Tênis VEJA com desgaste precoce e recusa da empresa em solucionar o problema

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Sorocaba - SP

04/11/2025 às 09:50

ID: 230984389

Produto de alto valor com desgaste precoce - VEJA/VERT Shoes nega vício e falha na transparência

Comprei um tênis VEJA em abril de 2024 e, após um período curto de uso normal, o calçado começou a apresentar desgaste totalmente incompatível com a durabilidade esperada, considerando o preço elevado e todo o apelo de sustentaAdquiri um tênis da marca VEJA em abril de 2024, confiando na reputação da empresa em relação a qualidade, durabilidade e sustentabilidade. Entretanto, após um período curto de uso, o produto passou a apresentar desgaste acentuado e anormal, completamente incompatível com o valor e com o que a marca promete ao consumidor.

Ao perceber o problema, entrei em contato com a empresa no início de outubro de 2025, relatando o defeito e enviando imagens. Desde o primeiro contato, solicitei a identificação do responsável pelo atendimento, direito básico de qualquer consumidor, mas a VEJA se recusa sistematicamente a informar nomes, dificultando a rastreabilidade e violando o princípio de transparência previsto no Art. 6, III do CDC.

Além disso, a empresa informou inicialmente um material incorreto sobre o produto. Somente após minha contestação reconheceram que, na verdade, o calçado é produzido com B-Mesh (poliéster reciclado). Ou seja, o próprio fornecedor não domina por completo a composição do produto que vende, o que é extremamente grave, já que não se pode garantir a inexistência de vício de fabricação quando nem as informações técnicas conferem precisão.

Mesmo após eu enviar novo e-mail mais detalhado, reforçando a frustração e anexando provas do uso adequado do produto, a empresa manteve a negativa, argumentando que o problema é fruto de uso natural. Essa afirmação afronta o Art. 18 do CDC, já que o desgaste precoce revela vício que compromete a vida útil mínima esperada de um produto durável.

Sobre o prazo, a empresa alega que ultrapassou 90 dias, porém o vício apresentado é oculto, logo o prazo decadencial só começa a contar a partir da constatação do problema, conforme prevê o próprio CDC e entendimento dos órgãos de defesa do consumidor, portanto, essa justificativa não se sustenta.

Outro agravante: comprei o produto influenciado pela promessa de materiais sustentáveis e maior durabilidade, e recebi algo que não resiste a um uso cotidiano normal. Essa situação se agrava ao verificar que há diversas reclamações semelhantes envolvendo a VEJA, o que demonstra padrão de falha e ausência de controle de qualidade. Outras marcas do mesmo segmento, como a APROVE, resolvem prontamente casos idênticos, o que acentua ainda mais a postura abusiva adotada pela VEJA no meu caso.

Portanto, exijo o cumprimento da lei e solicito uma das soluções previstas no CDC:

Troca do produto por novo, sem defeitos

Reembolso integral do valor pago

Reparo adequado comprovando eliminação total do vício

Meu objetivo sempre foi resolver a situação de forma correta e amigável, mas diante da recusa injustificada, já registrei reclamação no PROCON e estou reunindo a documentação para encaminhamento ao Juizado Especial Cível, caso a marca mantenha essa postura.

Espero que a VEJA, em respeito à sua reputação e aos seus consumidores, reveja imediatamente o posicionamento e apresente uma solução compatível com os direitos legais do consumidor e com o padrão que a marca divulga.

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Resposta da empresa

06/11/2025 às 15:06

Olá, Gustavo!

Conforme informado em nosso contato via e-mail, mantemos nosso posicionamento sobre os fatos previamente indicados.

Após nova análise das informações e imagens encaminhadas, reiteramos os esclarecimentos já prestados. Nossa equipe técnica confirmou que o desgaste apresentado pelo produto é compatível com o uso natural do calçado, não se tratando, portanto, de vício de fabricação ou defeito no material utilizado.

O modelo adquirido possui o material é B-Mesh, um tecido inteiramente composto por poliéster reciclado (tereftalato de polietileno ou P.E.T). Este tecido é criado a partir de plástico reciclado, cuidadosamente coletado, classificado e depois transformado em flocos de plástico. Esses flocos são então extrudados para se tornarem uma fibra de poliéster. Além disso, ressaltamos que os cuidados devem ser conforme informações descritas em nosso site, podendo apresentar alterações estéticas decorrentes do atrito, flexão ou da própria exposição às condições de uso e limpeza, sem que isso configure defeito de fabricação.

Do mesmo modo, na confecção do calçado também é utilizado algodão orgânico e diversos materiais inovadores concebidos em garrafas plásticas recicladas ou poliéster reciclado, os quais igualmente demandam procedimentos próprios de conservação e limpeza, a fim de garantir a manutenção das propriedades e características do produto.

Além disso, o prazo para reclamação por vício em produtos duráveis é de 90 (noventa) dias a contar da entrega, conforme estabelece o art. 26, II, do Código de Defesa do Consumidor. Verificamos que a compra foi realizada em abril de ******* e que o registro da reclamação ocorreu somente em outubro de *******, portanto após o término do prazo legal e, também, do prazo previsto em nossa Política de Trocas e Devoluções.

Diante desses elementos, inexistência de vício de fabricação, natureza dos materiais utilizados e decurso do prazo legal, informamos que não será possível atender ao pedido de reembolso total, troca por novo produto ou reparo realizado pela VEJA.

Reiteramos que mantemos o compromisso com a durabilidade e qualidade de nossos produtos, adotando rigorosos padrões de controle e testes de resistência antes da disponibilização de cada modelo no mercado. Esses testes têm por objetivo assegurar que todos os materiais utilizados atendam aos critérios técnicos de desempenho esperados para o tipo de calçado e para as condições normais de uso, reforçando a confiabilidade de nossos processos de fabricação e a preocupação constante da marca com a satisfação de seus consumidores.

Agradecemos a compreensão. Considerando o início de um processo no Procon, comunicamos que todas as futuras negociações serão realizadas exclusivamente através dessa plataforma.

Atenciosamente,

Team VEJA
https://*******

Réplica do consumidor

07/11/2025 às 07:20

Agradeço o retorno, porém reitero que a resposta apresentada não resolve as falhas de atendimento e de informação que venho pontuando desde o primeiro contato.

Primeiramente, é importante destacar novamente que a divergência sobre o material do produto não foi devidamente tratada pela VEJA. Na divulgação comercial e na própria descrição do modelo, são informados determinados materiais como argumento de valor e qualidade. No entanto, ao solicitar esclarecimentos específicos sobre a composição real do calçado e sobre a durabilidade desse material aplicado na área danificada, não obtive respostas objetivas. Houve inconsistência nas informações prestadas e ausência de transparência, o que caracteriza erro na informação fornecida ao consumidor.

Além disso, lamento a postura de afastamento e a falta de abertura para uma solução amigável. Desde o início, busquei o diálogo para resolver o caso de forma simples, justa e proporcional ao problema apresentado. No entanto, minhas solicitações foram tratadas de maneira padronizada, sem análise individualizada do caso e sem uma demonstração real de disposição em atender ou conciliar.

Também destaco a falta de retorno sobre o nome ou contato da pessoa responsável pelo atendimento, o que dificulta qualquer tratativa séria e demonstra negligência no relacionamento com o cliente.

Ressalto ainda que não se trata apenas de desgaste natural, como afirmado. O calçado apresentou dano localizado em pouco tempo de uso, incompatível com o padrão de qualidade divulgado pela marca. A própria VEJA possui forte discurso de sustentabilidade, inovação e durabilidade dos produtos, o que reforça a minha expectativa legítima de que o material aplicado no tênis tivesse melhor desempenho. Vocês vendem uma marca que não é a encontrada no PÓS VENDA, bem deplorável o posicionamento desta forma. Fácil demais falar que um tenis desgasta por que há composto orgânico nele, logo ele é naturalmente desgastado precocemente por isso, detalhe que são ******* reais investidos... Deprimente

Com relação ao prazo, entendo o que diz a legislação. Contudo, a análise deve considerar o conjunto de fatores, incluindo falha na informação, vício oculto e o próprio histórico do atendimento, que em nenhum momento buscou uma solução razoável para o consumidor.

Diante de todos esses pontos, mantenho minha discordância quanto ao encerramento unilateral do problema por parte da VEJA. Continuo à disposição para uma solução amigável que respeite o consumidor, a comunicação transparente e a reputação da marca. Reitero que não houve, até o momento, qualquer tentativa real de conciliação ou de devolução mínima do valor investido.

Sigo aguardando um posicionamento mais adequado e alinhado às boas práticas de atendimento e respeito ao cliente.

Réplica do consumidor

18/11/2025 às 14:19

Informo que a minha reclamação registrada no PROCON ainda não recebeu qualquer resposta por parte da empresa, permanecendo sem manifestação ou tentativa de solução. O caso segue atualmente em processo administrativo no órgão de defesa do consumidor, aguardando análise e providências.

Adicionalmente, registro que a empresa deixou de responder às minhas mensagens nos canais oficiais de atendimento, não oferecendo qualquer respaldo, retorno ou orientação desde então. Ressalto que toda a documentação comprobatória, incluindo evidências do vício de fabricação do tênis, já foi devidamente apresentada, e aguardo o devido encaminhamento institucional.