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Contratei cota hoteleira sob pressão e a empresa se recusa a cancelar

W40 - Nacional Prime Empreendimentos Imobiliários

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

ABORDAGEM NA PRAIA, PRESSÃO EMOCIONAL PARA CONTRATAÇÃO E RECUSA DE CANCELAMENTO

Hoje eu estava na Praia de Copacabana com minha esposa, correndo e aproveitando nosso momento de lazer, quando fomos abordados por pessoas que nos ofereceram um passeio ao Cristo Redentor e um day use no Hotel Nacional, sob a justificativa de que precisaríamos apenas assistir a uma apresentação sobre o hotel, como uma espécie de ação de marketing/divulgação.

Aceitamos acreditando que seria apenas uma apresentação e uma oportunidade de conhecer o empreendimento.

Entretanto, ao chegarmos ao local, percebemos que se tratava, na realidade, de uma estratégia de venda de cotas hoteleiras/multipropriedade.

A partir daí, fomos submetidos a uma apresentação extremamente envolvente, utilizando nossos sonhos e expectativas pessoais como forma de estimular a contratação. Foram apresentados diversos argumentos relacionados à possibilidade de viajar, desfrutar do hotel, ter momentos de lazer e proporcionar experiências que, naturalmente, despertam o interesse de qualquer pessoa.

O problema é que, naquele ambiente, com toda a abordagem comercial e emocional, acabamos tomando uma decisão que, posteriormente, percebemos que não queríamos ter tomado.

Somente depois que saímos do local e tivemos a oportunidade de conversar com calma e analisar racionalmente o que havia acontecido, percebemos que não desejávamos manter aquela contratação.

Por isso, solicitamos o cancelamento dentro do prazo legal de 7 dias, invocando o art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, com a consequente restituição dos valores pagos.

Para nossa surpresa, a empresa se recusou a realizar a restituição, alegando que os valores seriam referentes a corretagem e que não haveria direito de arrependimento porque o contrato foi assinado presencialmente dentro do hotel.

Entretanto, essa justificativa ignora completamente a forma como fomos captados para a contratação: não estávamos procurando comprar uma cota, não fomos espontaneamente ao hotel com essa finalidade e fomos abordados enquanto estávamos na praia, sendo posteriormente conduzidos ao empreendimento para uma apresentação que acabou se transformando em uma venda.

Inclusive, temos registro em áudio de uma orientação dada durante a própria contratação no sentido de que, por estarmos presencialmente no hotel, não teríamos direito ao arrependimento de 7 dias.

Diante disso, considero extremamente importante registrar publicamente minha experiência, especialmente porque encontrei outros relatos semelhantes de consumidores descrevendo abordagens muito parecidas.

SOLICITO:

1. O cancelamento imediato do contrato;

2. A restituição integral dos valores pagos;

3. O reconhecimento do exercício do direito de arrependimento dentro do prazo legal;

4. A interrupção de qualquer cobrança futura relacionada ao contrato.

Espero que a empresa resolva a situação administrativamente, evitando a necessidade de adoção das medidas cabíveis perante os órgãos de defesa do consumidor e o Poder Judiciário.

A intenção desta reclamação não é simplesmente desistir de uma compra, mas registrar que a forma de abordagem e contratação foi completamente diferente daquilo que imaginávamos quando aceitamos o convite na praia, e que somente posteriormente, fora daquele ambiente de venda, conseguimos analisar com tranquilidade a contratação realizada.