O que aconteceu
Quero deixar registrada minha indignação com uma entrevista de emprego que, de profissional, teve muito pouco.
Em vez de perguntarem sobre minha experiência, qualificações e capacidade para a vaga, quiseram saber detalhes da minha vida pessoal, minha família e meu relacionamento.
Quando informei que sou noiva de uma mulher e tenho uma filha, perguntaram quem era o pai da criança. Depois, outra entrevistadora deu uma risadinha e perguntou se a gravidez tinha sido planejada e como tinha acontecido.
Isso não é profissionalismo. É invasão de privacidade e uma situação extremamente constrangedora.
Minha família não é motivo de curiosidade, piada ou julgamento. Minha filha foi planejada, desejada e é amada. Minha parceira é minha família.
Fui participar de uma entrevista para uma vaga de emprego, não para ser interrogada sobre minha vida íntima.
Fica aqui meu repúdio e o alerta: processo seletivo deve avaliar competência, não a configuração familiar ou a orientação sexual de ninguém. Respeito e profissionalismo deveriam ser o mínimo.
Univida de Tangará da Serra