Respondida

Motorista da linha 217 não parou no ponto e me ameaçou

VIAÇÃO NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Venho, por meio desta, manifestar minha profunda indignação e registrar uma reclamação formal referente à conduta do motorista da linha 217, veículo de identificação A71533, ocorrida hoje, 15/10/2026, por volta das 17h35, no ponto de ônibus localizado na Rua Nilo Peçanha.

O motorista, aparentemente de maneira deliberada, deslocou o veículo para a faixa da esquerda, deixando de realizar a parada no referido ponto, apesar de eu estar aguardando para embarcar.

Diante da situação, precisei correr na tentativa de não perder a condução, conseguindo alcançá-la somente na Avenida Chile. Ao questionar o motorista sobre o motivo de ter deslocado o veículo para a faixa da esquerda e não ter parado no ponto, fui surpreendida por uma postura extremamente desrespeitosa e por declarações absolutamente incompatíveis com a responsabilidade exigida de um profissional do transporte público.

O motorista alegou que não era obrigado a parar naquele ponto porque havia saído da Central do Brasil. Como se não bastasse, afirmou categoricamente que não pararia nem para a própria mãe. Além disso, demonstrou indignação pelo simples fato de eu estar questionando sua conduta e afirmou que, da próxima vez, iria me deixar a pé.

Considero tais declarações extremamente graves. Além da aparente recusa de atendimento, fui submetida a uma postura intimidatória, com uma ameaça explícita de que, em uma próxima ocasião, o profissional poderia deliberadamente me impedir de embarcar.

Diante disso, questiono: desde quando um motorista do transporte público tem autonomia para decidir, por vontade própria, se irá ou não parar em um ponto previsto para atendimento daquela linha? Qual norma autoriza esse tipo de conduta? E, sobretudo, com base em que prerrogativa um profissional se sente autorizado a ameaçar um passageiro por questionar a prestação de um serviço público?

O fato de o veículo ter saído da Central do Brasil não esclarece, por si só, a suposta inexistência de obrigação de parada. Caso exista alguma regra operacional específica que justifique a conduta relatada, solicito que ela seja formalmente apresentada, com a indicação da respectiva norma e dos critérios aplicáveis à linha.

É importante ressaltar que minha indignação não se restringe ao fato de ter precisado correr para alcançar o ônibus. O que torna a situação ainda mais preocupante é a combinação de uma possível irregularidade operacional com o tratamento desrespeitoso, a declaração de que não atenderia nem à própria mãe e a ameaça de me deixar a pé na próxima vez.

Faço, inclusive, uma analogia com minha realidade profissional. Sou enfermeira e trabalho em ambiente hospitalar. Se estou de plantão, não posso simplesmente decidir, por vontade própria, que não prestarei assistência a determinado paciente porque não desejo atendê-lo naquele momento. Minha atuação deve respeitar as normas, os protocolos e as responsabilidades inerentes à função que exerço.

Da mesma forma, o transporte público exige responsabilidade, cumprimento das obrigações operacionais e respeito à população que depende diariamente desse serviço. O atendimento aos usuários não pode ficar condicionado à vontade pessoal, ao humor ou à conveniência do profissional responsável pela condução do veículo.

Os passageiros também possuem compromissos, horários a cumprir e responsabilidades profissionais. Uma conduta como essa pode provocar atrasos, prejuízos e consequências que ultrapassam o simples inconveniente de perder um ônibus. Mais grave ainda é a possibilidade de o usuário passar a temer represálias por exercer seu direito de questionar a qualidade e a regularidade do serviço prestado.

É inadmissível que um profissional responsável pelo transporte de passageiros se comporte como se pudesse escolher quem merece ser atendido e, diante de um questionamento legítimo, responda com hostilidade e ameaças.

Aguardo um posicionamento oficial e a efetiva apuração dos fatos. Espero que a empresa trate esta manifestação com a seriedade necessária, adote as providências cabíveis e assegure que os usuários sejam tratados com respeito, sem intimidações ou ameaças de retaliação.

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Interações da reclamação

  1. VIAÇÃO NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS respondeu

    21/10/2026 às 16:08

    Olá, Viviane. Boa tarde!

    Aqui é a Mariana, sou analista do setor de qualidade do Reclame Aqui do Fale Ônibus, espero que esteja bem!

    Recebemos sua reclamação e Informo que já encaminhamos para a empresa Viação Nossa Senhora das Graças S/A. Assim que recebermos o retorno, entrarei em contato para informar a resposta.

    Peço, por gentileza, que aguarde e que ainda não realize a avaliação da sua ID. Após o posicionamento da empresa, falarei com você para concluirmos o atendimento.

    Estamos muito felizes em compartilhar que o Fale Ônibus foi indicado novamente ao Prêmio Reclame AQUI 2026!!!

    Agora, contamos com o seu apoio para conquistar mais uma vez esse prêmio o seu voto faz toda a diferença!

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    Se precisar de qualquer outro auxílio, pode entrar em contato conosco através de algum dos canais disponíveis em nosso site: www.faleonibus.com.br

    Atenciosamente,

    Mariana,

    Equipe de Qualidade Fale Ônibus!