intraventricular intermitente.
O Tilt Test foi negativo para síncope vasovagal, afastando uma das principais hipóteses inicialmente investigadas. Entretanto, durante o exame surgiu um dado extremamente relevante: foi registrado distúrbio de condução intraventricular (BRE) na fase final da inclinação, e o próprio laudo faz referência de que o Holter realizado durante esta internação já evidenciava bloqueio intraventricular intermitente.
Ou seja, dois exames independentes apontaram alterações de condução cardíaca, reforçando a suspeita de que a origem das síncopes possa estar no sistema elétrico do coração.
Foi exatamente por esse conjunto de evidências que a equipe especializada em eletrofisiologia indicou o Estudo Eletrofisiológico com Ablação.
A ablação não foi solicitada por conveniência. Ela faz parte do tratamento do flutter atrial previamente diagnosticado, reduzindo o risco de recorrência dessa arritmia, enquanto o estudo eletrofisiológico é fundamental para investigar se existe outra alteração elétrica responsável pelos desmaios.
Ainda assim, a Unimed Botucatu negou a autorização.
Meu pai permanece internado desde 21/06.
Tem 71 anos, possui doença cardíaca complexa, histórico de cirurgia cardíaca recente, episódios de síncope e faz uso contínuo de anticoagulantes.
Cada novo desmaio representa um risco concreto de traumatismo grave, hemorragia intracraniana decorrente do uso de anticoagulantes e outras complicações potencialmente fatais.
Mais grave ainda é que a própria equipe médica explicou que o estudo eletrofisiológico busca identificar arritmias potencialmente malignas, capazes de evoluir para [Editado pelo Reclame Aqui] súbita, hipótese que precisa ser investigada diante dos achados objetivos do Holter e do Tilt Test.
É extremamente difícil compreender como uma equipe formada por cardiologistas e eletrofisiologistas, que acompanha o paciente diariamente, conclui pela necessidade imediata do procedimento, enquanto uma análise administrativa chega à conclusão oposta.
Não estamos discutindo um procedimento eletivo ou de conveniência.
Estamos falando da continuidade de uma investigação iniciada durante uma internação de urgência, baseada em exames objetivos e indicada por especialistas para esclarecer a causa de episódios de perda de consciência em um paciente cardíaco de alto risco.
Peço que a Unimed Botucatu reavalie essa decisão com a urgência que o caso exige.
Espero sinceramente que a Unimed não espere que meu pai sofra um novo desmaio, uma hemorragia por traumatismo decorrente do uso de anticoagulantes ou até mesmo um episódio de [Editado pelo Reclame Aqui] súbita para autorizar um procedimento que os médicos responsáveis pelo seu tratamento consideram essencial neste momento. Quando se trata de vida, decisões administrativas não podem chegar tarde demais.
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
Unimed De Botucatu respondeu
13/07/2026 às 13:05
Prezada Michelle, boa tarde.
A Unimed agradece o seu contato e informa que verificamos que a senhora já abriu a solicitação nos canais oficiais da ouvidoria da Unimed Botucatu, a resposta da sua manifestação foi encaminhada no email informado.
Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor
Avaliação do consumidor
Problema foi resolvido?SimVoltaria a fazer negócio?SimNota do atendimento7.