Negativa de atendimento e tratamento desrespeitoso em laboratório Unimed São João Del Rei

Não respondida
Belo Horizonte - MG
10/09/2026 às 13:56
ID: 258695193
No dia 10/9/2026 às 9:30 compareci ao laboratório da Unimed de São João del-Rei acompanhada de minha filha, que estava em jejum há mais de 12 horas para a realização de exames de sangue básicos e de rotina, devidamente solicitados por seu médico.
Fomos atendidas inicialmente por uma funcionária novata, que informou que todos os exames de sangue não poderiam ser realizados porque "estavam em análise". Como tenho conhecimento de que exames laboratoriais básicos de sangue não dependem de autorização prévia da operadora, questionei o motivo da negativa.
Diante do meu questionamento, uma funcionária mais experiente, que orientava a atendente novata, sugeriu que o pedido fosse cancelado e refeito, justificando que, caso algum exame específico realmente dependesse de autorização, ele poderia ficar pendente, permitindo que todos os demais exames fossem realizados normalmente. Concordei prontamente com essa solução, que demonstrava bom senso e preocupação com o paciente.
Entretanto, uma terceira funcionária, visivelmente mal-humorada e sem qualquer disposição para prestar atendimento, interrompeu a situação de forma grosseira e determinou que eu fosse embora com minha filha, afirmando que eu deveria resolver o problema diretamente com a Unimed. Em nenhum momento demonstrou interesse em buscar uma solução ou prestar qualquer assistência.
Insisti para que fosse adotada a orientação dada pela funcionária mais experiente, justamente porque minha filha permanecia em jejum havia muitas horas e porque não havia justificativa plausível para impedir a realização dos exames básicos. Em vez de tentar solucionar o problema, essa funcionária abandonou seu posto e chamou outra pessoa, que se apresentou como coordenadora.
Para minha surpresa e indignação, a coordenadora recusou-se a seguir a orientação apresentada anteriormente, negou-se a cancelar e refazer a solicitação e também não tomou qualquer providência para solucionar a falha operacional do próprio laboratório. Limitou-se a manter a negativa de atendimento, determinando que fôssemos embora sem a realização dos exames.
O mais grave é que, durante aproximadamente uma hora e meia em que permanecemos no laboratório, minha filha continuou em jejum, aguardando uma solução que jamais foi buscada pelos funcionários. Ao final, fomos simplesmente dispensadas, sem qualquer atendimento, sem qualquer alternativa e sem qualquer demonstração de respeito ou empatia.
Além da evidente falha operacional, fui submetida a uma situação extremamente constrangedora e humilhante. Em vez de receber atendimento digno, fui tratada com descaso, desrespeito e abuso de autoridade por parte das funcionárias envolvidas, que adotaram postura autoritária, inflexível e incompatível com o atendimento que se espera de uma instituição de saúde.
Também chama atenção o completo abandono da paciente. Em nenhum momento houve preocupação com o estado da minha filha, que permanecia em jejum prolongado. Não lhe foi oferecida sequer água ou um lanche após a negativa do atendimento, evidenciando total falta de cuidado, acolhimento e compromisso com o bem-estar da paciente.
É inadmissível que uma falha operacional interna seja transferida ao usuário, obrigando-o a resolver problemas administrativos que competem exclusivamente à própria instituição. Mais inadmissível ainda é que essa falha resulte em negativa de atendimento, constrangimento, humilhação e completa ausência de assistência.
Diante dos fatos, registro minha mais profunda indignação com a conduta adotada pelo laboratório da Unimed de São João del-Rei. Solicito a apuração rigorosa dos acontecimentos, a responsabilização das funcionárias envolvidas e a adoção de medidas para que situações como essa jamais voltem a ocorrer.
Entendo que a negativa de atendimento decorrente de falha operacional, associada ao tratamento desrespeitoso, ao abuso de autoridade, à humilhação sofrida e à ausência de assistência à paciente, configura situação extremamente grave e merece a fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), para que sejam verificadas eventuais irregularidades no atendimento prestado aos beneficiários.