O que aconteceu
Minha mãe, *****, de 66 anos, é imunossuprimida e está passando por uma situação extremamente preocupante na rede de atendimento da Unimed São José dos Campos.
No dia 02/11, às 18h50, ela deu entrada no Pronto Atendimento da Unimed Vilaça com uma crise persistente de tosse, após já ter passado por outros especialistas e utilizado diferentes medicações, sem melhora.
O médico que a atendeu demonstrou preocupação com seu quadro, solicitou exames de sangue, tomografia e outros testes. Foi identificada uma broncopneumonia, com suspeita também de tuberculose, que precisaria ser investigada.
Diante da gravidade do quadro e de sua condição de imunossupressão, o médico iniciou o tratamento com antibiótico e confirmou a necessidade de internação. Minha mãe permaneceu em uma área separada do pronto atendimento, aguardando os resultados e a liberação de um leito.
Fomos informados de que não havia vaga no Hospital Santos Dumont e que ela seria encaminhada para um hospital de apoio.
Somente hoje dia 03/11, por volta das 8h30 (aproximadamente 13 horas após sua chegada ao pronto atendimento) ela foi transferida para o Hospital Antoninho da Rocha Marmo, onde chegou às 9h.
E foi justamente aí que nossa preocupação aumentou.
No Antoninho, os exames realizados anteriormente foram repetidos tudo de novo, inclusive a tomografia. Os exames de sangue foram coletados logo cedo, mas o tratamento com antibiótico iniciado no pronto atendimento da UNIMED não teve continuidade.
Minha mãe já apresentava enjoo desde o dia anterior, quando iniciou o tratamento na Unimed. Mesmo assim, foi necessária a intervenção da minha irmã para solicitar a administração de Vonau e cobrar insistentemente a continuidade do tratamento com antibiótico, que não havia sido retomado até aquele momento.
Ela chegou ao hospital às 9h e somente às 15h, seis horas depois e após muita insistência da família, a medicação foi administrada.
Não recebemos uma justificativa clara para essa demora. Os exames de sangue já haviam sido realizados pela manhã e, até onde fomos informados, não havia motivo para aguardar até as 15h para dar continuidade ao tratamento.
O que mais nos preocupa é a sensação de que ninguém está dando a devida atenção à gravidade do caso. Estamos falando de uma paciente de 66 anos, imunossuprimida, com broncopneumonia e suspeita de outra doença infecciosa. Por que foi necessário que a família insistisse tantas vezes para que a medicação fosse administrada?
Além disso, encontramos uma postura extremamente grosseira por parte da responsável pela enfermagem, justamente em um momento de enorme fragilidade e preocupação.
Minha mãe continua apresentando tosse e temos muito receio de que seu quadro evolua enquanto enfrentamos falhas de comunicação e possíveis atrasos na assistência.
Não estamos pedindo nenhum privilégio. Estamos exigindo segurança, continuidade do tratamento e a assistência adequada que esperamos de um plano de saúde pelo qual pagamos.
Nunca precisamos utilizar o convênio para uma situação dessa gravidade e é extremamente frustrante perceber que, justamente quando mais precisamos, estamos enfrentando tanta insegurança.
Solicitamos à Unimed São José dos Campos uma intervenção IMEDIATA para viabilizar a transferência da minha mãe para o Hospital Santos Dumont, onde desejamos que ela receba acompanhamento hospitalar adequado à gravidade de seu quadro, considerando especialmente sua condição de paciente imunossuprimida, de 66 anos, diagnosticada com broncopneumonia e que necessita de cuidados redobrados devido ao maior risco de complicações.
Também exigimos esclarecimentos sobre a demora na administração dos medicamentos, a continuidade do tratamento iniciado no pronto atendimento e os critérios utilizados para seu encaminhamento.
Não podemos aceitar que uma paciente imunossuprimida, com broncopneumonia, fique exposta a riscos por possíveis falhas na assistência.
Aguardamos um posicionamento urgente da Unimed SJC, com uma solução concreta, e não apenas uma resposta padrão.
Nossa prioridade é a saúde e a segurança da minha mãe.