O que aconteceu
Venho, por meio desta, registrar minha insatisfação e indignação diante das dificuldades enfrentadas para realizar o agendamento da cirurgia de catarata do meu pai, de 76 anos, procedimento que já foi devidamente autorizado pelo plano de saúde, mas que, até o momento, permanece sem previsão de realização.
Meu pai é idoso, apresenta dificuldades visuais decorrentes da catarata e necessita do procedimento para melhorar sua qualidade de vida. Como sou responsável por auxiliá-lo nas questões relacionadas à saúde, tenho buscado, reiteradamente, uma solução para o agendamento da cirurgia.
Após a solicitação médica e o decurso de determinado período, entrei em contato com a operadora do plano de saúde e fui informada de que o procedimento já havia sido autorizado e de que o hospital entraria em contato para realizar o agendamento. Entretanto, esse contato nunca ocorreu.
Diante da ausência de retorno, procurei novamente a central de atendimento, que me forneceu um número telefônico do hospital. Contudo, após diversas tentativas, não obtive sucesso, pois o telefone chama por longos períodos até a ligação cair ou, em algumas ocasiões, encontra-se desligado.
Relatei essa situação à central de atendimento, que, posteriormente, disponibilizou um número de WhatsApp. Para minha surpresa, esse canal também não funciona adequadamente, impossibilitando qualquer comunicação efetiva com o setor responsável.
Por fim, fui informada de que seria necessário comparecer pessoalmente ao hospital para tentar agendar a cirurgia. Considero essa exigência completamente desarrazoada, especialmente porque se trata de um procedimento já autorizado e de um paciente idoso, que necessita de atendimento prioritário e acessível.
Ressalto que já compareci pessoalmente ao Hospital de Olhos, ocasião em que fui informada de que a funcionária responsável pelos agendamentos somente iniciaria o atendimento às 10h da manhã. Infelizmente, não pude aguardar, pois precisava cumprir minhas obrigações profissionais.
É inadmissível que, em plena era digital, uma instituição hospitalar não disponibilize canais de comunicação eficientes para agendar um procedimento cirúrgico, obrigando familiares e pacientes a comparecerem presencialmente, sem qualquer garantia de atendimento ou resolução.
Enquanto isso, meu pai continua enfrentando dificuldades para enxergar, relatando piora na qualidade da visão, mesmo com a cirurgia já autorizada. A demora injustificada, a burocracia excessiva e a ausência de canais de atendimento funcionais demonstram falhas graves na prestação do serviço e comprometem o acesso oportuno ao tratamento.
Destaco que estamos falando de um paciente de 76 anos, que merece respeito, dignidade, atendimento prioritário e, sobretudo, acesso adequado ao tratamento de saúde de que necessita.
Espero uma solução urgente, considerando a idade do paciente e suas limitações visuais. Caso a situação permaneça sem resolução, considerarei o registro de reclamação junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e aos órgãos de defesa do consumidor, para apuração das dificuldades relatadas.