O que aconteceu
no dia 03/10/2026,estava em viagem a lazer com minha familia,passeando no calçadao de copacana, e fomos abordados por um rapaz que se apresentou e começou as nos fazer algumas perguntas sobre viagens, e nos ofereceu algumas cortesias, desde que nos disponibilizássemos a conhecer as dependências do Hotel Nacional por pelo menos 30 minutos, com translado de ida e volta gratuitos, e sem nenhum compromisso ou promoção de venda. E que ao chegar lá essa apresentação seria realizada por um consultor. Ao chegar no hotel, nos direcionaram a recepção, a qual nos redirecionou ao consultor max, que nos apresentou a área comum do hotel, e nos apresentou sobre proposta de cota de Multipropriedade, os bônus e possíveis vantagens do plano como descontos, brindes, viagem extra, acesso a outros hotéis da rede em outros estados e países mediante pagamento de uma taxa de intercâmbio, a importância do empreendimento como patrimônio, visto que era um imóvel tombado, não tinha custas de IPTU entre outros bônus, um tanto de outras condições, incluindo o programa de (RCI) Fidelidade de cortesia. Após isso, nos levaram a uma sala de negociações, e nos apresentaram um suposto diretor a qual nos apresentou a proposta de aquisição das cotas. No momento hesitei, tendo em vista que não conhecia o hotel e a empresa, pois precisaria de tempo para analisar a proposta e posteriormente voltar, caso realmente tivesse interesse. Porém, a todo momento faziam pressão psicológica e renegociação, ofertas, brindes e o apelo para oportunidade única e impossibilidade posterior de comprar naquele valor, pois ao sair dali perderíamos a oportunidade de adquirir sem a atualização de juros e custos mais altos. Devido o clima de persuasão, apelo emocional, pressão para a conclusão do negócio. Visto que eles insistiam para fechar negócio no momento, devido se tratar de oportunidade única, com poucas unidades disponíveis; que representaria férias em hotel 5 estrelas, não só no RJ mas em qualquer lugar do mundo devido aos benefícios atrelados a RCI, falaram também que era um negócio vantajoso pois possuía RCI podendo até vender ou hipotecar, alem da possibilidade de locar a cota de forma particular em plataformas como o airbnb, assim, obter rendimentos caso não fosse utilizado por nós. Digamos então, um patrimônio rentável.
Após bastante tempo acredito que mais 3 horas, diferente dos 30 minutos informados inicialmente, estávamos bem cansados e sem tempo para pensar se valeria a pena a aquisição, e com a pressão intensa para o fechamento do negócio, acabamos resolvendo por impulso adquirir 1 cota de 7 dias no Hotel Nacional do Rio de Janeiro, com pagamento da entrada de R$ 5.000 parcelado em 10x vezes no cartão de crédito.
Após o pagamento da entrada, nos entregaram um checklist que supostamente apresentavam todas as regras,
No mesmo dia bateu arrependimento mas não conseguimos retornar lá por conta do nosso voo de volta à fortaleza. Pois tivemos a calma de ler o contrato e pesquisamos também sobre a empresa e todos os relatos na internet. poucas horas depois, comuniquei por telefone que quero cancelar,max foi bastante agrssivo e por whatsapp falou que era so nao pagar nehuma parcela,que seria cancelado automaticamente,entao fui pesquisar e vi que se nao pagasse iria acarretar jurus e meu cpf era negativado.
Nosso contrato foi assinado no dia 03/10/2026, com solicitação de cancelamento no mesmo dia, dentro do prazo legal de sete dias após a assinatura, conforme consta no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor.
Vale ressaltar que não houve contratação de corretor para que algum imóvel foi a mim ofertado, na realidade, como relatado acima, fomos abordados e após o translado atendidos por um consultor, em nenhum momento fomos atendidos por corretor. Desta maneira, não há vínculo ou contratação de serviço que corretagem, logo, não devo pagar por aquilo que não contratei.
A aquisição se deu mediante venda emocional, prática usual de abordagem em momentos de lazer em que a empresa vendedora promete uma vantagem sob a condição de os abordados assistirem palestras publicitárias do empreendimento, onde permanecem tempo suficiente sendo constrangidos por agressivo marketing, comprando por empolgação. E, neste caso, o cliente, tem direito ao arrependimento, com o desfazimento do negócio por culpa de vendedor, por ofensa aos artigos 30 e 31 do Código de Defesa do Consumidor.
Afirmo que fomos induzidas a esta compra de cotas sob forte pressão, apelo emocional e sem tempo hábil para refletir, conscientemente, a respeito do negócio.
Iniciei, portanto, o processo de cancelamento do contrato particular de compra e venda de unidade imobiliária no Hotel Nacional no regime de multipropriedade dentro do prazo legal de sete dias, sem causar prejuízos a ambas as partes.
Solicito a imediata devolução integral do sinal pago via cartão de crédito, cancelamento do contrato e a não cobrança posterior, conforme previsto no código de defesa do consumidor. Estamos prontos para ingressar no procon e posteriormente na justiça comum.ana,